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Cesima: Esmagis-MT conhece inovação da UFMT com potencial transformador para edificações

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Por meio do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) convidou a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), para conhecer um projeto que poderá transformar a forma como lidamos com o calor nas edificações, em especial em um Estado que registra recordes de temperatura e cuja capital, Cuiabá, é sinônimo de calor extremo.

Na terça-feira (04), parte do corpo técnico da Esmagis visitou o campus da UFMT para conhecer uma técnica de impermeabilização que utiliza materiais recicláveis e de baixo custo.

A ideia – ainda em fase de protótipo – foi apresentada pelo professor Márcio Andrade, das faculdades de Engenharia Civil, Alimentos e de Engenharia Agroindustrial, campus Barra do Garças, à secretária-geral da Esmagis, Cláudia Candia, à pedagoga da Escola, Poliana Olini, e ao assessor de Relações Institucionais da Esmagis, Reginaldo Cardozo. A reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, foi a anfitriã do encontro.

Segundo o professor, a solução consiste em uma mistura de cinzas, isopor e solvente que é aplicada nos furos dos tijolos, criando um isolante térmico capaz de reduzir a transferência de calor externo para o interior das construções, mantendo a temperatura da edificação mais agradável. “A ideia é justamente trabalhar com a sustentabilidade, reaproveitamento de materiais, de resíduos, criando uma sinergia muito poderosa entre educação, meio ambiente e sociedade”, destacou Andrade.

Andrade explica ainda que a inspiração veio de experiências internacionais, em especial do continente africano. “Colegas da África já haviam citado o uso e o potencial das cinzas para redução de temperatura em galpões onde armazenam alimentos. Então, nós unimos os melhores dos dois mundos: a nossa experiência brasileira com o notório saber que a África carrega há séculos. Unimos a cinza e o isopor para desenvolver um protótipo manual, que pode evoluir para escala industrial.”

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Além de reduzir a temperatura interna das edificações, a técnica oferece uma solução para um problema ambiental: o descarte das cinzas industriais. “A cinza é um resíduo que não tem valor comercial. O resíduo não tem nenhuma utilidade prática para a indústria, a não ser o descarte, às vezes de forma incorreta, gerando um enorme passivo ambiental e uma série de consequências nocivas ao meio ambiente. Então, a gente também resolve o problema da indústria. O que fazer com as cinzas após a queima? O que fazer com as cinzas da caldeira? E essa é uma boa aplicação”, defendeu o professor.

Outro aspecto social do projeto é a possibilidade de envolver reeducandos na produção dos blocos, promovendo trabalho, educação e ressocialização com redução de pena.

A reitora Marluce Souza e Silva reforçou a importância da iniciativa e destacou a parceria entre a universidade e o Cesima. “O propósito dessa reunião é socializar com todos nós que estamos constituindo uma frente em defesa do clima e do meio ambiente, mostrar algo que é possível utilizarmos, que é produzido em baixo custo, dentro da universidade, pelos nossos professores e estudantes, e que pode ser aproveitado no nosso cotidiano, na construção das nossas casas, das nossas escolas”, enfatizou.

De acordo com a reitora, a UFMT vai sistematizar um projeto e buscará reunir outros parceiros para construir uma residência climatizada com baixo custo, utilizando a técnica desenvolvida na UFMT.

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Presente à reunião, a secretária-geral da Esmagis-MT, Cláudia Candia, destacou a relevância da parceria com a UFMT. “Estamos diante de uma iniciativa que une inovação, sustentabilidade e impacto social. Conhecer uma técnica que reaproveita resíduos e contribui para construções mais eficientes nos inspira a pensar em soluções que vão além do nosso cotidiano jurídico, alcançando a sociedade como um todo. Queremos fortalecer essa integração entre instituições, aproximar o conhecimento acadêmico das práticas sociais e, principalmente, apoiar projetos que promovam transformação real”, asseverou.

Cláudia também agradeceu ao convite feito pela reitora Marluce para que representantes da Escola pudessem conhecer a iniciativa. “A Esmagis-MT agradece à reitora Marluce pelo convite e pela oportunidade de conhecer uma iniciativa tão inovadora e sustentável. É uma honra participar dessa construção coletiva, que une conhecimento acadêmico e compromisso social para transformar realidades”. Ao final, ela expressou sua admiração pelo trabalho desenvolvido pelo professor Márcio. “É inspirador ver alguém que ama verdadeiramente o que faz e que coloca o cuidado com os demais seres humanos acima de interesses materiais. Sua dedicação a essa causa chama atenção e demonstra um cuidado genuíno com o planeta e com os demais.”

Uma nova reunião será agendada para apresentar a iniciativa ao diretor-geral da Esmagis, desembargador Márcio Vidal, bem como às outras instituições integrantes do Cesima.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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