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Cejusc do Superendividamento realiza campanha no Fórum de Cuiabá

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Em alusão à campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção ao suicídio e à valorização da vida, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Superendividamento realizou na quarta-feira (24 de setembro) a entrega de cartilhas sobre quais são os meios a que os consumidores com problemas financeiros podem recorrer para solucionar esse problema.

A gestora do Cejusc do Superendividamento, Rocio Reis, destacou a necessidade de ações como essa no fórum. O objetivo é oferecer acolhimento e orientação antes da pessoa iniciar negociações das dívidas, pois a situação de superendividamento pode levar a problemas emocionais graves, como ideação suicida.

O serviço do Cejusc busca receber ações de consumidores endividados e, primeiramente, encaminhá-los para apoio social e orientação, em vez de iniciar imediatamente o processo de negociação. “Essa divulgação é para conscientizar esses consumidores sobre como é feito o atendimento e quais as medidas que podem ser tomadas de acordo com cada situação” ressaltou a gestora.

O atendimento oferecido é psicossocial, combinando psicologia e serviço social, para entender o contexto familiar e de vida da pessoa. O objetivo é acolher, orientar e, se necessário, encaminhar para atendimento clínico, além de prevenir novas dívidas. A psicóloga que integra o Cejusc, Suiane Oliveira De Almeida, apontou os principais sintomas que as dividas causam nessas pessoas, como ansiedade, angústia, insônia e autocrítica devido às dívidas, impactando a sua saúde mental. “O nosso objetivo é acolher, orientar e, se necessário, encaminhar para atendimento clínico, além de prevenir novas dívidas”, finalizou a psicóloga.

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A campanha foi lançada em setembro de 2024 e se repetiu em 2025, em virtude da alta incidência de pessoas que estão com problemas financeiros. O superendividamento, por sua vez, é reconhecido como um fator de risco significativo para a vida. A psicóloga Evelyne Campos Podolan, que também faz parte da equipe, reafirmou a importância da campanha, do atendimento prestado, e de que essas pessoas saibam que podem recorrer à ajuda jurídica para se conciliarem com as dívidas. “Que elas tenham consciência sobre essas possibilidades e de que estamos aqui para ajudá-las a não ter essas dificuldades depois”, alertou Evelyne.

Para acessar os serviços, os interessados podem entrar em contato pelos seguintes canais:

E-mail: [email protected]

Telefone/WhatsApp: (65) 99342-2157

Atendimento virtual: balcaovirtual.tjm.tjus.br

Autor: Maria Eduarda Aquino (estagiária)

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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