Tribunal de Justiça de MT

39ª edição do Gemam reforça capacitação de juízes e fortalecimento do Judiciário em MT

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A busca permanente pelo conhecimento e o fortalecimento do Judiciário foi destaque durante a abertura da 39ª Reunião do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam-MT), realizada nesta sexta-feira (26 de setembro), na sede da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).

Na abertura, o desembargador Márcio Vidal, diretor-geral da Esmagis, destacou que o encontro é essencial para enfrentar os desafios atuais e refletir sobre o papel da magistratura diante de uma sociedade em constante transformação.

“Esta é a 39ª edição de um grupo de estudo dos magistrados em busca permanente pelo conhecimento, diante de tantas adversidades que vivemos atualmente. Os temas programados permitem justamente o diálogo entre colegas para afinar o conhecimento. Quem será beneficiada é a sociedade”, externou o desembargador.

O juiz Agamenon Moreno Júnior, secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), conduziu o primeiro tema debatido em conjunto com o juiz Bruno D’Oliveira Marques. Ele reforçou a relevância do grupo como espaço democrático de diálogo.

“O instituto foi formado há muito tempo e reúne todos os magistrados do estado. É oportunidade de trazer temas relevantes não só de forma estadual, mas nacionalmente, permitindo um debate franco e aberto. Hoje discutiremos o processo estrutural, a partir do Tema 698 do STF, que traz parâmetros fundamentais para decisões judiciais em políticas públicas”, pontuou o magistrado.

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A coordenadora do Gemam, juíza Alethea Assunção, destacou que o grupo é um espaço permanente de atualização e capacitação.

“Precisamos sempre estar lendo, estudando e nos atualizando sobre mudanças legislativas e interpretativas. Hoje, além dos temas ligados a processo civil e penal, teremos uma roda de conversa com o conselheiro do CNJ, Ulisses Rabaneda, para estreitar o diálogo e apresentar nossas dúvidas e angústias. Isso será extremamente positivo não apenas para os magistrados, mas também para o jurisdicionado”, descreveu.

Ela também lembrou que o diferencial do Gemam é a produção de conhecimento feita pelos próprios magistrados. “O grupo conta com 92 integrantes entre juízes e desembargadores. O diferencial é que os estudos são apresentados por nós mesmos. Criamos enunciados que servem de parâmetro para o julgamento, auxiliando diretamente na atividade final da prestação jurisdicional”, explicou.

O encontro contou também com a presença dos desembargadores Luiz Octávio Saboia, Rodrigo Curvo e Wesley Sanchez Lacerda, além de juízes e servidores. Ao longo do dia, os magistrados apresentarão trabalhos e participarão de rodas de debate.

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Programação da 39ª reunião

• 09h15 – Tema “Parâmetros para uma decisão em questões envolvendo políticas públicas – análise diante do Tema 698 do STF”, com os juízes Agamenon Moreno Júnior e Bruno D’Oliveira Marques.

• 10h30 – Tema “O papel das mulheres no tráfico de drogas”, com a juíza Edna Ederli Coutinho.

• 14h00 – Roda de conversa com o conselheiro do CNJ, Ulisses Rabaneda, e magistrados de MT sobre “Magistratura e CNJ, questões polêmicas”.

• 16h30 – Tema “Juiz sem rosto”, com o desembargador Marcos Machado e o juiz Vagner Dupim.

Sobre o Gemam

Criado em 2014, o Gemam reúne 92 magistrados de todas as regiões de Mato Grosso e se consolidou como um espaço de diálogo, aprendizado e uniformização jurisprudencial, sempre com o foco na melhoria da prestação jurisdicional.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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