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Veículos usados com mais de 13 anos são os mais comercializados

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Segundo especialista, alto preço dos carros novos faz o público recorrer aos usados com bastante idade
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Segundo especialista, alto preço dos carros novos faz o público recorrer aos usados com bastante idade

O início de 2023 se mostrava interessante para a indústria automotiva nacional: janeiro registrou um crescimento de 5% em comparação com o mesmo mês em 2022, seguido de uma queda em fevereiro relacionada ao carnaval . Segundo o Data OLX Autos , braço de inteligência de dados da OLX , o mercado brasileiro de carros novos cresceu 4,39% no primeiro bimestre, enquanto o de seminovos registrou aumento de 5,28 %.

O levantamento ressalta que fevereiro teve vendas menores que janeiro, por conta do feriado de carnaval e também pela menor quantidade de dias no mês. Entretanto, chama a atenção o fato de 152 mil unidades de automóveis leves terem sido produzidas no período, quando apenas Volkswagen e Chevrolet haviam concedido férias aos seus funcionários.

Durante o mês de março, Volkswagen , Stellantis , Hyundai , Renault e Chevrolet paralisaram suas fábricas , com Hyundai e Renault envolvendo toda sua linha, o volume produtivo de março deve ser menor do que em fevereiro.

“Esse movimento de fechamento ou interrupção parcial das montadoras está associado à perda do poder aquisitivo da população. A pandemia aumentou o desemprego, que somado à inflação, comprometem o poder de aquisição do brasileiro. O mercado nacional hoje depende muito do financiamento, e visto a incompatibilidade entre o poder aquisitivo e os preços dos veículos zero km, os compradores vão atrás dos usados”. Afirma Flávio Passos, vice-presidente de autos da OLX.

'Novo Uno' foi lançado em 2010 para dar sobrevida ao nome Uno, e já se enquadra no segmento de usados
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‘Novo Uno’ foi lançado em 2010 para dar sobrevida ao nome Uno, e já se enquadra no segmento de usados “velhinhos”

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O mercado de seminovos segue aquecido. De acordo com a Fenauto, a maior parte (34%) dos usados comercializados no primeiro bimestre foram os “velhinhos”, que são carros com 13 anos ou mais de fabricação , seguido dos “usados jovens” (26%), que têm de quatro a oito anos de produção.

“Enquanto faltar semicondutores, enquanto faltar crédito, muito possivelmente essa demanda pelos usados continuará sendo muito forte”, concluiu Passos.

Se a OLX enxerga um aumento no segmento de veículos leves usados, Cassio Pagliarini, da Bright Consultoria, observa um aumento no comércio de veículos novos, mas antes, retoma o histórico recente do setor, muito afetado pela pandemia:

“Durante 2021 tivemos problemas crônicos [de fornecimento] de peças, em agosto, tivemos o pior nível de estoque da indústria nos últimos tempos com 15 dias. No fim de 2021 e em 2022, o ritmo das fábricas foi recuperado, tanto que a partir de maio de 2022 a venda para locadoras retornou a um nível bom. No primeiro bimestre de 2023, o volume da produção da indústria foi reduzido por conta de férias acumuladas de três anos sem férias e carnaval.”

Cássio ainda projeta o segundo trimestre do ano, afirmando que o mercado irá, enfim, mostrar uma reação mais expressiva , já que em janeiro as contas anuais fazem a população ser mais cautelosa financeiramente, e em fevereiro, o carnaval retém as vendas.

Carros parados em pátios não são atrativos para as fabricantes, essa é uma das explicações para as recentes férias coletivas
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Carros parados em pátios não são atrativos para as fabricantes, essa é uma das explicações para as recentes férias coletivas

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“Em janeiro, a expectativa era de 145 mil unidades vendidas, foram, de fato, comercializadas 130. Em fevereiro, esperamos 130 mil veículos comercializados, o volume total foi 120 mil. O mês de março está vindo muito forte, a previsão inicial era de 150 mil unidades, e atualizamos para 170 mil. Esperamos terminar o ano com 2,05 milhões de veículos comercializados.”

Além disso, o executivo ainda afirma que as férias concedidas aos funcionários das fábricas e a consequente interrupção da produção não é algo que preocupa no primeiro momento:

“Em fevereiro, o estoque de veículos alcançou 40 dias, o que assusta as fabricantes por conta da taxa de juros alta. O ideal para o mercado é ter entre 25 e 28 dias de estoque. Esse cálculo acontece da seguinte forma: As fabricantes pegam o estoque no último dia do mês e divide pela média de vendas diária que aconteceram naquele mês. Para março, o cálculo deverá estar em 25 dias, mas as férias coletivas foram definidas de forma antecipada, quando o estoque ainda estava alto e baseavam as vendas com os dados de venda de janeiro e fevereiro.”

Segundo o Data OLX , o crescimento de veículos híbridos e elétricos no país se reflete também na sua plataforma. Se a cada ano, os números de vendas de eletrificados zero-quilômetro aumentam, sua participação no mercado de usados consequentemente também fica maior.

Toyota é a mais popular no segmento de híbridos usados, e conta com Corolla (foto), Corolla Cross e Prius
Carlos Guimarães/iG

Toyota é a mais popular no segmento de híbridos usados, e conta com Corolla (foto), Corolla Cross e Prius

Assim como em outros países do G20, o total de veículos elétricos e híbridos no Brasil apresentou um crescimento exponencial desde meados de 2015. E, a frota eletrificada e de carros híbridos nacional ainda representa 0,14% do total de veículos no país.

Toyota , Volvo , Ford , BMW e Lexus são as marcas que possuem mais modelos anunciados na OLX, com o Toyota Corolla híbrido sendo o modelo eletrificado com maior oferta no mercado nacional.

Fonte: Carros

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

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Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

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2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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