Tribunal de Justiça de MT

Comarca de Feliz Natal celebra 21 anos de entregas judiciais e proximidade com a comunidade

Publicado em

A Comarca de Feliz Natal completa 21 anos de instalação nesta segunda-feira (17 de novembro) reafirmando a atuação direta e constante do Poder Judiciário em um município de grande extensão territorial e demandas complexas. Com uma equipe dedicada e uma única vara, a comarca tem se destacado pela aproximação com a comunidade, pelo incentivo à conciliação e pelo desenvolvimento de projetos voltados ao fortalecimento social.

Criada pela Lei Complementar nº 166, de 13 de abril de 2004, e instalada em 17 de novembro de 2004, a unidade judicial de entrância inicial conta atualmente com 12 servidores efetivos, três assessores, cinco terceirizados, cinco estagiários, dois profissionais credenciados e um magistrado à frente dos trabalhos. Ao todo, 2.243 processos tramitam na Vara Única, que atende exclusivamente ao município de Feliz Natal.

Além do atendimento jurisdicional, a Comarca desenvolve iniciativas voltadas à proteção e ao desenvolvimento comunitário. Entre elas, destaca-se a coleta de aerossóis, cujo material é destinado a uma associação que utiliza os recursos para castração gratuita de animais, contribuindo para o controle populacional e o bem-estar animal no município.

Outro projeto de grande relevância é o voltado aos autores de violência doméstica: “Uma Proposta Ressignificativa e Responsabilizante para Autores de Violência”. A iniciativa promove reflexão, responsabilização e mudança de comportamento, atuando de forma complementar às ações de proteção às mulheres.

Magistrado posa em ambiente interno com parede de madeira ao fundo. Veste toga preta com cordão branco cerimonial e gravata escura, olhando diretamente para a câmera com expressão formal.O atual diretor do Foro, juiz Humberto Resende Costa, destaca a relevância da comarca para a região e a parceria com a comunidade. “A Comarca de Feliz Natal exige atuação constante do Poder Judiciário. Trata-se de um município com grande extensão, onde as demandas de posse e propriedade refletem conflitos existentes. Apesar dos desafios, a comunidade é participativa e busca melhorias junto às instituições. É prazeroso exercer a função de magistrado nesta cidade que me acolheu tão bem.”

Leia Também:  Prêmio CNJ: gestores passam por capacitação sobre qualificação dos dados

Rede de Proteção Contra Violência Doméstica

Em março de 2024, durante a “Semana Justiça pela Paz em Casa”, a comarca instalou oficialmente a Rede de Proteção Contra a Violência Doméstica. A ação, realizada com apoio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), consolidou um conjunto de parcerias entre órgãos municipais e estaduais para ampliar a segurança, a prevenção e o acolhimento às vítimas.

A assinatura do Termo de Cooperação Técnica reuniu Prefeitura, Câmara de Vereadores, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, Polícia Civil e Polícia Militar, evidenciando o comprometimento coletivo da cidade no enfrentamento à violência contra a mulher.

“A implementação da Rede de Proteção demonstra a união de esforços das instituições. É um passo fundamental para garantir que as mulheres de Feliz Natal tenham apoio e acolhimento quando precisarem”, destacou o juiz diretor do Foro, Humberto Resende Costa.

Atuação Ambiental e Conciliação

Em agosto de 2025, durante a “Semana da Pauta Verde”, um acordo homologado pelo Judiciário destinou R$ 15 mil ao projeto socioambiental “Água para o Futuro – Feliz Natal e Vera”, do Instituto Centro de Vida (ICV). O acordo, celebrado durante audiência por videoconferência, encerrou uma ação civil pública por dano ambiental e garantiu a aplicação dos recursos em iniciativas de recuperação de nascentes e preservação hídrica.

Leia Também:  Projeto Verde Novo: ações de arborização urbana em Cuiabá são tema de podcast

Soluções Fundiárias e proximidade com a população rural

A Comarca de Feliz Natal também tem recebido atenção especial nas questões fundiárias. A comunidade da Gleba Rio Ferro recebeu, em setembro de 2025, uma visita técnica da Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), possibilitando o diálogo direto com cerca de 80 famílias e a coleta de informações essenciais para futuras decisões judiciais.

Histórico

Ao longo de 21 anos, vários magistrados conduziram a Comarca de Feliz Natal. São eles: Alexandre Delicato Pampado (2004–2005); Wendell Karrielli Guedes (2005–2007); Emerson Luiz Pereira Cajango (2007); Ricardo Alexandre Riccielli Sobrinho (2007–2008); Paula Saíde Biagi Messem Mussi Casagrande (2008–2012); Alexandre Meinberg Ceroy (2012–2013); Alexandre Paulichi Chiovitti (2013–2015); Lener Leopoldo da Silva Coelho (2015–2016); Juliano Hermont Hermes da Silva (2016–2019); Erico de Almeida Duarte (2019); Fernando Kendi Ishikawa (2019–2022); e Rodrigo Alfonso Campestrini (2022–2023).

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

Published

on

Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

Leia Também:  7ª Corrida do Judiciário: ícone das corridas de rua celebra incentivo à modalidade

Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

Leia Também:  VI Encontro do Sistema de Justiça Criminal abre vagas para participantes virtuais

Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA