AGRONEGÓCIO

Expo Londrina começa sexta com foco em tecnologia plicada à produção

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A Expo Londrina 2026 começa nesta sexta-feira (10.04), no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina, (380 km da capital, Curitiba), no Paraná, em um momento de maior seletividade no crédito e demanda crescente por eficiência no campo. A feira abre o calendário de grandes eventos do agro no Sul com expectativa de forte movimentação financeira e foco em tecnologia aplicada à produção.

Organizada pela Sociedade Rural do Paraná, a feira está entre as maiores do país e funciona como termômetro do nível de investimento do produtor. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão em negócios e recebeu mais de 500 mil visitantes ao longo de dez dias, consolidando sua relevância no calendário nacional.

Para 2026, a expectativa é de manutenção — e possível avanço — desse volume, impulsionada pela presença de empresas de máquinas, insumos, genética e tecnologia. O ambiente de negócios deve ser influenciado por fatores como custo de produção elevado, juros ainda altos e maior rigor na concessão de crédito, o que tende a tornar as negociações mais técnicas e direcionadas.

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A programação técnica ganha peso nesta edição. A Embrapa Soja leva ao evento tecnologias voltadas ao manejo de plantas daninhas de difícil controle, uso de bioinsumos e avanços em genética, incluindo aplicações de edição gênica. Também estarão em destaque ferramentas como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que orienta o produtor na tomada de decisão com base em risco climático, solo e manejo.

O foco em tecnologia reflete uma mudança no perfil do produtor. Em um cenário de margens mais apertadas, a busca por ganho de produtividade e redução de risco passa a orientar investimentos, com maior atenção a soluções que entreguem retorno direto dentro da porteira.

Além da parte técnica, a feira mantém espaço para integração entre diferentes elos da cadeia, reunindo cooperativas, instituições de pesquisa e empresas do setor. A presença de nomes como Coamo, Cocamar e Integrada Cooperativa Agroindustrial reforça o peso regional do evento.

Para o produtor, a Expo Londrina funciona como ambiente de decisão. Mais do que vitrine, a feira concentra negociações de safra, definição de investimentos e acesso a tecnologia. Em anos de maior incerteza, eventos desse porte tendem a ganhar relevância como espaço para comparar soluções, negociar condições e ajustar estratégia.

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Ao abrir a temporada de feiras no Sul, a Expo Londrina sinaliza o ritmo do agro em 2026: menos impulso por volume e mais foco em eficiência, gestão e tecnologia para sustentar a rentabilidade.

Serviço 

Evento: Expo Londrina 2026
Data: 10 a 19 de abril
Local: Parque de Exposições Governador Ney Braga
Cidade: Londrina (PR)

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Receita dá trégua em aplicação de multas da Reforma Tributária, mas é preciso atenção

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A Receita Federal confirmou que não aplicará multas em 2026 para os contribuintes que cometerem erros ao preencher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas notas fiscais eletrônicas. O anúncio traz um alívio temporário para o agronegócio, setor que enfrenta uma das maiores reformulações operacionais de sua história.

A partir de 1º de agosto de 2026, quando começam a valer as novas obrigações de preenchimento, o governo adotará uma postura exclusivamente educativa. Caso o produtor rural ou a empresa do agro cometa alguma falha nas informações fiscais, haverá uma notificação com prazo de até 60 dias para a correção das inconsistências, sem aplicação de penalidades. As cobranças e punições financeiras efetivas foram postergadas para 1º de janeiro de 2027, data em que a CBS entra oficialmente em vigor.

O que são o IBS e a CBS

Para o produtor rural, entender a nova engrenagem é essencial, já que o modelo atual de impostos será progressivamente substituído por dois novos tributos que vão incidir diretamente sobre a comercialização da produção, insumos e maquinários:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): É o novo imposto federal. Ele vai unificar os atuais PIS e Cofins. Por ser de competência da União, sua arrecadação vai direto para o governo federal.

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): É o novo imposto estadual e municipal. Ele vai juntar o ICMS (que hoje é estadual) e o ISS (que é municipal). A gestão desse tributo será feita de forma conjunta por Estados e Municípios através de um órgão chamado Comitê Gestor do IBS.

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Juntos, o IBS e a CBS formam o chamado IVA Dual (Imposto sobre o Valor Agregado). Na rotina do campo, a principal mudança está na forma de calcular: o imposto passará a ser cobrado apenas sobre o valor que o produtor agrega ao produto, permitindo o abatimento de créditos dos impostos pagos nas etapas anteriores (como na compra de fertilizantes, sementes ou diesel). É por isso que o preenchimento correto da nota fiscal se torna o coração do novo sistema.

Embora o governo tenha aberto uma janela sem punições, especialistas alertam que o prazo regulamentar não deve se traduzir em braços cruzados no campo. O momento exige preparação estratégica imediata, especialmente pelas particularidades logísticas e comerciais do agronegócio.

O produtor rural precisa entender que esse período sem multas é uma oportunidade para ajustar processos, revisar sistemas e compreender como a nova lógica tributária vai funcionar. Quem deixar para agir apenas em 2027 pode enfrentar dificuldades operacionais, erros fiscais e impactos financeiros importantes. Os dados transmitidos voluntariamente neste ano de aprendizado servirão de base para o governo calibrar as alíquotas de referência do futuro sistema.

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O tamanho do desafio se reflete nos números oficiais: a Receita Federal informou que mais de 12,5 milhões de empresas já estão emitindo notas fiscais no ambiente de testes montado pelo governo, com um volume que já supera 13,5 bilhões de documentos processados.

Os especialistas recomendam ao homem do campo buscar orientação técnica especializada e atualizar os sistemas de gestão da fazenda o quanto antes, já que a Reforma Tributária muda não apenas tributos, mas também rotinas fiscais, parametrizações e obrigações acessórias. O produtor rural precisa estar cercado de informação confiável.

O cenário demanda atenção redobrada porque o arcabouço legal ainda está sendo desenhado. O regulamento operacional publicado pelo governo traz mais de 160 referências a futuras normas complementares que ainda dependem de publicação oficial por parte da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. Essas indefinições envolvem desde o desenho final dos layouts das notas fiscais até os procedimentos práticos de apuração de créditos para o produtor.

Entidades representativas do setor agropecuário começam a enviar sugestões de aprimoramento ao Ministério da Fazenda para tentar simplificar os mecanismos antes da estreia definitiva do modelo, garantindo que a transição no campo ocorra sem travar o escoamento da produção nacional.

Fonte: Pensar Agro

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