AGRONEGÓCIO

Sedap projeta alta de 16,85% no Valor Bruto da Produção Agropecuária

Publicado em

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) informou nesta segunda-feira (04.08) que o Pará projeta um crescimento expressivo de 16,85% no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para 2025, podendo alcançar R$ 45,12 bilhões até o fim do ano. O avanço é puxado pelas lavouras, que devem gerar R$ 26,48 bilhões, e pela pecuária, com previsão de R$ 18,65 bilhões, segundo dados da secretaria.

O crescimento do VBP paraense reflete o desempenho significativo das lavouras e da pecuária, consolidando o Pará como líder no agronegócio da região Norte. O levantamento considera dados estimados até o primeiro semestre de 2025 e abrange tanto as lavouras temporárias e permanentes quanto o setor pecuário.

Entre os produtos agrícolas, a soja lidera, com valor estimado em R$ 8,40 bilhões, representando 31,72% do VBP das lavouras e 18,61% do total estadual. Na sequência estão o cacau, com R$ 8,14 bilhões; a mandioca, R$ 4,39 bilhões; o milho, R$ 3,36 bilhões; e a banana, com R$ 1,22 bilhão. Esses cinco produtos somam 96,34% do Valor Bruto da Produção das lavouras no Pará.

Leia Também:  Agrishow 2025 promete inovações e maior presença feminina no campo

No segmento da pecuária, a bovinocultura destaca-se como a atividade dominante, respondendo por 91,28% do VBP do setor, o que equivale a cerca de R$ 17,02 bilhões e 37,72% do total do Estado. Complementam o setor as produções de frango (R$ 982,61 milhões), leite (R$ 443,04 milhões) e ovos (R$ 200,58 milhões).

O estudo é realizado pelo Núcleo de Planejamento da Sedap, por meio do Setor de Estatística, e tem o objetivo de subsidiar a gestão pública com informações estratégicas para o planejamento e monitoramento do setor agropecuário.

O cálculo do VBP usa dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) e das pesquisas do IBGE relacionadas à pecuária, além de considerar os preços praticados nas principais regiões produtoras do país. O valor real da produção é corrigido pela inflação, segundo o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas.

O boletim contempla os 22 principais produtos agropecuários do Brasil, entre os quais cacau, banana, laranja, cana-de-açúcar, soja e mandioca (produtos de lavouras) e os agropecuários (oriundos de bovinos, suínos e aves), como leite e ovos.

Leia Também:  Agroecologia é tema de evento no Rio de Janeiro

Com esse desempenho, o Pará se consolida como um dos protagonistas do agronegócio brasileiro, combinando produção diversificada, expansão de mercado e crescente competitividade.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País

Published

on

Um mapeamento inédito realizado por imagens de satélite e sensoriamento remoto pela Serasa Experian, revela que os estados de Mato Grosso e Rondônia incorporaram, juntos, 294 mil hectares ao cultivo da oleaginosa na safra 2025/26. O crescimento consolida a soberania mato-grossense no setor e joga luz sobre a rápida transformação de Rondônia, que desponta como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas da Região Norte.

Desejo antigo de expansão do setor, o apetite por terra na região não ficou restrito ao grão principal. O levantamento territorial identificou que a área destinada ao milho primeira safra registrou um salto expressivo de 13% no consolidado dos dois estados, mostrando que a rotação de culturas segue ganhando tração.

O peso da escala em Mato Grosso

Com o novo aporte de terra na safra atual — responsável por 268 mil hectares do total expandido —, Mato Grosso rompeu a barreira dos 12,4 milhão de hectares cultivados com soja. O número confere ao estado o controle de aproximadamente 25% de toda a produção nacional do grão.

Diferente de outras regiões do País, o modelo mato-grossense é fortemente ancorado na economia de escala: as grandes propriedades rurais concentram 60% de toda a área de plantio, enquanto os pequenos produtores respondem por uma fatia de 18%.

Leia Também:  Agrishow 2025 promete inovações e maior presença feminina no campo

Geograficamente, o crescimento foi puxado por polos consolidados e novas franjas de produção. O município de Paranatinga liderou a abertura de frentes agrícolas, com um incremento de 21,9 mil hectares, seguido por Novo São Joaquim (+12,5 mil) e Nova Mutum (+12,4 mil). Na outra ponta, o monitoramento por satélite captou um movimento de acomodação de área em cerca de 20 municípios, com retrações superiores a mil hectares. O caso mais emblemático foi o de Alta Floresta, onde o cultivo encolheu 6% em comparação ao ciclo anterior.

Rondônia: a força da pequena propriedade

Se o modelo de Mato Grosso impressiona pelos volumes absolutos, Rondônia chama a atenção dos analistas pela velocidade da sua transição no campo. O estado adicionou 26 mil hectares na safra 2025/26, atingindo uma área total de 730 mil hectares de soja. O dado mais robusto, no entanto, está no acumulado: nos últimos seis ciclos agrícolas, a arrancada rondoniense na área plantada foi de impressionantes 84,4%.

A grande diferença em relação ao vizinho do Centro-Oeste está no perfil de quem planta. Em Rondônia, a soja avança pelas mãos da agricultura familiar e de médio porte. As pequenas propriedades rurais são as grandes protagonistas da cultura no estado, liderando com 44% da área cultivada, superando as grandes fazendas, que detêm 38%. Os municípios de Alto Paraíso (+4,9 mil hectares) e a capital Porto Velho (+4,2 mil) foram os motores desse salto na Região Norte.

Leia Também:  Agricultores poderão receber até R$ 28 mil por preservar floresta

O passaporte ambiental da lavoura

O estudo também cruzou a malha de satélites com os dados regulatórios de regularização fundiária, revelando que a expansão da soja na Amazônia e no Cerrado ocorre sob forte monitoramento. O índice de conformidade ambiental é elevado: em Mato Grosso, 97% de toda a área plantada com o grão já possui registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em Rondônia, o índice atinge 93% da área total.

Especialistas em inteligência de mercado apontam que esse nível de rastreabilidade tornou-se o padrão de segurança do setor. Em um mercado global cada vez mais restritivo a produtos de áreas de desmatamento, comprovar por meio de coordenadas geográficas e imagens de alta resolução que o crescimento de quase 300 mil hectares ocorre sobre áreas consolidadas e legalizadas funciona como um salvo-conduto. É a garantia de que a soja do Centro-Oeste e do Norte mantém suas portas abertas tanto para o mercado interno quanto para as exigentes gôndolas internacionais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA