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Guerra entre o Hamas e Israel pode afetar as exportações do agronegócio brasileiro

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A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque do grupo Hamas contra Israel neste fim de semana, tem gerado preocupações sobre os possíveis impactos nas exportações brasileiras para a região.

Em meio à crise humanitária em Gaza, onde mais de mil pessoas foram mortas e outros 2.300 ficaram feridos, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, falou sobre a situação atual e suas implicações no comércio internacional.

Segundo o embaixador, até o momento, as exportações brasileiras para a Palestina não foram afetadas, salvo em caso de uma expansão significativa do conflito na região. Ele ressaltou que qualquer escalada de violência tem o potencial de perturbar a normalidade da vida cotidiana, incluindo as atividades comerciais.

Em meio à crise, a Embaixada da Palestina emitiu uma nota em que denuncia a grave situação humanitária em Gaza. A nota menciona que alimentos e medicamentos não conseguem mais chegar à região, e Israel interrompeu o fornecimento de energia e água. Além disso, a decisão da União Europeia de bloquear a ajuda humanitária aos palestinos foi lamentada, pois afeta ainda mais a população civil, que já enfrenta extrema pobreza devido ao bloqueio de quase 20 anos.

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Do lado israelense, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, relatou em uma coletiva de imprensa que mais de 700 israelenses foram mortos desde o início dos ataques do Hamas. A porta-voz da Força de Defesa de Israel confirmou que há mais de mil israelenses feridos.

As autoridades israelenses indicaram que o país está usando sua capacidade militar máxima para se defender. No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre uma possível invasão de Gaza. O governo de Israel negou qualquer negociação neste momento, inclusive em relação ao resgate de reféns na Faixa de Gaza. Houve alegações não confirmadas de que os ataques na região norte de Israel teriam sido realizados pelo Hezbollah, um grupo extremista xiita libanês.

Em caso de confirmação dessas alegações, Israel declarou que retaliaria tanto o Hezbollah quanto o Estado do Líbano. O Ministro Cohen enfatizou que os aliados do Hamas deveriam direcionar seus recursos para a construção de escolas, hospitais e infraestrutura, ao invés de financiar armas. Além disso, a suspensão do financiamento ao Estado Palestino pela União Europeia foi vista como uma decisão bem-vinda por Israel.

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Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre possíveis negociações entre a Arábia Saudita e Israel. No entanto, segundo os sauditas, as tratativas incluem o apoio ao programa nuclear saudita, o que poderia isolar o Irã, um apoiador histórico do Hamas. A situação continua sendo monitorada de perto pela comunidade internacional, enquanto o Oriente Médio enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história recente.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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