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CPI da Saúde define membros para investigar contratos da SES entre 2019 a 2023

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A publicação nº 1.988 do Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), desta terça-feira (3), por meio do Ato nº 009/2026, oficializou os membros indicados por cada bloco partidário para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar atos praticados no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023. O deputado estadual Wilson Santos (PSD) presidirá os trabalhos, tendo como integrantes titulares Janaina Riva (MDB), Chico Guarnieri (PRD), Dilmar Dal Bosco e Beto Dois a Um, ambos do União Brasil.

“Agora, vamos aprofundar a análise sobre a movimentação e o modo de atuação da SES, e tudo isso virá à tona. Há uma necessidade de esclarecer o que ocorreu, de fato, entre 2019 e 2023, em relação à aplicação dos recursos estaduais, o que é competência da CPI. Precisamos identificar quanto foi gasto nesses quatro anos, com quem a Secretaria contratualizou, se houve dispensas de licitação, pagamentos sem contrato e possíveis irregularidades nos processos licitatórios. A denúncia aponta que centenas de milhões de reais foram pagos a empresas que teriam se consorciado para formar uma organização criminosa em cartel, recebendo recursos sem a devida prestação de serviços ou executando-os de forma parcial, em alguns casos sem contrato e sem licitação”, esclareceu o presidente da CPI.

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Wilson Santos também adiantou que a comissão buscará identificar os agentes públicos que eventualmente tenham cometido crimes no período, além de apurar a possibilidade de ressarcimento de parte dos recursos que possam ter sido malversados durante gestões anteriores da Secretaria de Estado de Saúde. “O período pandêmico permitia, legalmente, algumas dispensas de licitação. No entanto, pode ter havido oportunismo criminoso, com o uso desse álibi para promover uma verdadeira farra com os recursos públicos. Agora, vamos instalar oficialmente a CPI e dar início aos trabalhos”, afirmou o deputado.

Além dos membros titulares, a CPI contará com cinco suplentes: Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB). Com a formação definida, a comissão já poderá ser instalada e terá prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado conforme prevê a Lei Federal nº 1.579/1952.

Operação Espelho – As irregularidades investigadas envolvem licitações na área da saúde durante o período da pandemia da Covid-19, com início em 2019, relacionadas à contratação de empresas para prestação de serviços médicos. Após denúncias e investigação conduzida pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC), foram determinados o sequestro e o bloqueio de cerca de R$ 35 milhões em bens móveis e imóveis dos investigados.

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Entre as suspeitas apuradas estão fraudes em contratos para fornecimento de médicos plantonistas, com número de profissionais inferior ao previsto contratualmente, além da formação de cartel por empresários que teriam monopolizado serviços, com apoio de servidores da SES, especialmente na gestão de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Conforme as investigações, houve indícios de organização criminosa que simulava concorrência em processos licitatórios, com valores superiores aos praticados no mercado. Também há apuração sobre internações em leitos de UTI sem necessidade clínica comprovada, com a finalidade de ampliar o faturamento.

Fonte: ALMT – MT

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Eliane Xunakalo encerra mandato na ALMT com foco em direitos sociais e inclusão

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A deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT) concentrou seus 30 dias de mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na apresentação de propostas voltadas à inclusão social, transparência pública, fortalecimento dos direitos indígenas e das comunidades tradicionais, proteção das mulheres e dos animais, preservação ambiental e ampliação do acesso à tecnologia. A parlamentar assumiu a cadeira por meio do rodízio promovido pelo deputado Lúdio Cabral (PT).

Além das seis propostas apresentadas na sessão desta quarta-feira (13), Eliane Xunakalo também protocolou substitutivos e outros projetos em tramitação na ALMT, ampliando a atuação parlamentar em diferentes áreas sociais e institucionais.

Um deles é Projeto de Lei 591/2026, que trata da passagem de cabos para internet em áreas indígenas e quilombolas, sem previsão de consulta prévia. A deputada defende o fortalecimento das políticas de inclusão digital e ampliação da conectividade em regiões historicamente vulneráveis, mas ressalta a necessidade de garantir a consulta antecipada às populações afetadas.

Ela também protocolou o Substitutivo Integral ao Projeto de Lei 1470/2024, que prevê autorização para destinação de emendas parlamentares a clubes de tiro, incluindo fornecimento de munição e porte de arma para mulheres vítimas de violência. Pela nova proposta, os recursos passam a ser destinados ao financiamento de Casas de Acolhimento e programas de capacitação profissional para mulheres em situação de violência.

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“Pelo nosso substitutivo, o projeto passa a prever que essas emendas sejam destinadas ao fortalecimento da proteção social e da autonomia econômica feminina. Acredito que, dessa forma, daremos uma destinação de maior alcance social a esses recursos”, afirmou.

Também é de autoria da parlamentar o Substitutivo Integral 2, ao Projeto de Lei 1529/2024, que prevê a utilização e exploração de animais em espetáculos circenses e eventos de entretenimento em Mato Grosso. “Propusemos uma nova redação. Ao invés de aprovar. O novo texto não só desaprova como proíbe este tipo de exploração”, afirmou.

que trata da utilização de animais em espetáculos circenses e eventos de entretenimento em Mato Grosso. Segundo Eliane Xunakalo, a nova redação não apenas rejeita a exploração animal, como também proíbe esse tipo de prática no estado.

Eliane Xunakalo também foi responsável pela entrega do relatório final da Câmara Setorial Temática (CST) sobre Feminicídio em Mato Grosso. O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, identifica gargalos na proteção da vida das mulheres e apresenta aos governos federal, estadual e municipais um conjunto de diagnósticos e propostas para fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.

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Durante o período em que exerceu o mandato, a parlamentar também homenageou, em sessão especial da Assembleia Legislativa, lideranças indígenas, quilombolas, representantes do movimento negro e instituições parceiras com atuação na defesa dos territórios tradicionais, na preservação cultural e no fortalecimento dos saberes ancestrais dos povos originários.

Ao encerrar sua passagem pela ALMT, Eliane Xunakalo afirmou que deixa como legado um mandato pautado pela escuta, representatividade e defesa de grupos historicamente invisibilizados. Segundo ela, a atuação parlamentar teve como principal objetivo ampliar espaços de participação e fortalecer políticas públicas voltadas à justiça social, à diversidade e à garantia de direitos.

Fonte: ALMT – MT

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