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Seaf promove oficina de capacitação em projetos da agricultura familiar na UFMT

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Técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e gestores da Fundação Uniselva estiveram reunidos nesta sexta-feira (27.2), no campus da universidade em Cuiabá, para falar de um assunto que costuma travar muitas políticas públicas: como elaborar corretamente um projeto. Esse foi o tema tratado na oficina de Projetos Técnicos para a Agricultura Familiar — Planejamento, Execução e Prestação de Contas.

Para a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, um projeto bem feito é o que garante que a política pública aconteça com agilidade e eficiência.

“Quando um projeto é eficiente e adequado, não há retrabalho, não há desserviço nem perda de tempo. Um projeto redondo significa execução assertiva. Diminui a necessidade de alterações pelo poder público e aumenta o espaço para realizarmos outras atividades que a secretaria também precisa executar”, ressaltou.

O objetivo da oficina foi explicar, de forma prática, como um projeto deve ser feito desde o início até a prestação de contas, evitando erros que atrasam a chegada de recursos, equipamentos e assistência ao produtor rural.

O coordenador da oficina, o engenheiro agrônomo e analista da Seaf, Eder Azevedo Ramos, explicou que a secretaria abriu para os participantes o mesmo modelo de análise que usa internamente no órgão.

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“Nós seguimos uma lógica simples: problema, solução, meios e resultados. Primeiro se identifica o problema, depois quem propõe precisa mostrar qual solução resolve e como ela será executada. Aqui na oficina, os proponentes e os técnicos da Seaf conversam diretamente e isso melhora o trabalho dos dois lados”, disse.

Segundo ele, a capacitação deve chegar também às entidades que apresentam projetos. “Em um segundo momento, queremos chamar associações, organizações e prefeituras para terem acesso a essas informações e melhorarem seus projetos. Essa oficina faz parte de uma estratégia maior para atender melhor nosso público”, destacou.

O coordenador da oficina ainda enfatizou: “Na prática, a oficina busca resolver um problema comum: muitos projetos acabam travados por falhas técnicas ou documentação incompleta”.

O técnico da Coordenadoria de Convênios da Seaf, Carlos Fontanelle, ministrou sobre o Manual de Orientação para Prestação de Contas atualizado da secretaria e destacou que a fase final do projeto exige o mesmo cuidado que o planejamento.

“A prestação de contas não deve ser vista como uma etapa burocrática apenas no fim do processo. Ela começa no momento em que o projeto é planejado. Quando o proponente já estrutura corretamente o plano de trabalho, organiza documentos e entende as exigências do manual atualizado, evita retrabalho, devolução de recursos e atrasos. Nosso objetivo aqui foi justamente orientar, de forma clara e prática, para que todos saibam como executar e comprovar cada etapa com segurança”, explicou Carlos Fontanelle.

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Segundo ele, a atualização do manual busca dar mais transparência, padronização e agilidade à análise dos processos. “Quanto mais alinhados estiverem os técnicos, pesquisadores e gestores às normas, mais rápido conseguimos fazer o recurso chegar à ponta, que é o agricultor familiar”, completou.

A Fundação Uniselva, ligada à UFMT, participa da parte administrativa e financeira dos projetos. O diretor José Jaconias da Silva explica que o trabalho é acompanhar todo o processo para evitar problemas futuros.

“Quando o projeto chega, ajudamos no plano de trabalho. Depois que o recurso é liberado, fazemos a gestão e também acompanhamos todos os passos do projeto até a prestação de contas. Assim garantimos segurança jurídica e financeira e os professores podem focar no trabalho técnico.”

De acordo com o diretor da Uniselva, atualmente a fundação tem cinco projetos com a Seaf. “Dois já foram finalizados e três ainda estão em execução. Temos condições de ampliar essa parceria. Também vamos apoiar a Seaf e o Banco Mundial no MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, um dos maiores projetos do estado para a agricultura familiar, levando assistência técnica ao campo”, disse José Jaconias.

Fonte: Governo MT – MT

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Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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