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Três Estados receberão recursos do BNDEs para construir armazéns

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que totalizam R$ 216,6 milhões para projetos de ampliação e construção de armazéns nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Esses recursos são provenientes do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do Plano Safra 2024/25, e do Finem.

Investimentos no Paraná

No Paraná, duas cooperativas agroindustriais serão beneficiadas. Uma delas receberá R$ 83,8 milhões, correspondendo a 91,4% do investimento total planejado para três unidades no estado. As melhorias incluem a ampliação da capacidade de armazenamento de grãos na unidade Melissa, em Cascavel, que passará de 23.500 toneladas para 58.000 toneladas. Em Jesuítas, a fábrica de rações terá sua capacidade aumentada de 163.000 toneladas para 209.000 toneladas, enquanto a unidade de recebimento e armazenamento de grãos passará de 45.000 toneladas para 68.000 toneladas. Durante a execução das obras, estima-se a geração indireta de 62 empregos na unidade Melissa, 170 na fábrica de rações em Jesuítas e 65 na unidade de armazenamento em Jesuítas.

Outra cooperativa no estado receberá R$ 52,84 milhões, destinados à modernização e ampliação das estruturas de armazenagem de soja e milho nas unidades de Barbosa Ferraz, Brasilândia do Sul e Engenheiro Beltrão. Com esse investimento, a capacidade total de armazenamento dessas unidades aumentará de aproximadamente 123.600 toneladas para cerca de 183.600 toneladas. Durante a implementação do projeto, serão criados 75 postos de trabalho temporários.

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Projetos em Mato Grosso do Sul

Em Nova Andradina, no leste de Mato Grosso do Sul, uma empresa do setor sucroenergético receberá R$ 40 milhões para a construção de um armazém com capacidade para até 50.000 toneladas de açúcar e uma fábrica com capacidade de produção de até 850 toneladas de açúcar por dia, adjacente à usina de etanol existente. Esse investimento permitirá à empresa flexibilizar a produção entre açúcar e etanol, otimizando receitas e mitigando riscos. A expectativa é de que sejam gerados 100 empregos diretos durante a implementação do projeto e 50 após sua conclusão, elevando o quadro de funcionários de 1.280 para 1.330. Indiretamente, prevê-se a criação de 150 empregos durante a fase de implantação e 70 após a conclusão.

Expansão em Minas Gerais

Em Paracatu, Minas Gerais, uma empresa de bioenergia será beneficiada com R$ 40 milhões para a construção de um armazém capaz de estocar até 60.000 toneladas de açúcar (ou 1,2 milhão de sacas) e uma fábrica de açúcar com capacidade anual de produção de 155.000 toneladas. O financiamento do BNDES representa 25,7% do investimento total da empresa no projeto. Durante a implementação, estima-se a criação de 300 empregos diretos, com 70 postos permanentes após a conclusão.

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O PCA é uma iniciativa do governo federal que financia produtores e cooperativas rurais na ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e câmaras frias. O programa visa fortalecer as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, garantindo a segurança alimentar, nutricional e energética no país.Esses investimentos refletem o compromisso do BNDES em apoiar o desenvolvimento da infraestrutura agrícola brasileira, promovendo eficiência no armazenamento e agregando valor à cadeia produtiva do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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