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CPE apresenta resultados inéditos e consolida atuação estratégica no 1º Grau do Judiciário de MT

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A Central de Processamento Eletrônico (CPE) do Poder Judiciário de Mato Grosso, vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) encerra o ano de 2025 com resultados históricos: ampliação da atuação, crescimento da produtividade, impacto direto na redução de acervos das unidades judiciárias e na melhoria dos fluxos de trabalho do Primeiro Grau da Justiça Estadual.

Em 2025, a Central ampliou sua atuação, passando a prestar apoio direto e contínuo a 40 unidades judiciárias, com atuação estratégica voltada à impulsionamento processual e apoio especializado às rotinas cartorárias. Além disso, manteve e fortaleceu o apoio na expedição de Requisição de Pequeno Valor (RPV) e precatórios para 117 unidades judiciárias em todo o Estado.

Ao longo do ano, 25.343 processos ingressaram no fluxo da CPE no Processo Judicial eletrônico (PJe), número superior aos 20.804 registrados em 2024. No mesmo período, foram expedidas 58.448 requisições, superando as 35.461 do ano anterior, evidenciando a aumento da capacidade operacional e a consolidação da Central como apoio estruturante às unidades.

Estes e outros números que mostram o avanço da Central foram apresentados terça-feira (16 de dezembro), durante a “Jornada CPE 2025”, que reuniu servidores e magistrados, no Auditório Desembargador Gervásio Leite, na sede do TJMT, em Cuiabá.

O encontro foi conduzido pelo juiz auxiliar da Corregedoria e coordenador da CPE, Jorge Alexandre Martins Ferreira. Ele destacou que com a ampliação da força de trabalho a CPE passou a atender todas as unidades do Primeiro Grau do Estado com competência da Fazenda Pública.

“Ampliamos o número de unidades atendidas de 84 para 117, além disso, passamos a elaborar RPV’s e Precatórios em menos de 30 dias, trazendo maior celeridade e efetividade”, detalhou o juiz auxiliar.

Criada pela Lei Estadual nº 11.126/2020 e regulamentada pela Resolução nº 09/2020/TJMT, a CPE vem se consolidando como um pilar estratégico de apoio às unidades judiciárias, atuando de forma integrada, técnica e colaborativa.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, destacou que avanço nas rotinas da Central e o apoio às unidades judiciárias de todo o Estado reforçam o compromisso da Corregedoria para uma Justiça simples e eficaz. “A CPE atua nos bastidores, mas seu impacto chega a todo o Estado, principalmente ao nosso jurisdicionado, que está na ponta. Eu só tenho a agradecer a todos que contribuíram para que 2025 fosse um ano de excelentes resultados”, disse por meio de um vídeo.

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Mutirões – Jorge Alexandre ressaltou que os mutirões marcaram a atuação do CPE. A equipe atuou pelo Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (SISBAJUD) de forma integrada com gabinetes do Núcleo dos Juizados Especiais, com ordens de bloqueio, decisões minutadas e triagem de processos. Subindo de 766 expedições de alvarás em 2024 para 1.118 em 2025.

Outro mutirão que recebeu apoio da CPE foi o Programa Mais Júri, que é voltado à redução do acervo de crimes contra a vida. Foram realizados 70 júris em Cuiabá, 52 em Porto Alegre do Norte, 24 em Vila Rica e 17 em Várzea Grande, Sorriso e Marcelândia.

“O programa Mais Júri é uma ação da Corregedoria para garantir que a justiça chegue de forma mais rápida a quem espera uma resposta do Estado. E nós agradecemos e muito cada um dos que trabalharam e estão trabalhando nessa ação conjunta do sistema de Justiça para que os resultados apareçam”, afirmou Jorge Alexandre.

Expansão – A gestora-geral da CPE, Thalita Balan Tabora, destacou que em 2025, uma nova estrutura foi regulamentada pela Lei nº 12.957 e agora a Central conta com um gestor administrativo, cinco gestores judiciários, três gestores de distribuição, além de analistas judiciários e assessores de gabinete II, somando 109 colaboradores, sendo 88 servidores e 21 estagiários.

“Em 2025, passamos por uma importante expansão, o que nos permitiu atender diversas novas demandas. Um dos principais avanços foi à atuação inédita no Sistema Eletrônico de Execução Unificado,o SEEU. Em dezembro estamos fazendo um mutirão de arquivamento, que abrange todas as unidades do Estado. Vamos trabalhar com cerca de 99 mil processos sentenciados pendentes”, pontuou a gestora-geral.

O apoio da CPE ao SEEU rendeu resultados imediatos. Em apenas 25 dias úteis, foram efetuadas 10.551 movimentações processuais, além da implantação de aproximadamente 1.200 guias, sendo 1.150 na 2ª Vara Criminal de Cuiabá e 45 na Vara Única de Sapezal.

Para o gestor judiciário que atua na CPE com foco no SEEU e no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), Vinícius Fernandes Alves, em um curto período de tempo a Central alcançou números expressivos, mostrando sua eficiência.

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“Esse trabalho especializado da CPE ajuda a melhorar a performance dos profissionais. Inclusive durante o ano buscamos capacitar novos servidores especialmente nos sistemas BNMP e SEEU, garantindo mais organização e celeridade nos fluxos de trabalho”, contou.

Apoio – A Central apoiou o Núcleo de Execuções Fiscais Estadual, com a realização de 238.005 tarefas e 102.433 movimentos processuais. Em 2025, o núcleo recebeu 2.773 processos novos e baixou 2.857, demonstrando eficiência no tratamento do acervo.

A gestora judiciária da CPE, Amanda Perri, destacou que a Central prestou apoio a 36 unidades judiciárias de primeiro grau ao longo de 2025, o que possibilitou a baixa processual de mais de 50 mil processos. Ela explicou que a CPE também atua na secretaria do Núcleo de Execuções Fiscais Estadual 4.0, onde, em 2025, foram realizadas mais de 238.005 tarefas e 102.433 movimentos processuais. No período, o núcleo recebeu 2.773 novos processos e promoveu a baixa de 2.857, evidenciando a eficiência na gestão e no tratamento do acervo.

“O núcleo conta com três gabinetes, com a atuação de três magistrados, além da secretaria. As unidades recebem apoio da CPE para impulsionar os processos e conferir maior fluidez às atividades”, ressaltou.

Para o servidor mais antigo da CPE, Cássio Rodrigo Atilio Barbosa Garcia, a cada ano a Central se reinventa e supera os desafios. “Estou como servidor da CPE desde 2018. Pude acompanhar todas as evoluções e posso dizer que tem sido um trabalho muito positivo. Isso fica evidente com todos os números apresentados. Esse crescimento não acontece apenas pelo número de servidores, mas também devido ao atendimento especializado e as constantes capacitações ofertadas pelo TJMT”, pontuou.

“O crescimento da CPE demonstra que investir em organização, tecnologia e pessoas gera impacto direto na eficiência do Judiciário. São números que representam processos resolvidos, fluxos aprimorados e respostas mais rápidas à sociedade”, declarou o juiz coordenador da CPE. “Costumo dizer que a conquista do Selo Diamante do CNJ tem o DNA de todos, incluindo dos servidores da CPE que são fundamentais para esse reconhecimento”, concluiu Jorge Alexandre Martins Ferreira.

Autor: Larissa Klein

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Corrida da Justiça e Cidadania beneficiará Centro Louis Braille e ampliará inclusão em Rondonópolis

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Promover saúde, integração social e, acima de tudo, transformar vidas. Esse é o propósito da 2ª Corrida da Justiça e Cidadania de Rondonópolis, promovida pelo Fórum de Rondonópolis e que neste ano terá como beneficiário o Centro de Reabilitação Louis Braille, instituição que há mais de quatro décadas atua na reabilitação e inclusão de pessoas com deficiência visual. Parte dos recursos a serem arrecadados com as inscrições para a corrida será destinada à instituição.
Fundado em 1983, o Centro Louis Braille atende atualmente cerca de 230 alunos matriculados, com idades que vão de bebês a idosos de até 80 anos. A maioria é oriunda de famílias em situação de vulnerabilidade social. A instituição, sem fins lucrativos, sobrevive com repasses públicos e apoio da sociedade civil organizada, oferecendo atividades que vão desde o ensino do Braille e da informática até música, esportes e orientação para mobilidade com bengala.
Mulher branca de cabelos pretos e longos, vestindo camiseta verde e calça escura, sorri em pé na entrada sob a placa Roxa escrito Centro de Reabilitação Louis Braille, Rondonópolis.A diretora da instituição, Andréia Damasceno Rodrigues destaca que os recursos a serem arrecadados com a corrida serão fundamentais para um projeto prioritário. “Somos uma instituição filantrópica e buscamos parcerias para manter nossos atendimentos. Os recursos da corrida serão destinados à construção de uma sala de fisioterapia, que vai atender crianças, adultos e idosos em reabilitação. É uma necessidade urgente”, afirma.
Corrida alia esporte e solidariedade
Coordenadora do evento e diretora do Fórum do Rondonópolis, a juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni explica que a iniciativa vai além da prática esportiva. “A corrida é totalmente beneficente. Tudo o que é arrecadado, descontados os custos do evento, é destinado a projetos sociais. Este ano escolhemos o Louis Braille pela relevância do trabalho que realiza na cidade”, pontua.
Mulher branca de cabelos longos e castanhos, batom vermelho e blazer vermelho sobre blusa clara. Ao fundo desfocado, uma projeção com texto em português começa com a palavra Correr.A programação inclui novidades. Além da corrida principal, marcada para agosto, haverá a Corrida Kids, voltada para crianças de 2 a 12 anos, com participação inclusive de alunos de projetos sociais. “Nosso objetivo é fortalecer instituições e promover integração entre o Judiciário, forças de segurança e a sociedade”, completa a magistrada.
Histórias que mostram transformação
Para quem vivencia o dia a dia do Centro Louis Braille, o impacto é visível. A dona de casa Sidineia de Quadros de Abreu, mãe do pequeno Bernardo, de 2 anos e 7 meses, relata a evolução do filho após o acompanhamento.
Mulher sorridente segura no colo um menino com tampão no olho esquerdo. Eles estão em uma sala de fisioterapia infantil com tatame colorido, brinquedos, bola de pilates e escada de canto.“Ele nasceu prematuro e teve paralisia cerebral, o que afetou o desenvolvimento, inclusive a visão. Aqui ele faz terapias de estímulos visuais e foi a melhor coisa que aconteceu. O comportamento dele melhorou muito e estamos vendo uma evolução muito boa”, conta emocionada.
Mulher parda sorridente, com cabelos pretos e blusa estampada, está em pé ao lado de um notebook aberto sobre uma bancada branca. Ao fundo, uma sala com computadores e outras pessoas.A trajetória da professora da rede pública do município Leandrina de Oliveira Pereira também evidencia a importância do Centro. Ela perdeu a visão ainda na infância e na adolescência encontrou no Louis Braille o apoio necessário para seguir estudando.
“Eu fiz faculdade e mestrado sem enxergar, sempre com o apoio daqui. Aqui fui alfabetizada em Braille, aprendi informática, faço atividades físicas. Tudo contribuiu para que eu pudesse continuar meus estudos e conquistar minha independência”, relata.
Inclusão que gera autonomia
As atividades oferecidas vão além da reabilitação física. O Centro trabalha a autonomia e a inclusão social dos alunos, ensinando desde o uso de tecnologias assistivas até atividades do cotidiano.
Além do Sistema Braille, o Centro de Reabilitação oferece aulas de Sorobã (instrumento milenar de cálculo manual), Estimulação visual, Atividades de vida diária, Orientação e Mobilidade, Informática Assistiva, Artesanatos, Teatro, Música, Estimulação Precoce, Projeto Horta, Canto e Coral, Atividades Físicas e Jardim Sensorial.
Mulher negra de cabelos grisalhos presos, vestindo camiseta verde com a inscrição Esporte pela Inclusão. Ela está em pé em um caminho de terra cercado por árvores e vegetação.A pensionista Isabel Maria, que convive com baixa visão, participa ativamente do Projeto Horto, que reúne alunos do Louis Braille para promover caminhadas, orientação de mobilidade, qualidade de vida e inclusão.
“Aqui a gente aprende, se desenvolve. Eu voltei a estudar e terminei o Ensino Médio. É um lugar que muda a vida da gente. Foi dentro do Projeto Horto que comecei a praticar corrida de rua”, contou Isabel, que já garantiu sua presença na Corrida da Justiça e Cidadania.
Mulher negra de óculos escuros, boné claro e camiseta amarela segura uma bengala guia. Ao fundo, um ônibus amarelo com imagens de pessoas e a inscrição Centro de Reabilitação Louis Braille.Aluna há mais de 10 anos do Centro de Reabilitação, a pensionista Edite Nascimento também ressalta os benefícios. “Aqui a gente faz caminhada, academia, encontra amigos. É saúde e alegria. O Louis Braille nos dá independência e vontade de viver”, comemora.
Fortalecimento do Esporte
A programação deste ano contará ainda com a realização da 1ª Corrida Kids da Justiça e Cidadania, marcada para o dia 15 de agosto, com expectativa de reunir 250 crianças e adolescentes entre 2 e 12 anos. Parte das vagas será destinada gratuitamente a crianças em situação de vulnerabilidade social atendidas por projetos sociais do município.
Já a 2ª Corrida da Justiça e Cidadania será realizada no dia 16 de agosto e deve reunir cerca de 800 corredores e mais de mil participantes. A prova contará com as categorias Geral, Morador de Rua, Servidor do Fórum de Rondonópolis e Servidor dos Órgãos de Segurança Pública.
As inscrições seguem abertas e podem ser feitas de forma on-line pelo site da Acrono Esportes, até o preenchimento do limite técnico de vagas disponibilizadas para esta edição.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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