AGRONEGÓCIO

Na abertura da Comigo, ministro integra Rio Verde ao sistema nacional de inspeção

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da abertura da feira agropecuária Tecnoshow Comigo 2024 nesta segunda-feira (08.04), no Centro Tecnológico Comigo (CTC), em Rio Verde (GO). A cidade é considerada simbolicamente a capital de Goiás durante a realização da feira.

Na ocasião, o ministro da Agricultura anunciou o reconhecimento de equivalência e adesão do Sisbi-POA aos produtos de origem animal do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de Rio Verde. A partir disso, os produtos registrados podem ser comercializados em território nacional.

“Este título que acabamos de entregar, o Sisbi para o município de Rio Verde, Goiás, é a unificação dos sistemas sanitários. O Brasil tem um belíssimo sistema. Temos um sistema muito forte. Federal, estadual e municipal trabalhando juntos”, destacou o ministro Fávaro.

A integração foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da portaria SDA/Mapa Nº 1.077.

Fávaro destacou que este reconhecimento aos produtores da região irá estimular o desenvolvimento do munícipio, garantindo a segurança alimentar e a geração de emprego e renda. “Trazer o Sisbi a Goiás é trazer oportunidades aos pequenos produtores. Com esse selo, todos os produtores de Rio Verde podem vender a todo o Brasil. Estão autorizados”, disse.

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O Sisbi-POA faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (Suasa) e busca padronizar e harmonizar os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar.

Ainda, o ministro relembrou que em março deste ano foram habilitadas 38 novas plantas frigorificas para a exportação da China e comunicou que o país asiático habilitou, hoje (8), sete frigoríficos nacionais para exportação de soro fetal bovino para o mercado chinês. Dessas, três estão no estado do Goiás.

“Isso é altíssima tecnologia, biotecnologia, retirado da bovinocultura, das vacas parideiras. Sete plantas poderão exportar esse produto de altíssimo valor agregado para a China”, evidenciou.

O governador do estado de Goiás, Ronaldo Caido destacou a importância do agronegócio Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. “A agropecuária cresceu 15.2% no ano de 2023. Isso mostra a pujança do setor e a capacidade dos produtores rurais”, afirmou.

Participaram também da abertura o secretário de Políticas Agrícolas do Mapa, Neri Geller; o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga; o superintendente de Agricultura e Pecuária de Goiás (SFA/GO), José Eduardo França; o vice-governador Daniel Vilela; o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale; e o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz.

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FEIRA – Organizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) está é a 21ª edição da feira e ocorre entre os dias 8 e 12 de abril. É considerada uma das grandes feiras de tecnologia rural do Centro-Oeste.

A feira reúne exposições de vários setores agropecuários, palestras técnicas e econômicas, educação ambiental, dinâmicas de máquinas entre outros. Conta com mais de 130 hectares para experimentos, além de uma vitrine de tecnologias disponíveis para os produtores rurais.

Ao todo, serão mais de 100 horas destinadas ao conhecimento, divididas entre palestras e dinâmicas, abordando os mais diversos temas, como nutrição, mercado de grãos, pecuária, sucessão, tecnologia e inovação e cooperativismo.

Em sua última edição, o evento movimentou cerca de R$ 11 bilhões e contou com um público de 138 mil pessoas e foram 650 expositores.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agro exporta R$ 45,6 bilhões e mantém 3º lugar no país

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões em exportações no primeiro semestre de 2026 e manteve o Estado como o terceiro maior exportador do setor no país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. O resultado veio mesmo com uma queda de 9,6% na receita em relação ao mesmo período do ano passado, puxada principalmente pela redução dos embarques de café.

Entre janeiro e junho, Minas enviou 8,46 milhões de toneladas de produtos agropecuários para 166 países. O volume foi 3% menor que o registrado no primeiro semestre de 2025. Ainda assim, o Estado respondeu por 10,3% de tudo o que o agronegócio brasileiro vendeu ao exterior e o setor representou 40,9% da receita total das exportações mineiras.

Os números, levantados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) a partir dos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram uma mudança importante dentro da pauta. O café continuou dominante, mas soja e carnes ganharam espaço e ajudaram a amortecer a retração do principal produto mineiro.

O café respondeu sozinho por R$ 22,9 bilhões, pouco mais da metade de toda a receita agropecuária obtida no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre. A disponibilidade menor do produto reduziu os volumes, embora o preço médio de exportação tenha aumentado cerca de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025.

A influência do café sobre os números mineiros é enorme. No primeiro trimestre, por exemplo, as exportações do produto haviam caído 31,5% em volume e 18,5% em receita. O recuo foi suficiente para puxar para baixo o resultado de todo o agronegócio estadual, mesmo enquanto outras cadeias registravam crescimento.

Isso ajuda a explicar uma aparente contradição: Minas continua entre os maiores exportadores agrícolas do Brasil, mas vendeu menos que no ano passado. Em 2025, o agronegócio mineiro havia alcançado o recorde de aproximadamente R$ 101 bilhões em vendas externas, resultado favorecido principalmente pela forte valorização internacional do café. A comparação de 2026, portanto, ocorre sobre uma base excepcionalmente elevada.

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A soja foi uma das cadeias que impediram uma retração maior. O complexo formado por grão, farelo e óleo movimentou aproximadamente R$ 10,7 bilhões no primeiro semestre, com crescimento de cerca de 10% sobre 2025. O avanço também revela uma mudança na composição das vendas, com maior presença de farelo e óleo, produtos que passam por processamento antes de deixar o Estado.

As carnes apresentaram outro desempenho positivo. Os embarques de carne bovina, suína e de frango renderam aproximadamente R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% na comparação anual. O volume chegou a 247,3 mil toneladas, 3,7% acima do primeiro semestre do ano passado.

A diferença entre o crescimento da receita e o avanço do volume mostra que o valor médio das carnes exportadas aumentou. O movimento beneficia uma cadeia importante para Minas, que possui produção expressiva de bovinos, aves e suínos e uma estrutura industrial formada por frigoríficos, cooperativas e empresas de processamento.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, gerou cerca de R$ 2,7 bilhões em exportações no semestre. Os produtos florestais, que incluem celulose, madeira e papel, ficaram próximos de R$ 2,6 bilhões.

Juntos, café, complexo soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais concentraram mais de 96% das exportações do agronegócio mineiro. A pauta é concentrada em grandes cadeias, mas começa a apresentar nichos com maior grau de processamento e produtos ligados à tradição regional.

Minas também aparece entre os principais fornecedores brasileiros de produtos como mel, lácteos, sementes, batatas processadas e doce de leite. Embora movimentem valores menores, essas cadeias têm importância porque permitem a entrada de cooperativas e agroindústrias de menor porte em mercados internacionais.

A diversificação também aparece nos destinos. A China permaneceu como principal comprador do agronegócio mineiro, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia tem peso especial para o café: no primeiro quadrimestre, aproximadamente 94% do valor comprado pelo bloco de Minas estava concentrado no produto.

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O peso do campo vai além das exportações. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira alcançou o recorde de R$ 167,8 bilhões em 2025. Para 2026, as projeções divulgadas ao longo do ano mantêm o faturamento próximo desse patamar, embora com comportamentos diferentes entre as cadeias.

As lavouras representam aproximadamente dois terços do VBP estadual e o café continua na liderança. Estimativas divulgadas pela Seapa indicavam faturamento superior a R$ 60 bilhões para a cultura em 2026. Soja, cana-de-açúcar e milho aparecem na sequência entre as principais atividades agrícolas.

Na pecuária, a carne bovina segue como principal componente do faturamento. A projeção divulgada neste ano apontava para cerca de R$ 20 bilhões, enquanto o leite, outra atividade tradicional de Minas, enfrentava cenário mais difícil, com queda de preços e pressão sobre a rentabilidade do produtor.

Esse conjunto mostra que o desempenho do agronegócio mineiro em 2026 não pode ser resumido apenas à queda das exportações. O Estado atravessa uma acomodação depois do recorde registrado no ano passado, enquanto algumas cadeias ganham espaço justamente no momento em que o café perde parte da força excepcional observada em 2025.

Para o produtor, essa diversificação reduz parcialmente a dependência de uma única commodity, mas não elimina os riscos. Café, soja, carnes e produtos florestais continuam fortemente expostos ao câmbio, aos preços internacionais, ao custo do crédito, às condições climáticas e às exigências dos mercados compradores.

Mesmo nesse ambiente, Minas chega à segunda metade de 2026 com o agronegócio respondendo por quatro de cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações. Mais do que o valor absoluto dos R$ 45,6 bilhões, é essa participação, combinada à presença em 166 mercados e à expansão de cadeias além do café, que ajuda a explicar por que o campo permanece como uma das principais bases da economia mineira.

Fonte: Pensar Agro

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