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Facilitadores relatam experiências marcantes com Círculos de Paz em Primavera do Leste

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Jovens com uniforme escolar azul e branco estão sentados em círculo de cadeiras em uma sala de aula decorada. No centro do chão, há um arranjo com corações, cartões e objetos simbólicos.Quando um Círculo de Construção de Paz é realizado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso a esperança é que conflitos sejam resolvidos, vínculos fortalecidos e ambientes de respeito e empatia construídos. Para alcançar esse objetivo, a iniciativa permite aos participantes envolverem-se em dinâmicas baseadas no cuidado, na escuta e no diálogo.
E é nesse ambiente de acolhimento e troca que aqueles que se dedicam a criar espaços seguros para ajudar os participantes também são impactados. Em Primavera do Leste, foi essa a experiência vivenciada por 36 facilitadores que atuaram na Semana Restaurativa, realizada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) daquela comarca. A unidade judiciária é coordenada pela juíza Patrícia Cristiane Moreira.
Estudantes em círculo, vistos de cima, aproximam os punhos fechados sobre o centro. No chão, há fitas coloridas com valores como Durante uma semana, os facilitadores estiveram na Escola Cívico-militar Sebastião Patrício, levando práticas restaurativas para cerca de 750 estudantes. Nas atividades, foram abordados temas ligados à prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o respeito ao próprio corpo, o autocuidado e o fortalecimento de vínculos.
Ao todo, foram 53 círculos, que permitiram a construção de novos caminhos aos alunos de 26 turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e uma experiência marcante e transformadora aos facilitadores. Foi o caso, por exemplo, de Simone Bortoluzzi Camargo, servidora da Diretoria Regional de Educação de Primavera do Leste e facilitadora de círculos desde 2017.
“A escola deixou de ser apenas um lugar de conteúdos e avaliações para se tornar, verdadeiramente, um espaço de encontro entre pessoas que carregam histórias, inseguranças, sentimentos e necessidade de serem ouvidos. Não se tratou apenas de desenvolver uma atividade pontual, mas de construir um espaço humano de escuta, acolhimento e confiança”, relata Simone.
A facilitadora conta que ver os estudantes se envolvendo, com sinceridade e sensibilidade, foi algo que a tocou como educadora e pessoa. Para ela, os círculos cumpriram um importante papel de dar segurança para eles. Simone destaca ainda que a organização do espaço, com ausência de julgamentos, permitiu que inclusive os mais tímidos encontrassem coragem para se expressar.
“As reações dos alunos durante os encontros foram, para mim, uma das partes mais impactantes de toda a experiência. Chamou muita atenção a emoção presente nas falas, os silêncios carregados de significado e, principalmente, a maneira como muitos estudantes demonstraram alívio ao perceber que não estavam sozinhos em seus sentimentos e dificuldades”, completa a educadora.
Visão de cima de pernas e pés de estudantes com calças azuis sentados em círculo. No centro, fitas coloridas com palavras de valores apontam para um pequeno vaso de flores e uma girafa de brinquedo.Para a facilitadora e agente da Infância e Juventude, Heldicely Oliveira, atuar nos Círculos de Construção de Paz foi sinônimo de crescimento pessoal. Ela descreve que, ao mesmo tempo que foram desafiadoras, as atividades permitiram escutar a si mesmo e ao outro, gerando identificação, empatia e compreensão das próprias dores e daqueles que estavam ao redor.
“Os círculos são transformadores não apenas para quem participa, mas também para nós facilitadores. É um crescimento pessoal imenso. Muitas pessoas não conseguem falar sobre seus sentimentos. Outras não conseguem ser ouvidas. Essa falta de diálogo gera conflitos familiares e sociais. Portanto, ter esse momento de fala e escuta, sem julgamento, é transformador”, afirma Heldicely.
Mulher sentada sorri segurando uma girafa de pelúcia. Ela usa camiseta branca com detalhes verdes onde se lê Na avaliação da diretora da Escola Cívico-militar Sebastião Patrício, Liliane Ferrati, a experiência deixará impactos muito positivos para os alunos e toda a comunidade escolar. Segundo ela, a ação, além de fortalecer vínculos, contribuiu na mesma proporção para a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis.
“Buscamos sempre trabalhar temas relacionados à proteção de crianças e adolescentes por meio do diálogo, da escuta e de ações educativas. Acredito muito nos círculos de paz e no poder das práticas restaurativas para transformar relações e prevenir conflitos. Por acreditar nisso, vamos continuar desenvolvendo e fortalecendo essas práticas em nossa escola”, pontuou Liliane.

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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