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Justiça Ambiental ganha força no TJMT com ações do Núcleo de Sustentabilidade

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Os tribunais brasileiros são chamados, com intensidade crescente, a assumir um papel ativo diante da crise climática e dos desafios da sustentabilidade. No Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), essa missão se traduz em iniciativas concretas conduzidas pelo Núcleo de Sustentabilidade (NS), setor que tem estruturado políticas para transformar o Judiciário em exemplo de responsabilidade ambiental e social.

O tema foi amplamente debatido durante o 10º Encontro de Sustentabilidade e 2º Seminário de Mudanças Climáticas, realizados em setembro deste ano, quando especialistas, magistrados e servidores reforçaram que a Justiça Ambiental não é apenas uma pauta emergente, mas um dever constitucional do Judiciário em defesa das atuais e futuras gerações.

O papel dos tribunais

Para o desembargador Rodrigo Curvo, coordenador do Núcleo, o protagonismo dos tribunais é determinante para o avanço da pauta ambiental.

“As mudanças climáticas criam novas vulnerabilidades, e o Judiciário não pode se afastar desse debate. Mato Grosso foi pioneiro ao instalar, em 1996, um Juizado Volante Ambiental e, em 2015, o primeiro Cejusc Ambiental do país. Esse histórico mostra que estamos preparados para enfrentar os desafios da Justiça Ambiental com inovação e responsabilidade”, destacou o desembargador.

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O magistrado lembrou ainda que discutir sustentabilidade dentro do Judiciário é fortalecer a credibilidade das decisões e preparar magistrados e servidores para lidar com os impactos da crise climática no exercício da função jurisdicional.

Exemplo que inspira

O conselheiro do CNJ e presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do Judiciário, Juiz do Trabalho Guilherme Guimarães Feliciano, ressaltou que o exemplo dos tribunais é capaz de inspirar toda a sociedade.

“Estimula-se pela palavra, mas arrasta-se pelo exemplo. O Judiciário precisa mostrar, na prática, que é possível adotar políticas sustentáveis e impactar positivamente comunidades e ecossistemas. Nossa missão é proteger o direito fundamental ao meio ambiente equilibrado, e o TJMT tem mostrado como isso pode ser feito”, pontuou o conselheiro.

Núcleo de Sustentabilidade: ações que transformam

Criado em 2015 e reestruturado em 2023 e 2024, o Núcleo de Sustentabilidade do TJMT é responsável por gerir o Plano de Logística Sustentável (PLS) e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), coordenar o Plano de Descarbonização, além de monitorar indicadores ambientais e fomentar boas práticas de consumo consciente, equidade, qualidade de vida e inclusão social.

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Autor: Vitória Maria Sena

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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