Tribunal de Justiça de MT

Esmagis: VII Umanizzare finaliza ano com Filosofia, Arte e Formação Humanística no Judiciário

Publicado em

“A bondade é a prática e a própria recompensa. Basta-nos para sermos felizes.” O pensamento foi apresentado pela professora e filósofa Lúcia Helena Galvão na manhã desta quarta-feira (10), enquanto falava sobre “Sabedoria Estoica para uma Vida Plena”, durante a realização do ‘III Encontro das Justiças Estadual e Trabalhista do Estado de Mato Grosso’ e do ‘VII Umanizzare – Justiça e Alteridade’.

Ela acrescentou que ser bondoso é se orgulhar de ter o sono dos justos. “A bondade é a prática e a própria recompensa. É a bondade que afina o nosso caráter durante a vida inteira. É necessário aprender a gostar do que te faz crescer e a rejeitar o que te faz regredir. Isso deveria ser ensinado a nós desde crianças.”

Imagem de mulher sorridente, com blusa rosa claro e calças escuras. Ela está em pé em um palco, segurando um microfone com a mão esquerda e passador de slide com a direita. No telão, atrás dela, à esquerda, é exibida em português a citação: Durante a palestra, ela abordou ainda outros pensamentos estoicos sobre princípios, opinião, aprendizado, maldade e preconceito. Também propôs à plateia que faça um levantamento das virtudes que querem ter e dos vícios que querem vencer. “Isso é ter um propósito de vida. Saber aonde quer ir e aonde quer chegar. Isso é não se contentar em seguir o pensamento alheio. É ter sentido na vida que te permite ter valores próprios.”

Lúcia Helena explicou ainda que “o estoicismo foi uma escola de filosofia grega tardia, que nos ensina a ter serenidade e capacidade de dar respostas às circunstâncias da melhor maneira possível, fixarmos naquilo que depende de nós e ainda a termos grande confiança nas leis da natureza, sabendo que tudo vem para o nosso progresso e para o nosso ensinamento.” Ainda segundo a filósofa, os grandes filósofos Sêneca, Epiteto e Marco Aurélio estão super na moda. Porque se encaixam superbem em nossas necessidades dos dias atuais.”

Leia Também:  Esmagis-MT: mestrado oferece módulo presencial sobre Direito Constitucional nesta quinta e sexta

Ainda durante o encontro, o pianista Antônio Vaz Leme apresentou músicas da literatura de piano clássico, algumas datando do século XVI. Dentre elas, uma das 32 sonatas de Beethoven que, segundo Leme, é considerada “um drama musical baseado na argumentação entre temas e, ao estar em uma casa de argumentação, se torna muito propício.” Também foram apresentadas peças de Debussy e Chopin.

Ele aponta ainda que a música transmite uma argumentação sensível que perdura há séculos na humanidade. “Tento cotidianamente democratizar esse tipo de arte, pois o piano tem uma potência enorme e consegue comunicar todos os tipos de história.”

Finalização do Ano Letivo

Os eventos ‘III Encontro das Justiça Estadual e Trabalhista do Estado de Mato Grosso’ e ‘VII Umanizzare – Justiça e Alteridade’ fecharam o ano letivo 2025 da Esmagis-MT. Eles foram realizados em parceria com a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Regional, no próprio Plenário do TRT. Esse é o terceiro ano de parceria entre as duas instituições, resultando em evento voltado ao aperfeiçoamento humanístico de magistrados e servidores tanto do Poder Judiciário estadual, quanto do Tribunal do Trabalho.

Representando a Esmagis, a juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima registrou que essa visão integrada sobre a Justiça e sobre as relações sociais é de suma importância para as duas instituições.

Leia Também:  Comarca de Nova Xavantina abre inscrição de seletivo para credenciamento fisioterapeutas

“Hoje ouvimos uma das filósofas mais importantes da atualidade, que trouxe um olhar crítico sobre a nossa realidade. Sobre a necessidade de se viver melhor, trazendo análise crítica sobre saúde mental e como podemos associar a qualidade de vida pessoal com a vida profissional e todas as perspectivas de viver.” Henriqueta lembrou ainda que o VII Umanizzare tem como objetivo trazer um pouco desse olhar voltado para as pessoas em situação de invisibilidade.

Já a diretora da Edjud-23, a desembargadora Eleonora Lacerda destacou que o evento “teve um tema pensado detalhadamente para o servidor público e para os juízes de Mato Grosso, levando em conta o dia a dia tenso da Justiça.” Ela afirmou ainda que “não é possível ter o controle de tudo e precisamos aprender a conviver com isso, conseguir superar os mosquitinhos do dia a dia, sempre com um sorriso, vivendo com uma vida leve e plena, que é o que o estoicismo busca nos passar.”

Também o juiz Elmo Lamoia de Moraes estava presente e pontuou que “o encontro de integração entre os dois tribunais se faz necessário, porque foge da rotina judiciária e traz assuntos mais leves e muito importantes para a formação humanística do magistrado.”

Autor: Keila Maressa

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

Published

on

Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

Leia Também:  Capacitação que transforma: servidores contam como os cursos impactam o atendimento ao cidadão

Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA