O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)
Quem aposta que o racha no União Brasil vai prejudicar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode perder dinheiro. Se na teoria a crise numa das principais bancadas da Câmara e do Senado pode mostrar a fragilidade da base aliada do presidente, na prática o resultado deve ser o oposto. A avaliação de que mais parlamentares entrarão no blocão para apoiar a atual administrão é do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas).
Em um grupo de deputados, Lira deixou uma mensagem sobre o assunto. “O União rachado só beneficia nosso bloco”, escreveu ele em trecho do texto ao qual a coluna teve acesso. Na visão do presidente da Câmara, sem as obrigações de um partido homogêneio, cada deputado irá negociar de forma individual para fazer parte do blocão e ser base de apoio a Lula.
O “blocão” é um termo criado pelo próprio líder do Legislativo e, na prática, é uma espécie de novo Centrão. O conceito é formar um grupo com várias legendas e que passará a ter até bancada própria numa união que funciona apenas dentro da Câmara. Lira tem dito a aliados que vai transformar o bloco no principal e assim conseguirá isolar o PL de Jair Bolsonaro, dando suporte para as pautas do presidente da república.
Na visão do deputado, com o União Brasil rachado, cada parlamentar terá menor poder de barganha e, assim, ele terá mais força para negociar a entrada desses nomes no blocão. A ideia de Lira é formar um grupo com centenas de parlamentares e continuar no controle das emendas impositivas, dessa vez focando em deputados de esquerda, plano do PT para enfraquecer Bolsonaro , conforme a coluna antecipou.
Embora Lula tenha aprovado o plano do presidente da Câmara, há ruídos na ideia. Isso porque, membros do PT não gostariam de ver Lira com tamanho poder e com a caneta na mão para decidir sobre as emendas impositivas. Neste momento, porém, o governo sabe que precisa ser conservador nas decisões e sentar-se à mesa de quem lhe dará os votos necessários para aprovar o arcabouço fiscal e a reforma tributária. E Lira é o nome, principalmente com nomes do União Brasil.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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