Finalizou nesta quarta-feira (1º.10), a capacitação ministrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), para servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).
Ao todo 35 profissionais, entre fiscais da Sema e policiais civis da Dema, participaram das instruções que tiveram inicio na segunda-feira (29.9), em Cuiabá, visando a atuação nas missões de fiscalizações ambientais.
Durante os três dias de curso (29, 30 de setembro e 1º de outubro), os alunos receberam treinamentos teóricos e práticos com incursões e exercícios em área rural de mata, preparados e ministrados pelos instrutores da Core.
Conforme o coordenador de Operações e Recursos Especiais, Frederico Murta, a iniciativa surgiu da Sema através do projeto de capacitações e formações continuadas realizado com apoio do Programa REM MT.
“Diante da parceria na prestação de apoio de escolta em ambiente hostil dos fiscais da Sema, foi solicitado à Core a formatação de um treinamento que contemplasse o nivelamento operacional dos procedimentos de atuação nas missões de fiscalizações ambientais”, destacou o delegado Frederico Murta.
Certificada pela Sema, a capacitação teve instruções de planejamento operacional, noções básicas de atuação de organizações criminosa, sobrevivência em área de mata e de navegação e orientação, procedimentos operacionais básicos para os fiscais quando estiverem sendo escoltados por equipes da Segurança Pública.
Além da cooperação institucional, a curso objetivou a atuação de forma mais integrada, trabalhar procedimentos padronizados, aumentar o nível de segurança das equipes trazendo mais eficiência nas operações de fiscalização.
A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (08.10) a eliminação e descarte de 1,6 tonelada de documentos cujo prazo legal de guarda já expirou. Ao todo, foram eliminadas 364 caixas, cerca de 50,96 metros lineares de papéis, enviadas para reciclagem em uma empresa especializada localizada no bairro Santa Isabel, em Várzea Grande.
O Processo para a eliminação de documentos públicos que perderam o prazo de validade é conduzido pelo Arquivo Central, unidade vinculada à Gerência de Almoxarifado, Patrimônio e Documentos, da Diretoria de Administração Sistêmica.
O Arquivo Central reúne o acervo documental produzido por delegacias e setores administrativos da instituição ao longo dos anos, abrangendo boletins de ocorrência, processos administrativos e segundas vias de inquéritos policiais.
A tabela de temporalidade estabelece o período de guarda do material nas fases corrente e intermediária, considerando seu valor administrativo, fiscal, legal e probatório. Concluído esse prazo, os documentos passam por criteriosa avaliação para definição de sua destinação final.
Procedimento
Após a seleção baseada nos prazos vigentes, elabora-se uma listagem oficial submetida à aprovação da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos e Gestão de Informação da Secretaria de Segurança Pública.
Em seguida, a relação é submetida à Superintendência de Arquivo Público de Mato Grosso e, quando necessário, ao Tribunal de Contas do Estado, assegurando que nenhum documento com valor histórico, cultural ou probatório seja descartado.
Por se tratar de dever constitucional (artigos 23 e 216 da CF) proteger e gerir a documentação pública, o descarte não autorizado de papéis de valor permanente constitui crime, exigindo total rigor no procedimento.
Descarte
O transporte das caixas é realizado por caminhão da empresa contratada, e o papel é fragmentado em maquinário próprio para transformação em insumo reciclado.
A ação atende às diretrizes da Resolução nº 40/2014 do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), que normatiza os procedimentos para descarte de documentos públicos.
Todo o trabalho em campo foi supervisionado por equipes policiais civis do Arquivo Central.
Classificação dos documentos
Arquivos são conjuntos documentais produzidos ou recebidos por entidades públicas, privadas ou pessoas físicas no exercício de suas atividades. Classificam-se em: correntes (de consulta frequente), intermediários (fora de uso corrente, aguardando descarte ou guarda definitiva) e permanentes (de valor histórico e probatório inestimável, devendo ser preservados continuamente).
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