Lula fala em concorrer à reeleição se disputa for contra ‘troglodita’
Sob críticas na área econômica e enfrentando cenário adverso no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nessa terça-feira (18) que tem planos de concorrer à reeleição em 2026. Embora tenha dito que precisa avaliar seu estado de saúde antes de decidir se tentará um novo mandato, o petista afirmou, em entrevista à rádio CBN, que pode ser candidato “se for necessário para evitar que trogloditas voltem a governar”. “Não permitirei que o Brasil seja novamente governado por negacionista”, disse.
“Não quero discutir eleição e reeleição porque tenho apenas um ano e sete meses de mandato, quero cumprir aquilo que prometi ao povo brasileiro. Quando chegar o momento de discutir, tem muita gente boa para ser candidato, não preciso ser candidato. Agora, presta atenção no que vou te falar: se for necessário ser candidato para evitar que os trogloditas que governaram voltem a governar, pode ficar certo que meus 80 anos virarão 40 e eu poderei ser candidato”, afirmou Lula sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou seu grupo político. Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na entrevista, Lula afirmou que o Congresso “se empoderou demais” nos últimos anos, enquanto o Executivo “tem ficado fragilizado na arte de exercer o Orçamento da União”. Sobre o Parlamento de perfil mais conservador, o presidente negou que tenha subestimado o papel dos congressistas, mas admitiu falta de experiência com a extrema direita nos temas pautados. “Não tínhamos experiência com extrema direita ativista como temos hoje, pouco pragmática na política, mas muito pragmática nas mentiras.”
O petista cobrou do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e dos líderes do governo que conversem mais com o Congresso. “Nós só temos 70 deputados, a minha base de esquerda deve ter 140, e nós temos 513 deputados. Tem que negociar? Tem. Padilha tem que conversar mais? Jaques Wagner tem que conversar mais? Tem. José Guimarães tem que conversar mais? Tem. Randolfe tem que conversar mais? Tem.”
*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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