Chiquinho Brazão foi preso neste domingo (24) suspeito de ser um dos mandantes da morte de Marielle Franco
A Executiva do União Brasil anunciou na noite deste domingo (24) que expulsou do partido o deputado federal Chiquinho Brazão em decorrência da operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã de hoje.
Os integrantes do União se reuniram remotamente para deliberar sobre a situação do congressista, uma vez que ele se tornou oficialmente suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da ex-vereadora do RJ, Marielle Franco.
Segundo o presidente da legenda, Antônio de Rueda, 14 dos 17 integrantes da executiva estavam presentes e a decisão pela saída do congressista foi unânime .
Mais cedo, o partido informou que apesar de filiado ao União Brasil, Chiquinho Brazão já não mantinha relacionamento com a sigla e havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorização para se desfiliar.
O parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é apresentado diretamente no plenário. A defesa tem três oportunidades para falar, por 15 minutos cada vez: antes da leitura, após a leitura e após a discussão. A votação é aberta e requer maioria absoluta. A resolução é promulgada na mesma sessão.
Operação Murder Inc
A operação “Murder Inc.” conta com o apoio da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O objetivo é investigar os autores intelectuais dos homicídios, além dos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.
Na manhã deste domingo, a Polícia Federal prendeu preventivamente três suspeitos na investigação sobre a morte de Marielle e Anderson. Além do deputado Chiquinho Brazão e do conselheiro Domingos Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa também foi preso sob suspeita de protegê-los. Os três negam as acusações. A ação foi realizada devido ao risco de fuga e para surpreender os envolvidos.
No total, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O delegado Giniton Lages, que chefiava a Delegacia de Homicídios na época dos crimes, também é alvo de um mandado.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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