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Cejusc dos Juizados Especiais realiza audiências presenciais na Semana Nacional da Conciliação

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Mais do que números, a XX Semana Nacional da Conciliação representa histórias de vidas transformadas e relações pacificadas. A iniciativa, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), segue até o próximo dia 7 de novembro, com ações em todas as 79 comarcas do estado.

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) dos Juizados Especiais elaborou um cronograma em novo formato neste ano: a retomada das audiências presenciais, excepcionalmente nesta ação, após um longo período de virtualização decorrente da pandemia. Ao todo, estão previstas 86 audiências presenciais nas comarcas de Cuiabá e Várzea Grande, além de audiências virtuais de uma pauta especial de 154 processos envolvendo a empresa Gol Linhas Aéreas, em diferentes fases processuais.

Segundo a gestora do Cejusc dos Juizados Especiais, Raniele Silva Farias, a proposta é resgatar o contato humano, aproximando ainda mais as partes do processo conciliatório.

“Nós resolvemos fazer diferente nesta edição, promovendo as audiências na forma presencial nos Juizados. Queremos restabelecer esse contato físico entre as partes, oferecer um acolhimento humanizado, com uma recepção preparada especialmente para esse momento. A ideia é que as pessoas se sintam bem recebidas, valorizadas e respeitadas”, explica Raniele.

A gestora ressalta que o objetivo principal vai além dos acordos formais. “Mesmo quando não há acordo, o diálogo é o grande ganho. O simples fato de as partes se olharem nos olhos, conversarem, ouvirem uma à outra, já é um passo importante para pacificar relações. Estamos acreditando muito nesse formato, que humaniza, de acolhimento”.

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Os processos incluídos nesta Semana Nacional da Conciliação foram cuidadosamente selecionados. Segundo Raniele, a prioridade foi dada a causas que envolvem pessoas físicas e situações com maior potencial de entendimento direto entre as partes.

“Selecionamos casos de cobranças de pequeno valor, conflitos de vizinhança e acidentes de trânsito – situações em que há espaço para o diálogo e a construção conjunta de soluções. Os conciliadores estão preparados, aplicando técnicas específicas e dedicando mais tempo a cada audiência. Ampliamos o tempo médio de 20 para 30 minutos justamente para favorecer essa escuta ativa e esse diálogo mais profundo”, detalha.

Para Raniele Silva Farias, a experiência já tem mostrado resultados positivos, mesmo nos casos em que não há composição formal. Isso demonstra que a conciliação vai muito além de resolver processos, é sobre restaurar relações. “Tivemos audiências com salas cheias, e mesmo quando o acordo não é possível, as partes saem agradecidas, reconhecendo a importância de serem ouvidas e tratadas com respeito”.

O Poder Judiciário de Mato Grosso é um dos maiores incentivadores da prática no país. Em 2011, inaugurou o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), presidido pelo desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira.

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“Estamos desenvolvendo esse trabalho da melhor forma possível. O índice de acordos comprova isso: Mato Grosso superou todos os estados da federação, com mais de 161% de efetividade. É um resultado que coloca o Estado em evidência e reforça o compromisso do Judiciário mato-grossense com a pacificação social”, afirmou.

O magistrado ressaltou que a conciliação representa uma nova forma de pensar a Justiça, mais democrática e próxima do cidadão.

“Essa nova forma de resolver conflitos ganha cada vez mais adesão porque oferece soluções participativas e acessíveis. A própria parte se torna protagonista na busca pela solução dos seus problemas, dentro das possibilidades de cada caso. É uma Justiça célere, eficiente, eficaz e com muito menos ônus que a Justiça tradicional”, explicou.

Fomento

A XX Semana Nacional da Conciliação, com o lema “Conciliar é legal”, é uma idealização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O evento envolve todos os tribunais do país para promover acordos e soluções consensuais de conflitos.

Em Mato Grosso, a campanha é coordenada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Poder Judiciário. No Estado, são 49 Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs).

Autor: Patrícia Neves

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Centro de Estudos em Meio Ambiente dá início à articulação da comunicação institucional

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O Comitê de Comunicação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) realizou, nessa quarta-feira (1º de julho), sua primeira reunião de trabalho, com o objetivo de estruturar as ações de comunicação e ampliar a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pelo Centro. O encontro reuniu representantes de diversas instituições parceiras e marcou o início da organização prática do grupo.
Na abertura da reunião, a juíza de direito Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, coordenadora do projeto Cesima, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da atuação conjunta na construção de uma comunicação mais integrada e estratégica. Entre os primeiros encaminhamentos, ficou definida a necessidade de fixar um calendário de reuniões mensais, garantindo a continuidade dos trabalhos e o alinhamento das ações.
Segundo Henriqueta, a criação do comitê responde à necessidade de fortalecer a comunicação institucional do Cesima, considerando a complexidade das temáticas trabalhadas pelo Centro. “Essa foi a primeira reunião do Comitê de Comunicação, que foi pensado justamente diante da importância de difundir e expressar com clareza questões afetas ao Centro, ou seja, meio ambiente, sustentabilidade, desenvolvimento e crescimento econômico. Como o Cesima tem esse olhar multidimensional e integrado, se canalizamos a comunicação para um único membro, acabamos perdendo a visão do todo”, afirmou.
Ainda conforme a magistrada, a proposta é garantir uma comunicação ampla e colaborativa. “O comitê foi criado com a perspectiva de comunicar à sociedade, às instituições e aos poderes como o Cesima trata essas questões de forma integrada”, destacou. Também foi discutida a criação de um calendário de divulgações, com conteúdo voltado à temática socioambiental, a serem compartilhados pelos canais institucionais dos integrantes do Centro de Estudos.
Durante a reunião, os participantes trataram do apoio imediato às ações do projeto “Cesima nas Escolas”, iniciativa que já prevê a realização de visitas a unidades de ensino para promover a educação socioambiental. Como encaminhamento prioritário, o comitê definiu a construção de um roteiro básico comum e de apresentações de slides dinâmicas (de até 30 minutos) adaptadas para as diferentes faixas etárias dos alunos, garantindo unidade na mensagem institucional antes mesmo do início das visitas.
“A partir desse primeiro contato, estabelecemos um plano de ação no sentido de cada um dos membros contribuir para a construção de um roteiro de fala para as palestras, levando às escolas uma visão integrada e plurívoca da questão ambiental, já que se trata de um tema complexo”, explicou Henriqueta.
Em paralelo ao cronograma escolar, o comitê trabalhará na elaboração de uma cartilha socioambiental colaborativa, com linguagem simples e acessível para a sociedade. O material reunirá conceitos básicos sobre meio ambiente, direitos, deveres e desafios contemporâneos. Ficou acordado que os membros definirão prazos internos para sugestões e lapidação do conteúdo, que passará por aprovação conjunta para garantir o olhar multidimensional do grupo.
Também está prevista a realização de visita do projeto “Cesima nas Escolas” no dia 29 de julho, na Escola Municipal de Ensino Básico Prof. Hilda Caetano de Oliveira, em Cuiabá. A atividade marcará o início das ações do programa no ambiente escolar e contará com a participação conjunta das instituições integrantes do Cesima, levando aos estudantes conteúdos de educação socioambiental adaptados à realidade local, com enfoque na conscientização e no diálogo sobre os desafios ambientais da região.
Outro encaminhamento relevante foi a proposta de organização de um evento institucional do Cesima para o final do ano. A ocasião será marcada pelo lançamento oficial da cartilha socioambiental e servirá como vitrine para que as instituições parceiras apresentem seus próprios projetos e produtos de sustentabilidade — como o documentário sobre catadores de recicláveis em produção pela Defensoria Pública.
Ao longo das discussões, os integrantes ressaltaram a importância de que a comunicação reflita o caráter multidisciplinar do Cesima, integrando diferentes perspectivas — ambiental, econômica, social e jurídica — e evitando abordagens isoladas. A criação de um canal direto de comunicação entre os membros também foi apontada como essencial para facilitar o compartilhamento de conteúdo, ideias e ações conjuntas.
Leia matéria correlata.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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