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Museu às margens do Rio Cuiabá celebra o Dia Mundial da Água com programação gratuita

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Para marcar o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o Museu de História Natural de Mato Grosso, em Cuiabá, abre as portas na manhã deste domingo (22.3) para uma programação gratuita voltada à conscientização ambiental. Instalado às margens do Rio Cuiabá, o espaço reforça sua missão de reconectar a população a um dos principais patrimônios naturais da capital com a ação “Dia da Água no Museu”. As vagas são limitadas.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), que coordena a gestão compartilhada do museu junto à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Das 8h às 11h, o público vai poder participar de uma programação gratuita que inclui exibição de vídeos, roda de conversa e oficinas criativas, com reflexões sobre a relação entre água, clima e cotidiano. O museu é um patrimônio histórico do Estado. A casa construída em estilo colonial, pelo patriarca da família Murtinho, em 1842, para ser sede da fazenda Bela Vista, tem fechada voltada para o Rio Cuiabá, que se encontra a poucos metros de distância. O evento convida a população a olhar novamente para o rio e para a própria relação com a natureza.

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De acordo com a coordenadora do Museu, a arqueóloga Suzana Hirooka, a atividade reforça um compromisso contínuo com a educação ambiental. “Essa ação do Dia da Água já vem sendo realizada há muitos anos, em parceria com a Sema. O museu está situado às margens do rio Cuiabá, mas muitas vezes a população não se dá conta disso. Cuiabá, de certa forma, deu as costas para o rio. E nós temos a missão de inserir o local nesse contexto, de reconectar as pessoas com o rio”, destaca.

A programação propõe exatamente esse reencontro. Após a abertura com a exibição de vídeos educativos, o público será convidado a circular entre três oficinas simultâneas, com liberdade para participar de mais de uma atividade ao longo da manhã.

Programação


Para as oficinas é preciso fazer inscrição. A oficina “Encontro das Águas – roda de conversa mediada” vai ser um espaço de escuta e troca, conectando histórias, memórias e experiências pessoais com a água. A proposta é estimular o diálogo sobre percepções ambientais, especialmente no que diz respeito ao uso cotidiano da água e à necessidade de conservação.

Já na oficina “Produção de desenhos – Água Viva”, os participantes vão ser convidados a explorar o imaginário e as vivências relacionadas à água por meio da arte. A atividade tem a condução da arte-educadora Rúbia Elian S. Costa, e os trabalhos produzidos irão compor o “varal nossas águas”, uma exposição coletiva que valoriza olhares distintos sobre o tema.

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A terceira atividade, “Cuidando de nossas águas – produção de vídeos curtos”, aposta na comunicação digital como ferramenta de conscientização. A partir do cenário do próprio museu e da relação com o rio, os participantes vão produzir conteúdos audiovisuais com foco em sensibilização e engajamento, com incentivo a práticas sustentáveis no dia a dia.

Mais do que uma programação pontual, a iniciativa dialoga com desafios urgentes. Em um cenário de mudanças climáticas, eventos extremos e riscos à segurança hídrica, discutir o uso responsável da água torna-se essencial. A proposta do encontro é justamente ampliar a consciência coletiva e reforçar que a água é um bem comum, direito de todos e fundamental para a vida.

Serviço

Com vagas limitadas e inscrições online:

link- https://docs.google.com/forms/d/1pXNV-FoyrskjYQE5Dmxj9Fg_EWzgL5pwTEhEFE5IYGI/viewform?edit_requested=true

A programação é um convite simples e potente: começar o domingo no museu pode ser também um passo importante para repensar o futuro da água.

Mais informações pelo contato (65) 99686-7701.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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