O blogueiro e jornalista, Wellington Macedo de Souza, de 47 anos, foi condenado a seis anos de prisão por estar ligado a tentativa de explosão de uma bomba no Aeroporto Internacional de Brasília , na véspera de Natal do ano passado. Ele estava foragido da polícia desde janeiro, e foi preso nesta quinta-feira (14), na Cidade do Leste, no Paraguai.
A Polícia Nacional do Paraguai foi responsável pela prisão de Wellington Macedo, em uma ação conjunta com a Polícia Federal. Ele será entregue à PF nesta quinta-feira, na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, à Cidade do Leste.
Além de Wellington, outras duas pessoas foram condenadas pelo caso — ambas presas desde janeiro. O explosivo havia sido encontrado em um caminhão de combustíveis. Entretanto, antes de ser detonado, o motorista do veículo identificou a carga desconhecida, evitando o atentado.
Wellington teve a participação no caso descoberta pelo rastreamento da tornozeleira eletrônica que usava na época. Além disso, as câmeras de segurança de uma loja e do próprio caminhão mostram o momento em que o foragido se aproxima com seu carro lentamente, para que Alan Diego dos Santos Rodrigues coloque a bomba. As imagens foram divulgadas no dia 15 de janeiro pelo Fantástico.
O blogueiro tem forte presença nas redes sociais. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes , havia decretado a prisão por ter incentivado os atos antidemocráticos no dia 7 de setembro de 2021. Ele cumpria a pena em prisão domiciliar.
Segundo o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal Leonardo de Castro Cardoso, Wellington foi uma das pessoas que teve participação direta nos ataques contra o prédio da Polícia Federal em Brasília, quando bolsonaristas radicais invadiram o prédio e tentaram atear fogo nos veículos, no dia 12 de dezembro de 2022.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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