Um bebê de um ano morreu em uma UPA de Mococa, em São Paulo. A mãe da criança tentou socorro duas vezes, em visitas com três dias de distância, mas foi dispensada. O bebê morreu 40 minutos após receber alta médica e apresentava dor de garganta, fraqueza e falta de apetite. A mãe, Camila Souza, disse que da segunda vez o médico a ignorou.
“Fez a receita e meio que debochou da minha cara dizendo que o médico era ele e que era aquele o remédio que ele tinha que tomar. Se ele tivesse me ouvido, ouvido todas as queixas que eu disse, poderia ter evitado a morte do meu filho”, contou Camila ao g1.
Além disso, o médico disse que a baixa temperatura da criança era devido ao clima frio, e orientou a mãe a colocar agasalho no bebê.
“Como que o meu filho tem diagnóstico de estomatite na sexta, no domingo passa por atendimento, e um médico que não tem a mínima vontade de atender uma criança, uma vida, não dá a atenção necessária? E meu filho morre após 40 minutos de atendimento”, questionou a mãe.
A mulher registrou Boletim de Ocorrência nesta sexta, 19, e a Polícia Civil começou a apurar o caso. A prefeitura de Mococa lançou nota lamentando o caso, mas afirmando que providências prévias foram certas:
“A Secretaria de Saúde lamenta o ocorrido, rogando a Deus o conforto aos familiares. Os fatos ocorridos estão sendo apurados com muita responsabilidade e respeito à dor dos familiares. O material biológico colhido durante a necropsia será encaminhado para investigação das possíveis causas da infecção que resultaram, lamentavelmente, o óbito. O atendimento clínico foi prestado, inclusive com a realização de exame e prescrição de medicamentos pelos profissionais que atenderam o paciente. Toda a evolução clínica está devidamente documentada nos prontuários.”
A identidade do médico não foi revelada. A perícia e laudo da morte têm prazo de 30 dias.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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