Várzea Grande

Fórum de Mulheres Negras celebra 11 anos com homenagens e presença da prefeita Flávia Moretti em Várzea Grande

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A força, a resistência e o protagonismo das mulheres negras marcaram a celebração dos 11 anos do Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso, realizada na manhã deste sábado (9), na Orla Alameda. O evento também sediou a segunda edição do Prêmio “Pretas Que Brilham” e reuniu lideranças, homenageadas e autoridades, com destaque para a presença da prefeita Flávia Moretti, que prestigiou a iniciativa e reforçou o compromisso da gestão com a valorização e o fortalecimento das políticas públicas culturais no município.

Idealizado pelo próprio Fórum, o evento teve como ponto alto a homenagem a 11 mulheres negras que se destacam na construção de uma sociedade mais justa e igualitária — uma para cada ano de existência da entidade.

A coordenadora do Fórum de Mulheres Negras, Elis Regina Prates, destacou a importância do momento, especialmente por reconhecer trajetórias ainda em construção. “Esse evento celebra os 11 anos do Fórum de Mulheres Negras, mas também marca a segunda edição do Prêmio ‘Pretas Que Brilham’, em que homenageamos 11 mulheres, uma para cada ano de existência. É um momento muito emocionante, porque geralmente as pessoas são reconhecidas apenas após a morte. Nós queremos homenagear essas mulheres em vida, pois elas ainda estão construindo a sociedade mais justa, igualitária e feliz em que acreditamos”, afirmou.

Elis também ressaltou o apoio da administração municipal para a realização da programação. “A Prefeitura tem participação fundamental, cedendo o espaço por meio da Superintendência de Cultura e abrindo portas para novas parcerias. Esperamos, ao longo do ano, realizar outras ações voltadas às mulheres negras de Várzea Grande”, completou.

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Durante o evento, a prefeita Flávia Moretti fez um discurso marcado por vivências pessoais, defesa da cultura e compromisso com o fortalecimento das políticas públicas. “Eu sempre convivi com muitas mulheres negras na minha vida, na minha caminhada e dentro da minha família. Isso sempre foi algo natural para nós, de convivência e união”, destacou.

A prefeita também enfatizou o papel do movimento na valorização cultural do município. “Ver o Fórum de Mulheres Negras ocupando um espaço cultural como a Orla Alameda mostra que estamos no caminho certo para reviver e fortalecer a cultura em Várzea Grande, começando pela cultura negra, que é base da nossa identidade”, afirmou.

Flávia Moretti ainda ressaltou os desafios enfrentados na área cultural e a necessidade de ampliar investimentos. “A política pública de cultura é uma das mais desafiadoras, muitas vezes com pouco orçamento e pouca atenção. Por isso, estamos trabalhando com foco, inclusive com a proposta de criação de uma Secretaria de Cultura, para garantir mais recursos e fortalecer movimentos culturais, associações e lideranças”, pontuou.

Encerrando sua fala, a prefeita reforçou o compromisso com as mulheres negras e com o diálogo aberto com os movimentos sociais. “Hoje não vim aqui apenas como prefeita, mas para dizer que estou junto com vocês, olhando nos olhos de cada uma, na luta de vocês. Nosso gabinete está de portas abertas para construir, junto com vocês, políticas públicas que façam a diferença”, concluiu.

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O Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso atua de forma permanente há mais de uma década, com reuniões mensais e diversas atividades ao longo do ano. Entre as ações desenvolvidas estão eventos voltados à promoção da igualdade racial, como o “Julho das Pretas”, além de seminários, oficinas de letramento racial, rodas de conversa e iniciativas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Além da celebração anual de aniversário e do Prêmio “Pretas Que Brilham”, o Fórum também promove atividades em datas simbólicas, como o mês da Consciência Negra, reforçando o debate sobre racismo estrutural e a valorização da cultura afro-brasileira.

O evento reafirma o papel do Fórum como um importante espaço de articulação, resistência e construção coletiva, fortalecendo políticas públicas e ampliando o debate sobre equidade racial e de gênero no município.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Regularização fundiária garante cidadania e segurança jurídica para 1.400 famílias do Alameda, diz Flávia Moretti

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“A regularização fundiária transcende a entrega de um documento, ela concede cidadania, segurança jurídica e o pleno direito à propriedade”. Com essa afirmação, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, abriu a primeira reunião de mobilização do programa Acelera VG Regularização Fundiária, realizada no bairro Alameda. O encontro marcou o início das ações da atual gestão para a Regularização Fundiária Urbana (Reurb), beneficiando cerca de 1.400 famílias que aguardam há décadas pela escritura definitiva de seus imóveis.

A reunião reuniu moradores, lideranças comunitárias, representantes da Prefeitura, do Governo de Mato Grosso, do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e da Assembleia Legislativa. O objetivo foi apresentar as etapas do processo, esclarecer dúvidas e orientar a população sobre o cadastramento, que terá início na próxima semana.

Para a prefeita, o momento simboliza a realização de um sonho histórico da comunidade. “A magnitude deste momento é indescritível. É uma imensa satisfação poder concretizar um sonho que muitas famílias cultivam há cerca de 70 anos. Encontrei moradores que nasceram aqui e construíram toda a sua história no bairro. Compartilhar essa esperança e ver a alegria nos olhos dessas pessoas é extremamente gratificante”.

Flávia Moretti lembrou que a regularização fundiária é um processo técnico e administrativo que exige diversas etapas, mas garantiu que o trabalho já começou. “Tenho pedido a compreensão da população porque é um processo complexo e demanda tempo. Mas os moradores sabem que estamos presentes e que os trabalhos já foram iniciados”.

Segundo ela, a entrega das escrituras representa mais do que um documento de propriedade. “A regularização garante cidadania, segurança jurídica e dignidade. Além disso, permite reorganizar o espaço urbano, administrar áreas públicas, áreas verdes e buscar recursos para investimentos em infraestrutura, especialmente em regiões que enfrentam problemas históricos, como alagamentos e áreas de risco, caso do bairro Alameda”.

A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, explicou que a reunião representa a etapa inicial de mobilização junto à comunidade. “O processo de regularização fundiária do bairro Alameda já foi instaurado. Agora iniciamos a mobilização e, na próxima semana, começaremos o cadastramento dos moradores. Nesta fase, estamos orientando a população sobre toda a documentação necessária”.

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A secretária fez um alerta para que a população fique atenta a possíveis golpes. “Todo o processo é totalmente gratuito. Infelizmente existem pessoas tentando cobrar por documentos ou serviços. A regularização é realizada pela Prefeitura, em parceria com o Intermat, Governo do Estado, Consórcio Vale do Rio Cuiabá e Assembleia Legislativa, sem nenhum custo para os moradores”.

Manoela Rondon destacou ainda que o Alameda é o primeiro bairro contemplado pelo programa desde o início da atual gestão municipal.

Representando o governador em exercício, Otaviano Pivetta, o presidente do Intermat, Francisco Serafim de Barros, afirmou que o Estado acompanhará todas as etapas da regularização. “Estamos dando início a mais uma etapa da regularização fundiária em Várzea Grande. É importante que os moradores participem dessas reuniões para conhecerem a equipe, esclarecerem dúvidas e acompanharem o andamento do trabalho”.

Segundo Serafim, a escolha do bairro Alameda ocorreu por se tratar de uma das comunidades mais antigas da cidade que ainda aguardava a regularização. “O governador Otaviano Pivetta determinou que déssemos total apoio à prefeita e aos moradores para garantir esse direito. O bairro Alameda é prioridade justamente por sua história e pela necessidade dessa regularização”.

A POPULAÇÃO – A expectativa dos moradores é que, desta vez, a regularização finalmente saia do papel. Presidente do bairro Alameda, Manoel Gonçalo Leite, conhecido como Canhão, contou que parte da comunidade recebeu o anúncio com desconfiança, devido às promessas feitas ao longo dos anos.

“Muitos moradores estavam céticos porque já ouviram promessas semelhantes anteriormente. Mas, depois dessa reunião aqui a comunidade voltou a acreditar que agora o projeto será concretizado”. Para ele, receber a escritura definitiva representa uma mudança de vida. “É a maior conquista possível. A escritura garante segurança jurídica, valoriza o imóvel e permite acesso a crédito bancário. Temos moradores vivendo aqui há mais de 50 anos sem qualquer documento da casa”.

Morador do Alameda há três décadas, Valmeiro Padovani afirma que nunca conseguiu regularizar o imóvel por falta de condições financeiras. “Os custos sempre foram muito altos para mim. Agora tenho esperança de conseguir a escritura. Cuido da minha casa com muito carinho, mas sem a documentação nunca tive a segurança de que ela realmente é minha”.

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A aposentada Maria Trindade de Araújo Costa, moradora da comunidade há cerca de 40 anos, possui apenas recibos de compra e venda. “Não tenho nenhum documento oficial. Conseguir essa escritura será a realização de um sonho. Construí minha casa com muito esforço e sempre desejei ter essa segurança”.

Ela lembra como era a região quando chegou. “Aqui havia poucas casas, era praticamente uma mata. Hoje vemos o bairro desenvolvido e queremos apenas garantir oficialmente aquilo que construímos durante toda uma vida”.

Maria do Carmo Zanin, que mora no Alameda há cerca de 27 anos, participou da reunião em busca de orientação sobre a situação do imóvel adquirido do irmão, que já faleceu. “Minha principal dúvida é saber se será necessário fazer inventário. Vim justamente para entender como funciona o processo e aproveitar essa oportunidade para regularizar o imóvel”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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