Tribunal de Justiça de MT

Cesima reforça importância do descarte correto de resíduos no Dia Internacional do Lixo Zero

Publicado em

Celebrado nesta segunda-feira (30 de março), o Dia Internacional do Lixo Zero chama atenção para a necessidade de reduzir a geração de resíduos e garantir que tudo aquilo que não pode ser evitado tenha a destinação correta. A data reforça um compromisso global com práticas mais sustentáveis — compromisso que também orienta as ações do Poder Judiciário de Mato Grosso.

O descarte inadequado de resíduos ainda é um desafio cotidiano para grande parte da população. Lâmpadas, medicamentos vencidos, pilhas, eletrodomésticos e restos de construção estão entre os materiais que mais geram dúvidas sobre o destino correto. Para reforçar a responsabilidade socioambiental no âmbito do Judiciário, a gestora-geral do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Jaqueline Schoffen, traz alguns esclarecimentos. O Núcleo é coordenado pelo desembargador Rodrigo Curvo, responsável pelo Eixo Meio Ambiente na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso.

Segundo Jaqueline, o primeiro passo é compreender a natureza do resíduo. “Materiais recicláveis comuns podem ser encaminhados à coleta seletiva, enquanto resíduos perigosos, eletrônicos ou volumosos exigem pontos específicos de logística reversa ou ecopontos municipais”, explica. Ela reforça que, sempre que houver componentes tóxicos, eletrônicos ou grande volume, o descarte jamais deve ser feito na lixeira comum.

O descarte incorreto de resíduos perigosos — como lâmpadas fluorescentes, pilhas e medicamentos — traz consequências sérias. “Esses materiais podem contaminar o solo e os cursos d’água, além de representar risco direto aos trabalhadores da limpeza urbana e catadores”, afirma Jaqueline. A lembrança é especialmente pertinente no Dia Internacional do Lixo Zero, que destaca os impactos ambientais e sociais do descarte inadequado.

Ações institucionais

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem avançado de forma consistente na agenda ambiental, ampliando a destinação adequada dos materiais gerados no expediente, prática já consolidada na sede e em mais de 30 comarcas. “Ainda assim, há desafios para a implantação plena da coleta seletiva em localidades que não dispõem de estrutura municipal de segregação ou de cooperativas e associações de catadores”, destacou.

Leia Também:  Policial civil Mário Wilson Gonçalves é condenado a dois anos de detenção por homicídio culposo

Entre as iniciativas de maior impacto está o ReciclaJUD, que recebe resíduos recicláveis gerados nas residências de servidores e da comunidade. Durante as campanhas, o Tribunal funciona como um grande ecoponto, promovendo o desvio de materiais que seriam destinados ao aterro sanitário e fortalecendo cooperativas de reciclagem. “Trata-se de uma ação com duplo impacto: ambiental, ao reduzir a disposição inadequada de resíduos, e social, ao fortalecer a cadeia da reciclagem e apoiar o trabalho de catadores. Na última edição, foram arrecadadas mais de 10 toneladas de materiais recicláveis.”

Essas ações ganham ainda mais força com a criação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), coordenado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), que fomenta governança ambiental, pesquisa aplicada e educação socioambiental. “Ao integrar gestão pública, produção de conhecimento, capacitação e comunicação institucional, o TJMT consolida uma cultura ambiental mais responsável e cria condições para o desenvolvimento de soluções viáveis aos desafios atuais da gestão de resíduos”, complementou.

Orientações ao cidadão

Para quem deseja descartar corretamente, mas não sabe por onde começar, a gestora recomenda consultar canais oficiais das prefeituras, secretarias de meio ambiente e cooperativas locais. “Esses órgãos costumam divulgar mapas de ecopontos e calendários de coleta, além de campanhas educativas que orientam sobre logística reversa”, explica. Ela lembra ainda que o TJMT mantém um ecoponto na sede, disponível aos servidores. “Recebemos plásticos, papéis, frascos de aerossol, eletrônicos, pilhas e baterias. É uma forma de facilitar o descarte correto e incentivar práticas sustentáveis dentro e fora do Tribunal.”

Transformação

Outra iniciativa que vem transformando a realidade da gestão de resíduos no Estado é o Grupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos (Gaedic Catadores), grupo criado com o apoio da Defensoria Pública de Mato Grosso na inclusão produtiva de catadoras e catadores e na gestão sustentável de resíduos.

Leia Também:  Comarca de Apiacás abre seletivo para profissionais de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social

A defensora pública Carolina Renée Pizzini Weitkiewic, que hoje atua em Nova Mutum, alerta que o fechamento de lixões sem planejamento adequado gera danos sociais, ambientais e econômicos. Sem coleta seletiva estruturada, materiais recicláveis passam a ser enviados ao aterro sanitário, reduzindo sua vida útil e aumentando custos para as prefeituras.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos reforça esse entendimento ao reconhecer o papel central dos catadores na cadeia de reciclagem. Dados do IPEA indicam que 90% do material reciclado no país passa pelas mãos desses trabalhadores, mesmo sem estrutura adequada. “Eles são extremamente importantes, inclusive para a redução dessas catástrofes ambientais que nós estamos tendo. Talvez isso ainda não esteja mais grave certamente por conta dessa atuação de ‘formiguinha’ dos catadores e catadoras de materiais recicláveis. O que se busca com isso a redução da desigualdade social e a inclusão socioprodutiva dessas pessoas, que já fazem esse trabalho, na grande maioria das vezes de maneira invisibilizada.”

Ainda conforme a defensora, a criação do Cesima pela Esmagis-MT fortalece esse movimento ao oferecer um espaço permanente de estudo, formação e articulação interinstitucional sobre temas ambientais. O Centro nasce alinhado aos princípios do Lixo Zero, promovendo o fomento a pesquisas, cursos e debates sobre gestão de resíduos, mudanças climáticas e sustentabilidade.

Para Carolina, a atuação do Cesima dialoga diretamente com o trabalho da Defensoria. “Ambas as instituições têm foco na sustentabilidade, na atuação coletiva e na construção de soluções integradas. Parcerias técnicas podem potencializar ainda mais os resultados e contribuir para uma gestão ambiental mais justa e eficiente”, observou.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Cesima: Projeto de educação ambiental encanta crianças em Santo Antônio de Leverger

Published

on

“Deus não fez o mundo para a sujeira, fez para nós cuidarmos.” A frase, dita com convicção pelo estudante Osmar Estevão, resume o impacto deixado pela passagem do projeto “Meio Ambiente e Sustentabilidade: Construindo um Futuro Melhor” pela Escola Municipal Agrovila, em Santo Antônio de Leverger.

Durante a atividade, realizada na quarta-feira (5), crianças participaram de dinâmicas educativas, apresentações e conversas sobre preservação ambiental, uso consciente dos recursos naturais e a importância de atitudes simples no dia a dia. E foi justamente entre os alunos que o aprendizado mostrou seus primeiros resultados.

Empolgado, Osmar compartilhou as lições que levou para casa. Falou sobre reciclagem, economia de água e cuidado com a natureza. “Se você deixar a água muito ligada, tomar banho demorando, gasta água. Imagina se a água acabar por nossa causa. Os animais não vão aguentar, eles vão morrer”, afirmou. O estudante também destacou a importância da reciclagem de embalagens e latinhas, lembrando que o descarte correto pode ajudar o meio ambiente e até gerar renda para as famílias.

A ação é promovida pelo Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) e reúne diversas instituições parceiras em torno do objetivo de aproximar as crianças dos temas socioambientais de maneira acessível e divertida.

Segundo a coordenadora do Cesima e idealizadora do projeto, a juíza Henriqueta Lima, esta foi a segunda escola atendida pela iniciativa. A proposta é trabalhar a conscientização ambiental a partir de uma linguagem adequada à faixa etária dos estudantes. “Viemos trazer, de acordo com a idade dessas crianças, um olhar lúdico sobre a problemática ambiental, os incêndios, a poluição do ar e das águas e a necessidade de proteger o meio ambiente”, explicou. De acordo com a magistrada, o envolvimento das instituições parceiras fortalece a mensagem, permitindo que os alunos levem o aprendizado para outros espaços de convivência, como a família e o círculo de amigos.

Leia Também:  Equipe do Laboratório de Inovação apresenta estrutura e disponibiliza serviços aos novos juízes

Entre os parceiros da iniciativa está a Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT). Para o vice-presidente da comissão, Gustavo Tomazeti Carrara, o projeto representa uma oportunidade de difundir valores ambientais desde a infância. “É muito gratificante poder participar de um projeto dessa magnitude. A OAB se sente tranquila e grata por participar e poder plantar essa semente do bem, essa corrente do bem, em um estado tão importante como Mato Grosso, que possui três biomas. Nada é mais importante do que semear a educação.”

Outro parceiro é o Sistema Famato/Senar-MT, que apresentou às crianças a relação entre produção rural e conservação ambiental. A analista de promoção social do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar Mato Grosso – Sistema Famato), Milvia Lopes de Paula, destacou que a conscientização deve começar desde cedo.

“A gente acredita que, incentivando as crianças desde pequenas a cuidar da natureza e compreender o meio ambiente, também estamos estimulando futuros profissionais para o agro”, afirmou. Segundo ela, a proposta foi mostrar de forma lúdica como os produtores rurais atuam na preservação ambiental e na produção de alimentos.

Outra instituição participante foi a Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir). A representante da entidade, Júlia Barros dos Santos, conduziu atividades voltadas ao uso consciente da água e à importância da irrigação na agricultura. “Queremos mostrar que irrigação não significa desperdício de água. Pelo contrário, é uma ferramenta importante para a produção de alimentos”, explicou. De forma didática, a apresentação abordou a produção do feijão, mostrou diferentes variedades do grão e utilizou vídeos para demonstrar o processo de germinação das plantas.

Leia Também:  Presidente do TJ abre Simpósio Internacional com palestra sobre Justiça Restaurativa na Educação

Ao final da programação, ficou evidente que a educação ambiental se torna ainda mais eficaz quando dialoga diretamente com o universo infantil. Entre novas descobertas, o plantio de mudas de árvores, atividades lúdicas e as brincadeiras conduzidas pelo palhaço Lelé Picolé Curimpampam, personagem interpretado por Marcelo Luciano Pereira Campos, do Juizado Volante Ambiental (Juvam), as crianças participaram do jogo Rebojando e aprenderam, de forma divertida, sobre a importância da preservação dos recursos naturais.

A experiência reforçou que atitudes simples, como economizar água, destinar corretamente os resíduos para a reciclagem e cuidar das plantas, podem contribuir para a construção de um futuro mais sustentável. Para Osmar, a mensagem já está clara: cuidar da natureza é uma responsabilidade de todos. “Vocês têm que pegar a muda e plantar. Aí vai crescer uma árvore”, ensinou o pequeno estudante.

Também participaram da ação representantes da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso; do Programa Verde Novo do Tribunal de TJMT; da Prefeitura de Santo Antônio e da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) .

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Acesse aqui as fotos do evento.

https://www.flickr.com/photos/tjmtoficial_/albums/72177720335027473/

Leia matéria sobre o assunto:

Projeto socioambiental leva educação e sustentabilidade para crianças em Santo Antônio

https://esmagis.tjmt.jus.br/noticias/6a7253f27ca837001dbb0735

Lígia Saito

Rodrigo Moura

Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA