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Câmara busca diálogo para amenizar impactos de obras em ruas e avenidas de Cuiabá

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Vinícius Ferreira | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 
Vereadores se reuniram na manhã desta segunda-feira (17), na Câmara Municipal de Cuiabá, junto com representantes da concessionária Águas Cuiabá, Cuiabá Regula e o secretário de obras do município, Reginaldo Teixeira, para buscarem soluções as demandas estruturais em relação as obras realizadas nos bairros e na região central da capital. 
A presidente do legislativo cuiabano, vereadora Paula Calil (PL), destacou, durante a reunião, que o objetivo principal é garantir que as reclamações da população sejam devidamente encaminhadas e resolvidas.
“Nós temos recebido muitas demandas relacionadas às intervenções da concessionária Águas Cuiabá, principalmente no que diz respeito ao corte e à recomposição do asfalto. A atividade finalística, que é a entrega da água e do esgoto, tem avançado, mas a pavimentação após as obras ainda é um problema. Por isso trouxemos essas dores aos representantes da concessionária e reforçamos a necessidade de um diálogo constante entre Águas Cuiabá e Secretaria de Obras, com planejamento e cronograma claros. Não podemos aceitar que um bairro receba pavimentação nova e, dois meses depois, a rua seja rasgada novamente. A Câmara cumpre seu papel quando traz as demandas dos munícipes e busca soluções junto às instituições responsáveis, sempre em defesa da qualidade de vida do cidadão cuiabano”, disse Paula. 
Na oportunidade, o secretário de Obras, Reginaldo Teixeira, enfatizou os impactos das intervenções realizadas pela Águas Cuiabá e demais obras em andamento no município. Segundo ele, “essa reunião é muito importante, porque a Câmara representa o povo cuiabano e recebe diretamente as demandas da população. Precisamos dar publicidade às obras e aos projetos, porque quem paga a conta é a população. Muitas vezes as coisas acontecem na cidade sem que as pessoas saibam, e elas devem ser ouvidas”, declarou. 
Teixeira reforçou ainda que a Secretaria de Obras tem buscado a integração tanto com o Governo do Estado quanto com a concessionária para garantir que todas as intervenções sejam claras, planejadas e executadas com foco no cidadão. “Estamos na condição de servidores públicos, e servir significa colocar os olhos na população, que hoje sofre com uma cidade remendada nos quatro cantos. Precisamos debater e mudar essa realidade”, afirmou ele.
O diretor-presidente da Cuiabá Regula, Alexandre Lucas, avaliou como extremamente positiva a reunião realizada na Casa de Leis, destacando que o encontro representou um importante ato de diálogo entre vereadores, representantes da concessionária de água e o secretário de Obras. Segundo ele, o objetivo central foi construir soluções para problemas que têm impactado diretamente a rotina do cidadão, especialmente aqueles relacionados às obras da concessionária, intervenções municipais e obras do Governo do Estado. 
Alexandre ressaltou que é fundamental diferenciar o serviço “fim” da concessionária, que seria a entrega de saneamento e distribuição de água, das atividades “meio”, como intervenções em asfalto e calçadas, que muitas vezes geram transtornos. Ele explicou que a discussão se concentrou justamente em otimizar essas obras, buscando que sejam executadas no menor prazo possível e com maior qualidade, garantindo mais conforto, mobilidade e segurança à população.
Já o diretor-geral da Águas Cuiabá, Leonardo Mena, parabenizou a iniciativa da Câmara ao reunir todos os atores envolvidos para organizar e aprimorar o planejamento e a execução das obras de infraestrutura. Para ele, a criação de uma comitiva de acompanhamento vai contribuir para melhorar a sinalização, o entendimento técnico e a coordenação das intervenções, beneficiando diretamente a população. Mena afirmou que não há entraves principais na execução dos serviços, mas reforçou que toda obra gera impactos temporários. 
Segundo o diretor, a prioridade é realizar as intervenções com a maior velocidade, segurança e qualidade possíveis para que os transtornos fiquem para trás e deem lugar aos benefícios, como ampliação da rede de esgoto e da distribuição de água em Cuiabá.
A reunião também contou com a presença dos parlamentares Dra. Mara (Podemos), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Urbanismo, Katiuscia Manteli (PSB), primeira-secretária, Samantha Íris (PL), Maria Avalone (PSDB), Demilson Nogueira (PP), Ilde Taques (PSB), Dídimo Vovô (PSB), Baixinha Giraldelli (Solidariedade) e Chico 2000 (PL).

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões

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A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.

“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.

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Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.

A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).

Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.

Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.

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Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.

Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.

Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.

Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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