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Brasil segue entre líderes mundiais com safra projetada em 3,73 milhões de ton.

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A safra brasileira de algodão para 2025/26 deve atingir 3,73 milhões de toneladas, conforme indicam as mais recentes estimativas de grandes consultorias do setor. Essa produção nacional é impulsionada pelo aumento de área plantada em várias regiões e por uma demanda doméstica consistente. O cenário se beneficia de custos mais baixos de matérias-primas e da maior competitividade das indústrias têxteis brasileiras, fatores que tendem a manter o consumo interno aquecido ao longo do ciclo.

Esses números mantém o Brasil entre os três maiores produtores mundiais da fibra, atrás apenas de gigantes globais como China e Estados Unidos. O patamar reforça o destaque do país no cenário internacional e sustenta sua relevância tanto para o abastecimento doméstico quanto para as exportações.

Mesmo diante desse contexto favorável, ajustes regionais são esperados. O principal estado produtor do país deve registrar uma leve redução de área plantada, enquanto outras regiões tradicionais, como o Nordeste, projetam estabilidade nos níveis de cultivo. Essa dinâmica reforça o equilíbrio produtivo entre os diferentes polos algodoeiros do Brasil.

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O desempenho da safra 2024/25, já colhida, também merece destaque, superando as expectativas anteriores com uma produção estimada de 4,15 milhões de toneladas. O resultado foi puxado por rendimentos acima do esperado em áreas importantes, além de ganhos pontuais em outras regiões produtoras.

No comércio exterior, a previsão é de que o Brasil mantenha exportações robustas, com embarques ao redor de 3 milhões de toneladas por safra, consolidando o país entre os principais exportadores globais no decorrer de 2025 e início de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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