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Balanço anual do Compor destaca avanços na solução de conflitos

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Instituído em 2025, o Centro de Autocomposição de Conflitos (Compor) do Ministério Público de Mato Grosso realizou, ao longo do ano, 46 audiências autocompositivas, das quais resultaram seis acordos firmados e a recuperação de R$ 521.734,31 em indenizações civis. Os acordos envolveram danos ambientais decorrentes de procedimentos conduzidos nos municípios de Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo e Vila Rica.Coordenado pelo promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, o Compor atua na promoção de soluções consensuais em matérias de diversas naturezas, fortalecendo a cultura do diálogo, da negociação e da pacificação social. Segundo o coordenador, “a cultura do diálogo tem se mostrado essencial para a construção de soluções adequadas e eficazes, que respeitam as particularidades de cada caso e fortalecem a atuação ministerial em benefício da sociedade”.Entre janeiro e dezembro de 2025, o Compor recebeu 18 pedidos de apoio de membros do Ministério Público, resultando na atuação em 60 procedimentos voltados à mediação, conciliação, negociação ou práticas restaurativas. Os pedidos passaram por exame de admissibilidade e, quando aprovados, desdobraram-se em sessões autocompositivas conduzidas pelo centro.A atuação do Compor também foi fundamental no acompanhamento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O centro liderou quatro procedimentos administrativos voltados à implementação de aterros sanitários em municípios mato-grossenses e coordenou oito reuniões híbridas com representantes de órgãos estaduais, prefeituras e do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), com o objetivo de construir soluções jurídicas e técnicas para a adequação municipal. Além disso, participou da Mesa Técnica nº 09/2025, instalada pelo TCE-MT para discutir desafios e alternativas relacionadas à gestão de resíduos sólidos no estado.O Compor ainda desempenhou papel estratégico nos mutirões de conciliação ambiental realizados em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC), Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), iniciativa que promoveu soluções integradas nas esferas administrativa, cível e criminal. Em novembro, a unidade também integrou o mutirão de improbidade administrativa, desenvolvido em colaboração com o TJMT.Além das ações finalísticas, o volume de atividades administrativas também foi expressivo. Ao todo, foram expedidos 626 documentos, incluindo 93 portarias, 214 notificações, 160 ofícios e 106 convites, entre outros encaminhamentos que dão suporte à execução das práticas autocompositivas.Capacitação – O ano de 2025 também foi marcado por investimentos na formação continuada da equipe. Membros e servidores do Compor participaram de um curso de capacitação de 40 horas, voltado ao aprimoramento das técnicas de negociação baseadas em interesses, mediação e condução de processos conciliatórios. O coordenador Miguel Slhessarenko Junior integrou ainda a comitiva do MPMT em visita técnica ao Centro de Autocomposição do Ministério Público de Minas Gerais, com o objetivo de conhecer boas práticas e identificar modelos de atuação adaptáveis à realidade mato-grossense.Equipe – Além do coordenador, integram o Compor os promotores de Justiça Alice Cristina de Arruda e Silva Alves, Alvaro Schiefler Fontes, Ana Paula Silveira Parente, Felipe Augusto Ribeiro de Oliveira, Grasielle Beatriz Galvão, José Mariano de Almeida Neto e Rodrigo Ribeiro Domingues.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Procurador do MPMT apresenta Siscalc em evento do CNMP

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O procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Gerson Barbosa, apresentou o Siscalc Ambiental durante a sexta edição do programa Diálogos Ambientais, promovido pela Comissão de Meio Ambiente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A ferramenta foi destacada como uma inovação voltada a dar mais eficiência, segurança jurídica e celeridade à atuação do Ministério Público na responsabilização por danos ambientais.O Siscalc Ambiental é um sistema desenvolvido para realizar a valoração de danos ambientais de forma automatizada, padronizada e célere. Criado em 2025 e ainda em fase de desenvolvimento, o sistema atua inicialmente nos casos de desmatamento ilegal e exploração de madeira, com o objetivo de oferecer maior segurança jurídica e eficiência às promotorias de Justiça.Durante a apresentação, o procurador explicou que a ferramenta surgiu a partir da necessidade de superar entraves históricos na quantificação dos danos ambientais. “O sistema de cálculo de danos ambientais do Siscalc visa dar maior celeridade e autonomia às promotorias. Sentíamos uma insegurança jurídica devido a métodos não padronizados e a morosidade, pois o órgão de execução dependia dos técnicos do CAEX ambiental”, afirmou.Uma das principais inovações do Siscalc Ambiental é a possibilidade de o próprio membro do Ministério Público realizar os cálculos de forma imediata. Antes da implementação da ferramenta, o tempo médio para a valoração de um dano ambiental era de 136 dias, podendo chegar a oito meses. Com o novo sistema, esse prazo é reduzido para cerca de 15 minutos. “Os cálculos são automatizados em aproximadamente 15 minutos, baseados em parâmetros validados e jurisprudência”, destacou Gerson.O sistema utiliza critérios técnicos para estimar o valor do dano, considerando aspectos como o tipo de vegetação nativa afetada, o grau de impacto ambiental e a capacidade de regeneração da área degradada. Além disso, inclui custos de reposição e a aplicação de índices de correção monetária, como o IPCA, desde a data do dano até sua efetiva reparação.A escolha pelo foco inicial no desmatamento, de acordo com o procurador, está relacionada à urgência das mudanças climáticas e à importância dos biomas presentes em Mato Grosso, como Amazônia, Pantanal e Cerrado. Dados apresentados durante a exposição mostram que o ritmo de desmatamento ainda é elevado, o que reforça a necessidade de instrumentos mais ágeis e eficazes de controle e responsabilização.Durante a apresentação, foi demonstrado um caso concreto no município de Aripuanã, em que o sistema estimou, em poucos minutos, um dano ambiental superior a R$ 23 milhões, a partir de uma média de desmatamento entre 20 e 30 hectares por dia. O exemplo evidenciou o potencial da ferramenta para transformar a atuação institucional.Gerson Barbosa também adiantou que o Siscalc Ambiental seguirá em expansão, com a inclusão de novos parâmetros para ampliar sua aplicação. “O próximo passo será criar parâmetros para o cálculo de danos morais coletivos, impactos em recursos hídricos e também danos causados por empreendimentos hidrelétricos e outros”, explicou.Ao final da apresentação, o conselheiro Thiago Roberto Moraes Dias destacou a relevância da iniciativa. “Obrigado, Dr. Gerson, parabenizo pelo trabalho que encurta bastante o tempo na apuração dos danos ambientais, que talvez fosse o maior desafio nessa temática”, afirmou.Participaram da apresentação o engenheiro florestal José Guilherme Roquette, os assessores de Tecnologia da Informação do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) Rodrigo Fonseca de Moraes e Fabrício Santos da Silva, que trabalharam no desenvolvimento do sistema.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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