De acordo com a Polícia Civil, Corolla era chefe de uma tropa formada por cerca de 100 criminosos armados do CV e tinha uma equipe que fazia treinamentos de combate e contava com seguranças pessoais, conforme o UOL.
Ele é acusado de coordenar ações que envolvem confrontos com facções rivais em busca de novos territórios no Rio de Janeiro. Ele foi detido e está no Complexo Penitenciário de Bangu 1.
A tentativa de invasão ao Morro dos Macacos, na Vila Isabel, Zona Norte do Rio, está entre essas ações. A região está sob comando TCP (Terceiro Comando Puro), facção rival do CV.
O traficante é alvo de nove mandados de prisão, 11 inquéritos e 54 anotações criminais, além de ser apontado como o homem de confiança da cúpula do CV, segundo investigações da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).
A “fama” de Corolla dentro da facção se deu após apoio de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, traficante que chegou a ser apontado como o principal líder do CV nas ruas.
Abelha é tido como o responsável por orientar pelo WhatsApp a “caçada” a criminosos de facções rivais, após aliança inédita com a principal milícia do Rio em 2023.
Reprodução/redes sociais
Fotos nas redes sociais mostram Corolla e Abelha juntos
Fotos nas redes sociais mostram Corolla e Abelha juntos. A polícia acredita que Corolla tenha assumido o comando de Manguinhos por ordem de Abelha.
Ostentação nas redes sociais
Nas redes sociais, o preso publicava diversas fotos mostrando um estilo de vida luxuoso, esbanjando joias, carros e festas. Dentre as imagens, é possível ver cordões de ouro maciço, anéis e braceletes. Todos os registros, porém, escondem seu rosto.
Ainda não é sabido ao certo de onde veio o apelido que tem o nome de uma montadora de carros, mas o criminoso usava a logo da empresa como uma espécie de marketing de sua ação. Inclusive em suas joias, o traficante carregava adereços estampados com o “T” da Toyota ou o símbolo do carro.
O traficante ainda é suspeito de envolvimento no assassinato de um policial militar em janeiro de 2019. À época, o soldado Daniel Henrique Mariotti participava de uma operação na Linha Amarela quando recebeu um tiro na cabeça.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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