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Pedestres, lojistas e ambulantes apontam melhorias com ordem e liberação de calçadas

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Completou na quarta-feira (11) uma semana da liberação das calçadas no centro de Cuiabá, após a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Ordem Pública, realizar uma ação de desobstrução em vias como as avenidas Isaac Póvoas, 13 de Junho e Getúlio Vargas. A medida, que proíbe desde o último dia 5 de junho a atuação de ambulantes nesses locais, foi conduzida de forma pacífica, com notificações públicas emitidas com antecedência para orientar a saída dos comerciantes.

Segundo avaliação de lojistas, pedestres e ambulantes, a ação tem refletido positivamente, considerando que as calçadas livres aumentam o fluxo de consumidores nas lojas, além de deixar o ambiente mais organizado e acessível, inclusive para pessoas com deficiência.

A gerente da MD Moda Íntima, Carmem Silva, afirmou que a desobstrução da calçada melhorou bastante o movimento. “A gente voltou a vender até produtos que estavam parados, como calcinha infantil e meia. Os clientes voltaram a procurar a loja, estão elogiando que agora têm espaço pra andar. Antes estava tudo escuro, muito cheio. Hoje dá pra ver tudo, ficou claro, bonito. Foi uma realização ótima da Prefeitura, muito bom mesmo”, avaliou.

Everton Santos, gerente da loja Gazin, também notou uma melhora significativa. “Acredito que ficou muito bom para o pedestre, até para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Foi uma decisão assertiva da Prefeitura. Ainda mais porque eles alocaram os ambulantes em um espaço adequado para continuarem trabalhando dignamente”, comentou.

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Desde o último sábado (7), os trabalhadores que atuavam na Rua 13 de Junho passaram a ocupar, de forma experimental, a Travessa Desembargador Lobo, localizada nas imediações da Praça Ipiranga. Após os comerciantes ambulantes recusarem a realocação para o Shopping Orla, o novo espaço foi definido com diálogo direto entre a Prefeitura de Cuiabá, sob orientação do prefeito Abilio Brunini, a Câmara Municipal e representantes dos próprios ambulantes.

Renato Carvalho de Matos, que vende acessórios em geral, relata que a transição está sendo tranquila. “Estamos bem organizados aqui. No começo é difícil, mas os clientes vão se acostumar com a gente. A Prefeitura deu um apoio ótimo”, afirmou.

A vendedora haitiana Marie Claudete Lesperance, que comercializa roupas, também aprovou o novo ponto. “Gostei muito. Está bem localizado, perto do centro, então facilita para os clientes nos acharem. Aos poucos o movimento vai crescer”, disse com otimismo.

A iniciativa, que alia ordenamento urbano e diálogo com a população, agradou principalmente os pedestres. Conforme a aposentada Rita Duarte, que usa bengala, agora é possível caminhar com mais segurança. “Facilitou bastante. Antes, com os ambulantes na calçada, era difícil transitar. Claro que eles também precisam trabalhar, mas ficou bem melhor pra gente”, afirmou.

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Moradora de Várzea Grande, Lorinda Pires foi ao centro fazer compras e elogiou a mudança. Segundo ela, antes se sentia insegura no local. “Antes não dava para andar nessa rua [13 de Junho], não tinha nem como fazer compra. Não conseguia nem levar essa sacola de roupa, porque batia em um, batia em outro, outro dava um puxão. Eu me sentia muito insegura. Agora eu me sinto livre, posso andar com tranquilidade. Não é que a gente queira o mal deles [ambulantes], porque eles também precisam trabalhar, mas estava muito acumulado. Parabéns à Prefeitura, porque arrumou um lugar para eles, e agora a gente pode andar de boa. Antes, eu até tinha medo de passar por aqui. Hoje, está tudo de bom.”

Para Édson Pinheiro de Amorim, morador do Jardim Cuiabá, a liberação das calçadas foi uma decisão acertada, desde que o novo espaço para os ambulantes seja acompanhado de perto. “Foi uma ação correta. Agora, a Prefeitura precisa acompanhar para garantir que eles continuem trabalhando com dignidade onde foram realocados.”

#PraCegoVer

A foto mostra as calçadas livres na Rua 13 de Junho, região central da capital

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Regularização dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis avança com apoio da Prefeitura de Cuiabá

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Reunião ampliada realizada nesta terça-feira (16), no Palácio Paiaguás, sede do Governo de Mato Grosso, reuniu representantes do Estado, da Prefeitura de Cuiabá, da Assembleia Legislativa, da Câmara Municipal, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Águas Cuiabá e lideranças comunitárias para discutir uma solução definitiva para a situação fundiária dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis, localizados na região do Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

A área em discussão possui aproximadamente 72 hectares e abriga cerca de 1.800 famílias. Os moradores convivem há anos com a insegurança jurídica e, recentemente, passaram a enfrentar uma decisão judicial que determinou a desocupação de parte da região por questões ambientais. O encontro foi articulado como desdobramento de uma audiência pública realizada anteriormente na Assembleia Legislativa e teve como principal objetivo construir uma solução que concilie a preservação ambiental com o direito à moradia.

Participaram da reunião o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, o deputado estadual Júlio Campos, os vereadores Katiuscia Manteli, Marcrean Santos e Sargento Joelson, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da UFMT, da Águas Cuiabá e moradores das comunidades.

Durante os debates, o Ministério Público reforçou que não há interesse em promover uma retirada indiscriminada dos moradores, mas sim buscar uma solução técnica que permita identificar quais áreas podem ser regularizadas e quais necessitam de recuperação ambiental. A ação judicial que trata da área tramita desde 2013 e envolve uma região considerada estratégica para a preservação de nascentes e cursos d’água da capital.

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Um dos principais encaminhamentos discutidos foi a realização de um estudo técnico e ambiental para mapear a situação atual da área, identificar os locais passíveis de regularização e apontar as regiões que exigem preservação permanente ou recuperação ambiental. O levantamento deverá ser elaborado pela UFMT, em parceria com a Águas Cuiabá e demais instituições envolvidas.

O prefeito Abilio Brunini defendeu que as decisões futuras sejam baseadas em critérios técnicos. Segundo ele, o estudo permitirá identificar quais famílias poderão permanecer no local e quais precisarão ser reassentadas em razão de riscos ambientais ou de segurança. O prefeito também destacou a necessidade de transformar a área em um bairro estruturado, com infraestrutura urbana, regularização fundiária e serviços públicos.

Como proposta principal, o governador Otaviano Pivetta sugeriu que a área seja transferida ao município de Cuiabá, acompanhada de um compromisso formal do Estado para auxiliar na implantação da infraestrutura necessária e no atendimento das famílias que eventualmente precisem ser realocadas. A proposta prevê ainda a participação do Estado no custeio dos estudos técnicos que irão subsidiar a solução definitiva para a região.

“Vamos fazer um termo de compromisso com o Ministério Público, com o Judiciário e com o município de Cuiabá, definindo responsabilidades e prazos. Precisamos fazer a regularização fundiária e a urbanização desses bairros. O Estado vai assumir sua parte e o município também. Vamos juntos resolver uma situação que já se arrasta há quase 20 anos”, afirmou Pivetta.

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Abilio Brunini destacou que o entendimento construído durante a reunião traz uma perspectiva concreta para as famílias que vivem na região. “A parceria entre Governo do Estado, Prefeitura, Ministério Público, Defensoria Pública e todos os entes envolvidos vai permitir construir uma solução definitiva. Muitas famílias poderão permanecer onde estão, e aquelas que estiverem em áreas de risco serão atendidas por políticas de reassentamento. O mais importante é que ninguém ficará sem resposta”, declarou.

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, afirmou que a reunião representou um avanço importante após anos de impasse. Segundo ele, a construção conjunta entre os poderes e as instituições envolvidas demonstra o compromisso de encontrar uma solução definitiva para milhares de moradores que aguardam uma resposta há décadas.

Ao final da reunião, ficou definido que será elaborado um Termo de Compromisso envolvendo Governo do Estado, Prefeitura de Cuiabá, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Câmara Municipal de Cuiabá, Ministério Público, Defensoria Pública e demais instituições participantes. O documento deverá estabelecer responsabilidades, prazos para a realização dos estudos técnicos, medidas para garantir segurança jurídica às famílias durante o processo de negociação e os procedimentos necessários para a futura regularização fundiária e urbanização dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis. O acordo também deverá definir as ações voltadas à preservação ambiental e à eventual realocação das famílias que ocupam áreas consideradas de risco ou de preservação permanente.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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