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Com apoio do MPMT, italiana casada com Xavante regulariza documentos

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A história de Érika Benedetti, italiana nascida em Pisa, é uma das mais marcantes entre os mais de 1.400 atendimentos realizados durante a 1ª Edição Xavante da Ouvidoria Itinerante, promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), nas aldeias da Terra Indígena de Parabubure. Após três anos de peregrinação por cartórios, consulados e órgãos públicos, ela finalmente conseguiu regularizar sua situação no Brasil e garantir os documentos de seus filhos.Érika chegou ao Brasil pela primeira vez em 2015, como voluntária da Operação Mato Grosso. Em 2016, conheceu Dário, indígena Xavante, com quem casou e teve dois filhos. Ela então passou a viver na aldeia Santa Clara, em Campinápolis. A partir daí, começou uma longa jornada em busca de documentação para si e para os filhos.“Eu procurava tudo sozinha, sem orientação. Me mandavam de um lado para o outro. Fui para Nova Xavantina, Goiânia, Rondonópolis… Era muito dinheiro, traduções, cartórios. E sempre com medo de estar irregular”, conta Érika.A situação mudou quando ela recebeu auxílio do MPMT, através da Promotoria de Justiça de Campinápolis, em parceria com o CAJE – Núcleo de Assistência ao Estrangeiro da UniEvangélica de Goiás –, Érika teve todo o processo conduzido gratuitamente. “Eles fizeram tudo para mim. Eu só precisei assinar. Foi um alívio, uma felicidade. Agora meus filhos podem estudar e eu posso trabalhar”, celebra.Formada em música, com especialização em flauta transversal, Érika agora vislumbra novas oportunidades profissionais. Com a documentação regularizada, poderá solicitar a naturalização e buscar emprego formal, inclusive como professora.Para o promotor de Justiça Fabrício Mereb, o caso de Érika representa o verdadeiro papel do Ministério Público. “Nossa missão vai além dos gabinetes. É resolver os problemas das pessoas. Hoje, ela sai com cidadania plena, apta a trabalhar e viver com dignidade.”A procuradora de Justiça e ouvidora-geral do MPMT, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, também destacou a importância da ação. “Essa edição da Ouvidoria Itinerante cumpriu seu papel institucional de levar dignidade e cidadania a esse povo originário e a todos que vivem nas comunidades indígenas.”A história de Érika Benedetti é um exemplo de como a atuação integrada e humanizada do Ministério Público, através da Ouvidoria Itinerante, pode transformar vidas, garantindo direitos e construindo pontes entre culturas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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