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Virada Sustentável 2025 deixa peças artísticas em parques estaduais de Cuiabá

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A Virada Sustentável deixou 2 obras semi temporárias de legado para a cidade de Cuiabá. No parque Massairo Okamura a obra da artista indígena Kaya Agari e no parque Zé Bolo Flô a pintura em grafite Mulheres do Cerrado, do coletivo Manas do Mato. As obras ficarão expostas nas Unidades de Conservação estaduais por pelo menos um ano.

A partir de uma performance, práticas corporais, exercícios de sensibilização e roda de conversa, Kaya Agari realizou uma pintura ao vivo no parque Massairo Okamura enquanto realizava a atividade de reconexão com saberes ancestrais e territórios internos. Kaya é uma artista multidisciplinar, pesquisadora e produtora cultural com atuação no campo das artes visuais, performance e saberes tradicionais.


A obra em grafite do coletivo Manas do Mato celebra as mulheres e o cerrado mato-grossense unindo a beleza da natureza com a potência da figura feminina criando uma conexão com a cultura local e o bioma do cerrado. A pintura do Zé Bolo Flô faz uma composição das mulheres com ipês floridos, araras-azuis, lobos-guarás, tatu-canastra.

Além do mural, o chão do parque também ganhou, pelas mãos do grupo, novas cores com jogos, amarelinhas e trilhas numéricas, que estimulam a criatividade e o aprendizado de forma divertida. O coletivo é formado por um grupo de 26 mulheres, das quais 6 participaram do evento, que tem a proposta de promover um novo olhar sobre o espaço por meio da arte urbana, com foco na pintura e no grafite.

Outras duas obras também foram entregues durante a Virada, a revitalização da Concha Acústica e do coreto do Parque Estadual Mãe Bonifácia, pelo artista mato-grossense Victor Hugo dos Santos. As entregas fazem parte dos 25 anos da Unidade de Conservação, um dos principais espaços de lazer da capital mato-grossense.

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Atrações Musicais

Outro legado deixado pela Virada Sustentável 2025 foi a partitura da música Cidade Verde, de composição de Maria Lígia Borges Garcia, que ganhou um arranjo do Músico Fábio dos Santos Moreira para ser incluída na exibição de encerramento do evento, conduzido pela Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A Solista Vera Capilé cantou a canção acompanhada pela orquestra, com a presença da compositora Maria Lígia na plateia, que aos 97 anos se emocionou com a apresentação.


Além de Vera Capilé, que tem mais de 60 anos de carreira, considerada uma embaixadora da cultura cuiabana e representante da cultura de Mato Grosso em eventos nacional e internacional, outro convidado do show de encerramento foi Roberto Lucialdo, reconhecido como o Rei do Rasqueado, que levantou o público com suas conhecidas canções. A Orquestra Sinfônica da UFMT conduziu a apresentação que aconteceu na concha acústica do Parque Mãe Bonifácia, com um repertório que transita entre o universo clássico e o popular, com músicas eruditas conhecidas do grande público.

Outras atrações musicais da Virada aconteceram no sábado à tarde, no Parque Zé Bolo Flô, com o grupo Flor Serrana que levou o siriri raiz para os palcos do festival e à noite, no Parque das Águas, com apresentações do grupo de maracatu Buriti Nagô, do multiartista mato-grossense Henrique Santian, da cantora Estela Ceregatti e do samba raiz do grupo Sasminina.

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Virada Sustentável Mato Grosso 2025

O evento aconteceu entre os dias 29 de maio e 1º de junho em Rondonópolis e entre os dias 4 e 8 de junho em Cuiabá. As duas cidades tiveram como atração em comum uma capivara de quatro metros de altura e um filhote, criação do artista paulistano Eduardo Baum, que atraiu centenas de pessoas para apreciação e registro fotográfico. O objetivo da obra é realçar o protagonismo silencioso desse animal silvestre na manutenção do equilíbrio ambiental.

O público presente durante os 4 dias de eventos na capital mato-grossense foi de 6.567 pessoas, nas 60 ações organizadas pela produção e parceiros. 249 pessoas estiveram envolvidas diretamente na programação.


Em Rondonópolis o público estimado foi de 2.870 pessoas, nas 33 ações realizadas pela organização e parceiros e 135 pessoas envolvidas na programação.

Parceiros

A Virada Sustentável Mato Grosso 2025 é uma realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Virada Sustentável, com apoio do Governo Federal via Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Rumo Logística, através do Instituto Rumo.

O evento recebeu apoio da Prefeitura de Cuiabá, Prefeitura de Rondonópolis, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), TV Centro América, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Museu de Arte e Cultura Popular, Cineclube Coxiponés, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Sesc e Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Governo MT – MT

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Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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