Destroços dos carros envolvidos no acidente que aconteceu na madrugada de domingo (31)
A defesa do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, ofereceu pagar um salário mínimo mensalmente à família de Ornaldo Silva Viana, motorista de aplicativo de 52 anos que morreu após ter o seu Sandero atingido pelo Porsche do empresário em um acidente na madrugada de 31 de março, na zona leste de São Paulo.
Em petição incluída no inquérito nesta quinta-feira (11), a defesa afirma que “dentro das dependências policiais e através da autoridade policial por meio verbal, se colocaram, junto ao advogado dos familiares da vítima, à disposição para as assistências necessárias, algo momentânea e prontamente rechaçado pelo nobre defensor ao argumento de que ‘não era o momento'”.
Não é possível saber quando a proposta foi feita. O caso corre em segredo de Justiça.
Relembre o caso
Na madrugada de 31 de março, Fernando Sastre Filho colidiu em alta velocidade com o Renault Sandero dirigido por Ornaldo Silva Viana na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé.
Ele estava com um amigo no banco do passageiro e ambos tinham saído de uma casa de poker no bairro.
Fernando foi acusado pela polícia de deixar o local do acidente com a ajuda de sua mãe. Por conta disso e da morte de Ornaldo, o empresário foi indiciado por homicídio com dolo eventual, lesão corporal e fuga de local de acidente.
Após ele se apresentar no 30 Departamento de Polícia (DP) para prestar depoimento no dia seguinte, houve um pedido de prisão temporária, mas este foi negado pela Justiça e Fernando segue em liberdade.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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