AGRONEGÓCIO

Rússia reconhece Brasil livre de aftosa sem vacinação

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A Rússia reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, medida que amplia as perspectivas para as exportações de carne bovina. Em 2025, os russos importaram 126,4 mil toneladas do produto brasileiro, com movimentação de R$ 2,69 bilhões. Entre janeiro e abril deste ano, os embarques alcançaram 40,4 mil toneladas e renderam R$ 894 milhões, volume cerca de 100% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O reconhecimento ocorre após a certificação concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2025 e coloca a Rússia entre os países que passaram a aceitar o novo status sanitário brasileiro.

Impulsionadas pela recuperação da demanda russa, as exportações para aquele mercado avançaram pelo quinto ano consecutivo no primeiro trimestre. O país já figura entre os cinco principais destinos da carne bovina brasileira.

A decisão também abre espaço para a ampliação dos embarques e para negociações envolvendo novos produtos, incluindo a futura habilitação de carne com osso. Nos últimos meses, a Rússia autorizou ainda três estabelecimentos brasileiros de pescado e abriu o mercado para as castanhas produzidas no Brasil.

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O comércio bilateral entre os dois países superou R$ 50 bilhões em 2025, pelo segundo ano consecutivo. Enquanto o Brasil exporta principalmente carnes, café e amendoim, os russos são fornecedores de fertilizantes e trigo, insumos relevantes para o agronegócio brasileiro.

O reconhecimento ocorre em um momento de expansão das exportações brasileiras de carne bovina. Em 2025, o País embarcou 3,1 milhões de toneladas, maior volume da série histórica. No primeiro quadrimestre deste ano, as vendas externas atingiram 953,6 mil toneladas, alta de 15,2% na comparação anual. Além da China, mercados como Rússia, Estados Unidos, Chile e União Europeia ampliaram as compras da proteína brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Plano Safra amplia crédito e abre novas oportunidades para o agro

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O lançamento do Plano Safra 2026/2027 chega em um momento de expansão para o agronegócio acreano. Com linhas de crédito mais amplas, incentivos à produção sustentável e estímulo aos investimentos em infraestrutura, o programa pode acelerar o desenvolvimento de cadeias produtivas que vêm ganhando espaço na economia do estado.

Estudos do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre indicam que o agronegócio continuará entre os setores mais promissores da economia local em 2026, com expectativa de crescimento entre 1% e 6%. O desempenho é sustentado pela expansão de atividades como a cafeicultura, produção de cacau, mel, açaí e pela cadeia de proteína animal, segmentos que têm ampliado investimentos e conquistado novos mercados.

Entre as novidades do Plano Safra está a redução do custo do crédito para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A linha contará com R$ 72,6 bilhões em recursos e taxa máxima de juros de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior. A medida beneficia um público que tem papel relevante na produção agropecuária do Acre e na geração de empregos no campo.

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A sustentabilidade também passa a ocupar posição estratégica na política de crédito rural. Produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem práticas de conservação ambiental poderão obter desconto de até um ponto percentual nas taxas de financiamento para operações de custeio, criando um incentivo financeiro para a regularização ambiental das propriedades.

Outro eixo do programa é o estímulo à modernização das fazendas por meio de investimentos em energia renovável. O crédito poderá financiar projetos de geração de energia solar, biomassa, sistemas eólicos e soluções de armazenamento de energia, reduzindo despesas com eletricidade e aumentando a eficiência das atividades rurais.

A infraestrutura de armazenagem também ganhou reforço. O Plano Safra prevê recursos para construção, ampliação e modernização de silos, armazéns e câmaras frias, investimentos considerados fundamentais para diminuir perdas pós-colheita, melhorar a conservação da produção e ampliar a competitividade dos produtores acreanos.

Na gestão de riscos, o governo federal ampliou os incentivos à contratação do seguro rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A intenção é fortalecer a proteção dos produtores diante de eventos climáticos extremos, tornando esses instrumentos parte cada vez mais importante da política de crédito rural.

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Com o tema “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, o Plano Safra 2026/2027 busca ampliar o acesso ao financiamento, incentivar a inovação tecnológica e fortalecer a produção agropecuária em todas as regiões do país. Para o Acre, onde diversas cadeias produtivas vivem um período de expansão, as novas condições de crédito podem contribuir para consolidar o crescimento do setor e ampliar sua participação na economia estadual.

Fonte: Pensar Agro

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