A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite de terça-feira (15), a cerimônia da abertura oficial do Mutirão de Ortopedia e Urologia do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), e conta com o apoio do Legislativo Estadual, que destinou recursos para viabilizar as cirurgias.
O objetivo do mutirão é ampliar o acesso da população aos serviços especializados e reduzir a fila de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardam cirurgias ortopédicas e urológicas. Estão previstas, inicialmente, cirurgias de prótese de quadril, artroscopia de ombro e vasectomia.
A cerimônia foi presidida pelo primeiro secretário da ALMT, o deputado Dr. João (MDB), que destacou a importância da realização do mutirão como o início de uma série de ações semelhantes que devem ser ampliadas para outras especialidades. “Vamos continuar priorizando a realização de mutirões como esse. A fila é muito grande, e precisamos dar uma resposta rápida à população. Essa parceria entre a Assembleia, as secretarias de Saúde Municipal e Estadual, e o HMC é fundamental para avançarmos”, disse.
Segundo a secretária de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Sampaio, a expectativa é realizar pelo menos dois procedimentos cirúrgicos por dia, contemplando pacientes já acompanhados pelo ambulatório do próprio HMC. “O maior benefício é devolver qualidade de vida a quem está há meses ou anos esperando. Além disso, há demandas judiciais que precisamos atender e esse mutirão contribui para isso, reduzindo o sofrimento das pessoas”, afirmou.
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
O médico ortopedista Victor Spalatti destacou a importância da ação para pacientes com problemas ortopédicos crônicos, como lesões no quadril e ombro. “São 90 cirurgias programadas na área ortopédica. Há pacientes que estão esperando há mais de um ano, muitos deles afastados do trabalho, com dores e limitações. Esse mutirão vai possibilitar que essas pessoas voltem a ter uma vida ativa e produtiva”, explicou. Ele ressaltou ainda que, as cirurgias de urgência e emergência no HMC continuarão sendo realizadas normalmente.
Na área de urologia, o médico Thiago Rachid informou que o mutirão deve realizar, inicialmente, cerca de 40 cirurgias de vasectomia, além de outros procedimentos ambulatoriais. “A fila para atendimento urológico no SUS é extensa. Com essa ação, pretendemos não só diminuir, mas, quem sabe, zerar a fila da vasectomia em Cuiabá e avançar no atendimento de outras cirurgias urológicas”, completou.
O deputado estadual Júlio Campos (União), que também participou da cerimônia de abertura, reforçou o compromisso da Assembleia Legislativa em apoiar iniciativas que ampliem o acesso à saúde pública de qualidade. “A saúde pública enfrenta dificuldades, principalmente para a população mais carente, que depende do SUS. Por isso, a Assembleia destinou recursos e está presente, junto com a Prefeitura de Cuiabá, para reduzir a fila das cirurgias eletivas e garantir esse atendimento”, destacou.
“O Mutirão de Ortopedia e Urologia deve ocorrer pelos próximos três meses, sempre conciliando os procedimentos eletivos com as demandas emergenciais atendidas pelo hospital. A meta é dar celeridade às cirurgias, reduzindo o tempo de espera e promovendo mais dignidade aos pacientes”, concluiu a secretária de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Sampaio.
O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) defendeu, em pronunciamento durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), desta quarta- feira (17), a celeridade até 30 de junho de 2029, na votação do Projeto de Lei nº 386/2026, que prorroga o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef).
O parlamentar ressaltou que a medida é uma política de continuidade, essencial para assegurar que empresas beneficiárias de incentivos fiscais mantenham sua contrapartida ao Estado. Moretto enfatizou que o projeto não cria novos impostos nem aumenta a carga tributária para a população, sendo um mecanismo vital de financiamento para a saúde pública mato-grossense.
Atualmente, o Feef garante um aporte mensal de R$ 7 milhões, totalizando R$ 84 milhões anuais destinados integralmente à rede pública. Segundo o deputado, a interrupção dessa política significaria uma perda superior a R$ 350 milhões até 2029, impactando diretamente 142 municípios. “Não podemos permitir que a saúde de Mato Grosso perca esse recurso. São verbas que já sustentam hospitais filantrópicos, clínicas de hemodiálise e a atenção básica, e retirá-las agora causaria um prejuízo irreparável ao atendimento da nossa população”, alertou Moretto.
A estrutura de distribuição do fundo é estratégica e focada em resultados: 64% do montante é direcionado aos hospitais filantrópicos, 20% ao serviço de hemodiálise e 16% à atenção básica. Entre as instituições que dependem diretamente desses recursos estão unidades de referência como o Hospital Geral de Cuiabá, o Hospital de Câncer de Mato Grosso, a Santa Casa de Rondonópolis e o Hospital Santo Antônio de Sinop, além de outras 11 clínicas de hemodiálise que atendem mais de 3,6 milhões de habitantes pelo SUS.
Ao concluir, o deputado fez um apelo aos seus pares nas comissões parlamentares para que o projeto seja apreciado e votado com urgência, garantindo a estabilidade financeira necessária durante a transição da Reforma Tributária. Para Moretto, a manutenção do Feef é um ato de responsabilidade social, fundamental para evitar que a rede hospitalar sofra uma redução crítica em sua capacidade de atendimento e para assegurar a continuidade dos serviços que salvam vidas em todas as regiões do Estado.
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