Tribunal de Justiça de MT

Sergio Valério e Gabriela Knaul Albuquerque são empossados desembargadores do TJMT

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Dois novos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foram empossados nesta sexta-feira (13), em sessão realizada no Plenário 1 – Desembargador Wandyr Clait Duarte. Sergio Valério assumiu a vaga pelo critério de antiguidade e Gabriela Knaul Albuquerque, pela vaga de merecimento, na lista exclusiva para mulheres. Ambos irão compor a 2ª Câmara Criminal.

O ato solene foi conduzido pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, seguindo o rito de cerimônias oficiais do Poder Judiciário de Mato Grosso. Com a posse, o Tribunal passa a contar com 39 desembargadores, sendo 13 mulheres.

Abertura da sessão solene

A solenidade teve início com a entrada da Corte, composta pelos desembargadores. Na abertura, o presidente declarou instalada a sessão solene destinada à posse dos novos desembargadores.

Formação da mesa de honra

A mesa de honra foi composta pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda; pela subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Januária Dorilêo, representando o Ministério Público de Mato Grosso; pela presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Serly Marcondes Alves; pelo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo; pela presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional MT, Gisela Cardoso; pelo primeiro subdefensor Público-geral, Rogério Borges Freitas, representando a Defensoria Pública de Mato Grosso; pela presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), juíza Jaqueline Cherulli; pela deputada estadual Janaina Riva, representando a Assembleia Legislativa; e pelos desembargadores aposentados Paulo da Cunha e Flávio Bertin.

Entrada dos empossados

Na sequência, foram anunciados e recebidos no plenário a desembargadora e o desembargador. Sergio Valério foi conduzido em sua entrada pelos desembargadores Orlando de Almeida Perri e Ricardo Gomes de Almeida; já Gabriela Knaul Albuquerque foi conduzida pelos desembargadores Rubens de Oliveira Santos Filho e Jones Gattass Dias.

Leitura do termo e juramento

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A leitura do termo de posse e compromisso para os dois empossados foi feita pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior. O primeiro a tomar posse foi o desembargador Sergio Valério, que prestou juramento, assinou o Livro do Mérito, recebeu as vestes talares e o Colar do Mérito Judiciário.

Na sequência, foi a vez da desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque ser empossada. Ela também fez o juramento, assinou o Livro do Mérito, recebeu as vestes talares e foi condecorada com o Colar do Mérito Judiciário.

Após a conclusão dos atos de assinatura, o presidente do Tribunal, desembargador José Zuquim Nogueira, declarou oficialmente empossados a nova desembargadora e o novo desembargador do Estado de Mato Grosso.

Pronunciamentos

O desembargador Wesley Sanchez Lacerda foi o responsável por fazer o pronunciamento de saudação ao desembargador Sergio Valério. “Ele representa aspectos fundamentais à magistratura: a isenção, a honestidade, o caráter, o desprendimento material, o comprometimento, e a humildade sem abrir mão da autoridade”, enfatizou Sanchez.

A desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque foi saudada pela desembargadora Maria Helena Póvoas, que celebrou a chegada da magistrada. “Celebramos mais uma conquista, celebramos uma vida dedicada ao direito no sentido mais nobre da palavra. Ela percorreu cada etapa com a serenidade de quem entende que julgar não é apenas aplicar a lei, é sustentar a ordem, proteger os direitos e equilibrar destinos”, destacou.

Pronunciamento dos empossados

Relembrando sua trajetória de vida, o desembargador Sergio Valério afirmou que o momento pode ser resumido pela palavra gratidão.

“A emoção é grande, pois este é um momento muito especial para mim e tenho absoluta certeza também para a minha família. É impossível neste momento não me lembrar dos meus pais, do meu irmão, da minha esposa e dos meus filhos. Para um homem que, quando criança, vendia alface nas ruas, tomar assento nesta cadeira é definido por um só sentimento: gratidão”, disse.

A desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque destacou que sua posse é a representação de uma conquista feminina dentro do Poder Judiciário.

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“Não vejo neste momento apenas uma conquista individual, mas a afirmação de que mérito e equidade devem caminhar juntos. Recebo esta nova atribuição como resultado de uma caminhada construída com trabalho, perseverança e lealdade às instituições. Aprendi que julgar não é apenas técnica, embora a técnica seja indispensável, mas é também dever ético diante da dignidade humana”, relatou.

A solenidade foi encerrada com pronunciamento do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. O presidente afirmou que para o Poder Judiciário de Mato Grosso, receber os dois novos desembargadores é um momento especial e de muita alegria.

“Chegam a esta nova etapa já experimentados no ofício de julgar. Conhecem a urgência das demandas, a complexidade humana por trás dos autos e a necessidade de decidir com serenidade, firmeza e equilíbrio. No Segundo Grau, esse compromisso se amplia e desejo que encontrem neste Tribunal um ambiente de respeito, cooperação e lealdade institucional. Que a sabedoria de suas trajetórias fortaleça a confiança da sociedade no Judiciário”, expressou Zuquim.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de posse a diretora do Foro da Capital, juíza Hanae Yamamura de Oliveira; a diretora do Foro da Comarca de Várzea Grande, juíza Christiane da Costa Marques; juízes e juízas auxiliares da Corregedoria-Geral de Justiça; corregedora-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Luciana Bragança, representando o comandante-geral do Corpo de Bombeiros; o secretário-adjunto de Segurança Pública, coronel Héverton Mourett de Oliveira; o professor José Renato de Oliveira, representando a Unemat; a diretora de Medicina Legal, Drª Alessandra Carvalho Mariano, representando o diretor-geral da Politec; magistrados (as); familiares e servidores do Poder Judiciário.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Alair Ribeiro e Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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