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Embrapa cria tecnologia que usa satélites para ajudar produtor

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Uma nova metodologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desenvolvida pela unidade de Pecuária Sudeste, em São Carlos (315 km da capital São Paulo), está revolucionando o monitoramento das pastagens brasileiras.

O sistema combina imagens de satélite com dados climáticos — como radiação solar, temperatura, umidade e vento — para estimar a quantidade de forragem disponível para o gado, facilitando o manejo e a intensificação sustentável da pecuária.

O método foi testado durante dois anos em três sistemas produtivos diferentes: pasto extensivo, pasto rotacionado e integração lavoura-pecuária. Os resultados foram animadores, especialmente no sistema extensivo, onde a precisão chegou a quase 90%.

A tecnologia consegue diferenciar a matéria verde, que é o que o animal consome, da matéria seca, que possui menor valor nutritivo, ajudando o produtor a entender melhor a qualidade e a quantidade do capim no campo.

O desenvolvimento utiliza o modelo Safer, tradicionalmente empregado para medir a evapotranspiração, mas pouco usado em pastagens até agora. Combinando esse modelo a imagens do produto HLS — que reúne dados dos satélites Landsat-8 (Nasa) e Sentinel-2 (Agência Espacial Europeia) — a Embrapa conseguiu criar uma ferramenta inovadora para o setor.

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O monitoramento contínuo e em larga escala das pastagens abre caminho para um manejo mais eficiente, que pode ajudar a recuperar áreas degradadas e aumentar a produção sem ampliar a área de pasto.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 110 milhões de hectares de pastagens manejadas, mas ainda existem cerca de 28 milhões de hectares degradados com potencial para recuperação.

Especialistas destacam que essa tecnologia poderá ser integrada a programas nacionais que incentivam a recuperação de pastagens degradadas, contribuindo para uma pecuária mais produtiva, sustentável e alinhada com as demandas ambientais.

Fonte: Pensar Agro

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Encontro entre Trump e Xi Jinping afeta mercado brasileiro

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O encontro realizado nesta quarta-feira (13.05) entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o Chinês, Xi Jinping, acabou acabou repercutindo também no Brasil. A reunião esfriou as expectativas de novos acordos comerciais envolvendo compras chinesas de grãos norte-americanos e pressionou as cotações na Bolsa de Chicago, principal referência global para formação dos preços pagos ao produtor brasileiro.

Nos últimos dias, parte do mercado apostava que o encontro poderia abrir espaço para uma nova rodada de compras chinesas da soja dos Estados Unidos, movimento que historicamente costuma mexer com os preços internacionais. Mas o discurso adotado após a reunião foi mais cauteloso. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os compromissos já assumidos pela China seriam suficientes para manter o fluxo atual de importações, sem necessidade de ampliar significativamente as aquisições.

A reação em Chicago foi imediata. Sem perspectiva de aumento da demanda chinesa pelos grãos americanos, os contratos futuros da soja perderam força. O movimento ganhou ainda mais peso após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgar vendas externas abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre o mercado.

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Para o produtor brasileiro, o impacto aparece principalmente na formação dos preços internos. Mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade nas exportações e uma safra elevada, a queda em Chicago limita reações mais fortes nas cotações pagas nos portos e no interior.

Ao mesmo tempo, o cenário reforça uma leitura importante para o agro nacional: a China segue buscando diversificar fornecedores e não demonstra intenção de concentrar as compras apenas nos Estados Unidos. Nesse contexto, o Brasil continua ocupando posição estratégica no abastecimento chinês, especialmente em um momento de ampla oferta nacional e embarques em ritmo recorde.

Analistas do setor avaliam que o mercado deve continuar bastante sensível aos próximos movimentos diplomáticos entre Washington e Pequim, já que qualquer sinal envolvendo compras agrícolas tem potencial de influenciar diretamente os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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