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Maysa Leão cobra regulamentação de projetos de saúde mental no Setembro Amarelo

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Ana Cláudia Fortes – Assessoria vereadora Maysa Leão&nbsp

Durante a Tribuna desta terça-feira (02), na Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) destacou a importância da efetiva regulamentação de projetos de lei de sua autoria já aprovados pela Casa e que tratam da prevenção ao suicídio e do fortalecimento da rede de apoio em saúde mental.
A parlamentar lembrou que o mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, de conscientização sobre a valorização da vida e prevenção ao suicídio, mas reforçou que o tema precisa estar presente durante todo o ano nas políticas públicas municipais.
Entre os projetos citados, Maysa ressaltou a lei que institui o Programa de Saúde Mental, Prevenção de Depressão e Suicídio para Pais e Cuidadores Diretos de Pessoas com Deficiência no âmbito do Município de Cuiabá. O objetivo é oferecer suporte psicológico e terapêutico a pais, mães, avós e familiares que enfrentam a sobrecarga emocional do cuidado diário.
“Esse é, de forma simplificada, o programa de apoio à saúde mental dos pais e cuidadores diretos de pessoas com deficiência. Infelizmente, temos relatos de cuidadores que entram em depressão, sofrem ideação suicida e, em casos extremos, tiram a própria vida. Nosso papel é garantir que essas pessoas não se sintam sozinhas e que tenham acesso a uma rede de cuidados permanente”, afirmou a vereadora.
Outro projeto de autoria da parlamentar que aguarda regulamentação é o que dispõe sobre a publicização do Fluxograma da Jornada da Saúde Mental no Município de Cuiabá.
“Na prática, esse projeto cria um protocolo claro, um guia acessível para que qualquer pessoa saiba aonde recorrer em situações de crise em saúde mental. Muitas vezes recebemos ligações de pais desesperados, sem saber para onde levar seus filhos em surto. É preciso tornar público esse fluxo de atendimento, para que toda a sociedade tenha esse caminho seguro de orientação”, explicou Maysa.
A vereadora reforçou ainda que a prevenção do suicídio exige protocolos claros nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em toda a rede de atendimento. “O suicídio dá sinais e pode ser prevenido. Mas, sem protocolos instituídos, corremos o risco de não identificar quem está no limite. Precisamos transformar as leis aprovadas em políticas públicas efetivas e permanentes”, concluiu.
Se você ou alguém que você conhece precisa de ajuda, ligue 188 e fale com o CVV – Centro de Valorização da Vida.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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