AGRONEGÓCIO
Plano Safra 2025/2026: CNA pede mais de meio trilhão de reais e fim da venda casada
Publicado em
25 de abril de 2025por
Da Redação
Mais de meio trilhão de reais, esse é o montante que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu nesta quinta-feira (24.05) ao Ministério da Agricultura (Mapa) para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026, o Plano Safra. A cifra representa um salto em relação ao plano anterior, que teve R$ 400,59 bilhões.
Para a CNA, o valor proposto é o mínimo necessário para garantir competitividade ao produtor rural diante dos custos crescentes e da concorrência global. A expectativa é de que, desses R$ 570 bilhões, pelo menos R$ 400 bilhões sejam destinados ao crédito com juros controlados — principalmente para pequenos e médios produtores. O novo Plano Safra deve ser anunciado até o final de junho, com vigência a partir de julho.
A entidade também defende taxas de juros mais baixas para custeio, investimento, comercialização e industrialização. O argumento é simples: os produtores brasileiros enfrentam custos altos, clima instável e, cada vez mais, uma pressão internacional por práticas sustentáveis. Sem financiamento acessível, não há como avançar em produtividade e sustentabilidade ao mesmo tempo.
Outro ponto sensível abordado pela CNA foi a equalização de taxas. Segundo a proposta, o governo precisa garantir recursos suficientes para equalizar os juros — o que evita repasses altos aos produtores. A CNA ainda propôs prioridade na aplicação desses recursos por bancos cooperativos e bancos regionais de desenvolvimento, como forma de ampliar o alcance do crédito no interior do país.
Na área de seguro rural, a sugestão é clara: o orçamento precisa ser robusto. A CNA pede ao menos R$ 2 bilhões para subvenção ao prêmio do seguro rural, considerando os eventos climáticos cada vez mais imprevisíveis e frequentes. A ideia é proteger o produtor contra quebras de safra e garantir que ele possa se reerguer em caso de perdas severas.
A proposta também sugere maior integração entre crédito e seguro, reforçando o entendimento de que não basta financiar a produção — é preciso garantir que ela esteja protegida.
Outro ponto de destaque foi o pedido por uma maior previsibilidade na divulgação das regras do plano. A CNA propõe que as normas sejam divulgadas com antecedência e que os recursos sejam disponibilizados no primeiro dia de vigência do Plano Safra, evitando os tradicionais atrasos que travam o crédito e prejudicam o planejamento do campo.
O documento entregue ao Ministério da Agricultura também cobra modernização dos sistemas de financiamento. A CNA sugere maior uso de tecnologias, desburocratização dos processos e mais incentivos para mecanismos privados de financiamento, como os Fundos Garantidores Solidários (FGS) e os Fundos de Investimento nas Cadeias Agroindustriais (Fiagro).
A proposta inclui, ainda, um capítulo específico para agricultura de baixo carbono, solicitando linhas com condições especiais para produtores que adotam práticas sustentáveis. “O produtor brasileiro já faz muito com pouco. Com mais crédito e menos burocracia, pode fazer ainda mais pela segurança alimentar global e pela economia verde”, resume a CNA.
Os 10 pilares da proposta da CNA para o Plano Safra 2025/26
1. Modernização do Seguro Rural e Implementação do Fundo Catástrofe – A CNA apoia a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, que visa modernizar o seguro rural e operacionalizar o Fundo Catástrofe. Essa medida busca oferecer maior proteção aos produtores diante de eventos climáticos extremos, fortalecendo a segurança no campo.
2. Ampliação dos Recursos para o Seguro Rural – A entidade propõe o aumento do orçamento destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), elevando-o dos atuais R$ 1,06 bilhão para R$ 4 bilhões. O objetivo é garantir maior cobertura e acesso ao seguro para os produtores, especialmente os pequenos e médios.
3. Disponibilização de R$ 594 Bilhões no Plano Safra – A CNA solicita que o Plano Safra 2025/26 conte com R$ 594 bilhões em recursos, distribuídos da seguinte forma: R$ 390 bilhões para custeio e comercialização, R$ 101 bilhões para investimentos e R$ 103 bilhões destinados à agricultura familiar. A entidade enfatiza a importância de que esses recursos estejam disponíveis ao longo de toda a safra, sem interrupções.
4. Foco em Pequenos e Médios Produtores – A proposta destaca a necessidade de priorizar os pequenos e médios produtores, alocando recursos para programas como Pronaf, Pronamp, PCA, Proirriga, Inovagro e Renovagro. Essa medida visa fortalecer a base da produção agropecuária nacional e promover o desenvolvimento sustentável no campo.
5. Melhoria do Ambiente de Negócios – A CNA sugere a redução da burocracia e o incentivo à ampliação de fontes de financiamento, como o mercado de capitais. A entidade também propõe a revisão das exigibilidades de crédito rural, visando flexibilizar a aplicação dos recursos e facilitar o acesso ao crédito pelos produtores.
6. Revisão dos Limites de Renda dos Programas Pronaf e Pronamp – A entidade propõe a atualização dos limites de renda bruta agropecuária para enquadramento nos programas Pronaf e Pronamp, ajustando-os à realidade produtiva atual. Essa medida busca ampliar o acesso ao crédito rural e atender às necessidades dos produtores.
7. Incentivos a Práticas Socioambientais – A CNA sugere a concessão de incentivos, como redução de taxas de juros ou ampliação do limite financiável, para produtores que adotarem práticas sustentáveis. A entidade enfatiza que esses incentivos devem ser implementados de forma a não onerar a produção.
8. Harmonização das Regras Ambientais – A proposta inclui a eliminação de entraves criados por resoluções que extrapolam a legislação vigente, facilitando o cumprimento das normas pelos produtores. A CNA defende a harmonização das regras ambientais para promover a sustentabilidade no campo.
9. Combate à Venda Casada e Redução de Custos Acessórios do Crédito Rural – A entidade recomenda a atualização das normas do mercado registrador para coibir práticas abusivas, como a venda casada, e reduzir os custos acessórios do crédito rural. Essa medida visa tornar o acesso ao crédito mais justo e acessível para os produtores.
10. Apoio ao Desenvolvimento do Mercado de Capitais no Agronegócio – A CNA propõe medidas para fomentar o avanço do mercado de capitais e títulos privados no agronegócio, aumentando o funding do setor. A entidade também apoia a regulamentação de instrumentos como os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), visando ampliar as opções de financiamento para os produtores.
MINISTRO – Também nesta quinta-feira o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir as projeções para ampliação do funding e manutenção de taxa de juros atrativas para a produção rural brasileira. Durante o encontro, também foram abordadas a modernização do Seguro Rural e o lançamento do Eco Invest para o Plano Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCDP).
Com foco na produção dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terá atenção especial no Plano Safra 25/26.
“A ideia é que a gente possa ficar muito próximo dos atuais 8% de juros ao ano para que o Plano continue sendo bastante atrativo para os médios produtores e a gente possa, então, fazer esse direcionamento para plantar mais arroz, feijão, batata. São médios produtores que vão ter abundância da safra brasileira para aquilo que vai para a mesa dos brasileiros”, explicou Fávaro.
Para os demais perfis de produtores, especialmente aqueles que exportam, foram discutidas alternativas como linhas de crédito dolarizadas, possibilitando taxas de juros menores e sem custo para o Tesouro Nacional. “A gente não está tirando, nesse momento, nenhuma das hipóteses para ampliar o funding do Plano Safra”, completou o ministro da Agricultura e Pecuária.
As equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério da Fazenda estão se reunindo constantemente para a elaboração do Plano Safra com encontros pontuais entre os ministros Fávaro e Haddad.
Seguro Rural – Diante do cenário de avanço das mudanças climáticas, Fávaro propôs a realização de uma força tarefa junto à equipe econômica da Fazenda para a modernização do Seguro Rural. Uma das propostas amplamente debatida durante o XVIII Congresso Internacional da Associação Latino-Americana para o Desenvolvimento do Seguro Agropecuário (Alasa), em Brasília, nesta semana, é o seguro paramétrico, sendo aplicado de forma universalizada e com base em parâmetros científicos dos registros climáticos no país.
As alternativas preveem a securitização por custo ou por produção, com diferentes taxas.
Restauração de Pastagens – Iniciativa do Governo Brasileiro criada para facilitar a atração de investimentos privados estrangeiros essenciais para a transformação ecológica do país, o Eco Invest Brasil – Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD) será lançado nos próximos dias.
Com juros mais atrativos, os recursos serão utilizados para o financiamento de restauração de áreas de pastagens já antropizadas que terão o solo recuperado com práticas socioambientais sustentáveis para ampliar a produção de alimentos no país, contribuindo com a segurança alimentar da população mundial, evitando qualquer avanço sobre áreas preservadas.
De acordo com o ministro Carlos Fávaro, estima-se que por meio da recuperação do solo, cerca de 1,5 milhão a 2 milhões de hectares ao sistema de produção brasileiro por ano. O PNCPD pretende praticamente dobrar a área cultivável do Brasil sem avançar sobre áreas preservadas e coibindo o desmatamento ilegal.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Um terço dos produtores rurais brasileiros já utiliza IA; veja como aplicar na sua propriedade
Published
1 hora agoon
21 de setembro de 2026By
Da Redação
A inteligência artificial já está presente em 32% das empresas, cooperativas e propriedades rurais consultadas em levantamento com profissionais do agronegócio. A tecnologia começa a sair dos escritórios e chegar às decisões de plantio, irrigação, aplicação de insumos, controle de pragas, manutenção de máquinas, pecuária e comercialização.
O percentual não permite concluir que o Brasil esteja atrasado. A pesquisa ouviu 197 profissionais e não possui abrangência suficiente para representar todo o setor. Além disso, ainda não existe uma estatística internacional padronizada que permita comparar diretamente o uso de inteligência artificial nas propriedades de diferentes países.
O conceito também varia entre os levantamentos. Algumas pesquisas consideram apenas sistemas que aprendem com dados e produzem previsões. Outras incluem agricultura de precisão, sensores, drones, imagens de satélite, pilotos automáticos e plataformas digitais, mesmo quando essas ferramentas não utilizam inteligência artificial em todas as suas funções.
Uma pesquisa internacional realizada com cerca de 4,4 mil produtores de nove países ajuda a dimensionar a digitalização do campo. Nos Estados Unidos, 61% dos entrevistados utilizavam soluções de agronomia digital, 51% adotavam equipamentos de agricultura de precisão e 38% empregavam sensoriamento remoto. Na América Latina, 49% usavam ferramentas digitais para acompanhar a produtividade.
O mesmo levantamento apontou que 75% dos produtores latino-americanos consultados utilizavam controladores de seção em pulverizadores, ante 78% na América do Norte e 49% na União Europeia. Esses equipamentos evitam sobreposição durante a aplicação, mas não devem ser classificados automaticamente como inteligência artificial.
Diante dessas diferenças, os 32% registrados no levantamento brasileiro indicam uma adoção relevante, embora ainda concentrada. Outros 56% dos participantes afirmaram não utilizar IA e 12% não souberam responder. Parte desses últimos pode empregar sistemas com inteligência artificial embarcada sem identificar a tecnologia pelo nome.
Na prática, a IA funciona a partir da coleta e da comparação de informações. Sensores, máquinas, estações meteorológicas, câmeras, drones, satélites e sistemas de gestão geram dados sobre solo, clima, plantas, animais, equipamentos, custos e produtividade. Os programas procuram padrões nesse conjunto e transformam as informações em alertas, previsões ou recomendações.
Uma câmera instalada numa máquina, por exemplo, pode registrar milhares de imagens enquanto percorre a lavoura. O sistema compara as plantas fotografadas com exemplos usados em seu treinamento, diferencia a cultura das invasoras e indica onde o herbicida deve ser aplicado. Em equipamentos compatíveis, o acionamento pode ocorrer automaticamente e apenas no ponto necessário.
Na irrigação, imagens térmicas e sensores permitem acompanhar a temperatura das folhas, a umidade do solo e as condições atmosféricas. Plantas submetidas à falta de água apresentam mudanças que podem ser reconhecidas pelo sistema antes que o estresse seja facilmente percebido a olho nu. A informação ajuda a definir quais áreas precisam ser irrigadas e em que quantidade.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participa do desenvolvimento de uma tecnologia que analisa a temperatura das folhas para identificar a necessidade de água. A aplicação busca evitar tanto a deficiência hídrica quanto o desperdício provocado pela irrigação uniforme de talhões com condições diferentes.
No manejo de pragas, câmeras e armadilhas eletrônicas podem reconhecer insetos, contar ocorrências e transmitir alertas. Um sistema desenvolvido para o bicudo-do-algodoeiro identifica os exemplares capturados e envia os dados para um aplicativo. Dessa forma, o acompanhamento deixa de depender apenas da visita manual a cada armadilha.
A análise de imagens de satélite ou drones também permite localizar falhas de plantio, manchas com desenvolvimento irregular, erosão, deficiência nutricional e possíveis focos de doenças. O produtor recebe um mapa das áreas que precisam ser vistoriadas, reduzindo o tempo gasto para encontrar problemas em grandes extensões.
Na aplicação de sementes e fertilizantes, a inteligência artificial pode cruzar mapas de solo, relevo, produtividade e histórico de manejo. A partir desses dados, divide a propriedade em zonas e ajuda a calcular taxas diferentes dentro do mesmo talhão. O objetivo é evitar desperdício nas áreas de menor resposta e aproveitar melhor o potencial das mais produtivas.
Durante a safra, modelos computacionais podem combinar área cultivada, desenvolvimento das plantas, clima e histórico de produtividade para estimar o volume que deverá ser colhido. A previsão melhora o planejamento de máquinas, trabalhadores, fretes, armazéns e contratos de venda.
A tecnologia também pode acompanhar tratores, colheitadeiras e pulverizadores. Informações sobre consumo de combustível, temperatura, pressão, vibração e desempenho dos componentes ajudam a identificar alterações que costumam anteceder uma falha. A manutenção pode ser programada antes que a máquina pare durante uma janela curta de operação.
Na pecuária, câmeras e sensores acompanham peso, deslocamento, alimentação e comportamento dos animais. Mudanças de padrão podem sinalizar problemas sanitários, reprodutivos ou nutricionais. Sistemas de visão computacional também são testados para estimar o desenvolvimento dos bovinos e auxiliar na definição do momento de abate.
A IA pode ser utilizada mesmo sem máquinas sofisticadas. Plataformas de gestão conseguem organizar notas fiscais, custos, estoques, aplicações, contratos e resultados por talhão. Ao reunir essas informações, o sistema pode apontar quais áreas apresentam maior custo, onde a produtividade está abaixo do histórico e quais despesas aumentaram entre uma safra e outra.
Ferramentas de inteligência artificial generativa também podem ajudar a resumir contratos, comparar orçamentos, elaborar relatórios e organizar informações administrativas. Elas não devem, contudo, ser utilizadas isoladamente para definir dosagens, diagnosticar doenças ou recomendar defensivos. Esses sistemas podem produzir respostas erradas com aparência convincente.
A confiabilidade depende da qualidade dos dados. Sensores descalibrados, mapas incompletos e registros financeiros incorretos levam a análises igualmente ruins. A recomendação precisa ser conferida no campo e validada pelo produtor ou por profissional habilitado antes de se transformar em uma decisão agronômica.
O custo permanece entre as principais barreiras, mas adotar IA não exige necessariamente comprar drones, servidores ou robôs. Cooperativas, consultorias e empresas de assistência técnica podem fornecer imagens, mapas e análises como serviço. Em outros casos, a inteligência já está incorporada a máquinas, aplicativos e plataformas utilizados na propriedade.
O melhor ponto de partida é escolher um problema mensurável. O produtor pode testar a tecnologia para reduzir consumo de água, localizar plantas daninhas, prever manutenção, controlar combustível ou organizar custos. A comparação entre uma área assistida e o manejo anterior permite verificar se a economia ou o ganho de produtividade paga o investimento.
A inteligência artificial não substitui a experiência do produtor nem a responsabilidade técnica. Sua vantagem é processar rapidamente milhares de informações e apontar situações que merecem atenção. Quando resolve um problema concreto e entrega retorno comprovável, deixa de ser uma promessa distante e passa a funcionar como mais uma ferramenta de gestão da propriedade.
SERVIÇO
O produtor não precisa comprar um drone, trocar o maquinário nem contratar um sistema caro para começar. O primeiro passo é escolher um problema específico da propriedade, como consumo elevado de combustível, desperdício de água, falhas na aplicação, dificuldade para localizar pragas ou falta de controle dos custos.
Verifique o que já está disponível
Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, ordenhadeiras e sistemas de irrigação mais recentes podem gerar dados e oferecer recursos de automação ou inteligência artificial que não estão sendo utilizados. O produtor deve consultar o fabricante, a concessionária ou a assistência técnica para saber quais funções estão incluídas no equipamento.
Organize os dados da propriedade
A inteligência artificial depende de informações confiáveis. Mapas de produtividade, análises de solo, registros de aplicação, consumo de combustível, chuvas, custos, manutenção, mortalidade e desempenho dos animais podem alimentar os sistemas. Quanto melhor o histórico, mais úteis tendem a ser as análises.
Procure assistência técnica
Cooperativas, sindicatos rurais, empresas estaduais de extensão, unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), consultores e profissionais das ciências agrárias podem ajudar a identificar aplicações adequadas. Muitas soluções são oferecidas como serviço, sem a necessidade de o produtor comprar sensores, drones ou programas.
Comece por uma área pequena
A recomendação é testar a ferramenta em um talhão, pivô, lote de animais ou conjunto de máquinas. O resultado deve ser comparado com o manejo anterior, considerando economia de insumos, ganho de produtividade, redução de perdas, horas de trabalho e custo da tecnologia.
Calcule o retorno
Antes de contratar, o produtor deve somar mensalidades, instalação, equipamentos, treinamento, manutenção e conectividade. A economia ou receita adicional precisa superar esses gastos em prazo compatível com a propriedade. Promessas de resultado sem demonstração em condições semelhantes merecem cautela.
Confira o contrato e a proteção dos dados
É importante saber quem poderá acessar as informações da propriedade, onde elas serão armazenadas e se poderão ser compartilhadas com terceiros. O contrato também deve informar como o produtor recupera seus dados caso decida trocar de fornecedor.
Valide as recomendações
Alertas produzidos por inteligência artificial devem ser conferidos no campo. Diagnósticos de doenças, doses de produtos, aplicações de defensivos e decisões sanitárias precisam respeitar a legislação, as bulas e a orientação de profissionais habilitados.
Onde aprender
O Senar Play oferece gratuitamente a trilha “Inteligência Artificial aplicada ao agro”, além do curso “Inteligência Artificial no Campo”, com 20 horas, aulas on-line e início imediato. A plataforma também mantém cursos de agropecuária digital, agricultura de precisão, sensores e mapeamento.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibiliza capacitações pela plataforma E-Campo e conteúdos de assistência técnica no Ater+ Digital. Cooperativas, sindicatos e administrações regionais do Senar também podem informar sobre treinamentos presenciais e assistência disponível em cada Estado.
Ferramentas de IA generativa podem ser usadas para organizar planilhas, comparar orçamentos, resumir documentos e preparar relatórios. Informações financeiras, contratos, documentos pessoais e dados estratégicos da propriedade, entretanto, não devem ser inseridos em plataformas públicas sem a verificação das regras de privacidade.
Fonte: Pensar Agro
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