Ministério Público MT

Único abrigo beneficente atende 94 idosos e mais 58 aguardam vaga

Publicado em

Com 48 mulheres e 46 homens abrigados atualmente, a Fundação Abrigo Bom Jesus é a única instituição beneficente que recebe idosos em situação de vulnerabilidade em Cuiabá. Atualmente, somente na fila dos Centros de Referência e Assistência Social da capital mato-grossense, 58 idosos aguardam por uma vaga na instituição. O cenário foi apresentado nesta quarta-feira (19) pela presidente da fundação, Márcia Ferreira, em entrevista concedida à Rádio CBN Cuiabá, como parte da campanha de enfrentamento à violência contra a pessoa idosa realizada neste mês pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros.

Segundo ela, apenas nos últimos seis meses, 15 idosos vítimas de abandono foram acolhidos pela instituição. Desse grupo, quatro foram abandonados em hospitais. São casos em que o familiar levou o idoso para receber o atendimento médico e nunca mais voltou. “Muitas vezes, esse idoso tem sérios problemas de saúde e para o hospital já seria um doente em fase terminal. Apesar de não sermos uma instituição de saúde, acabamos nos solidarizando e acolhendo”, explicou a presidente.

Leia Também:  Policial penal e mais 10 réus são condenados por organização criminosa

A Fundação Abrigo Bom Jesus é uma instituição de longa permanência que se mantém com doações da iniciativa privada e com recursos oriundos de convênios firmados com o poder público municipal. Gerenciada por um Conselho Deliberativo, integrado por 19 conselheiros que exercem suas atividades de forma voluntária, a instituição possui atualmente 70 funcionários.

Segundo a presidente da fundação, a folha mensal de pagamento desses profissionais totaliza R$ 185 mil. Existe um convênio firmado com a Secretaria de Assistência Social do Município que garante à instituição repasse mensal de R$ 130 mil. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso também já realizou destinações de recursos oriundos de termos de ajustamento de conduta para realização de projetos na entidade, a exemplo da recente reforma da ala feminina da unidade.

Espaço de alegria – Embora as razões que os levaram ao abrigo normalmente estejam associadas a sofrimentos, a presidente da Fundação, Márcia Ferreira, assegurou que na unidade os idosos são felizes. “Não é um espaço de tristeza, é um espaço de muita alegria”, enfatizou.

Leia Também:  Em atividade há 59 anos, Empaer atende mais de 30 mil agricultores de MT por ano

Para assegurar o convívio social dos idosos, ela explica que são desenvolvidos vários projetos. Hidroginástica, passeios ao shopping, idas ao pesque e pague, rodas de viola, aulas para alfabetização e oficinas de artesanato são alguns dos atrativos. “No dia dos namorados, por exemplo, três casais que se conheceram no abrigo foram almoçar em um restaurante”, comentou.

Serviço – Caso você tenha interesse em colaborar com a unidade, nesta semana a principal demanda é por desodorante spray, creme hidratante e talco. Agendamento de visitas pode ser feito pelo número (65) 98112-0188.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Parceria leva jogo educativo sobre violência às escolas

Published

on

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) firmou, nesta terça-feira (9), parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, por meio da difusão do jogo educativo “Quebrando o Ciclo, Salvando Vidas” nas escolas do estado.O projeto já conta com a atuação do MPMT, que viabilizou a produção dos primeiros exemplares e articulou a apresentação da ferramenta ao presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, em encontro com o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, e com a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Violência Doméstica e Estudos de Gênero, procuradora de Justiça Elisamara Portela.A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação e promover a conscientização de crianças, adolescentes e adultos sobre a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência e os caminhos para a prevenção e ruptura de ciclos de agressão. Desenvolvido pelo subtenente Mariano Neto de Souza, da Polícia Militar de Mato Grosso, o jogo utiliza metodologia lúdica e interativa.Para dar escala à iniciativa, Sérgio Ricardo anunciou que vai sugerir a adoção do projeto em todo o estado. “Vamos sugerir a adoção dessa ferramenta para os estudantes, para levar conhecimento sobre o que é a Lei Maria da Penha, o que é a violência contra a mulher, como se combate, como se previne e o que fazer quando a violência chega.”Durante a agenda, a procuradora de Justiça também destacou outras ações de enfrentamento ao feminicídio. “Hoje percebemos o entusiasmo do presidente com o projeto. O Tribunal vem desenvolvendo um trabalho extremamente relevante sobre esse tema, principalmente após a homologação da auditoria que desenhou o cenário do combate à violência doméstica, e por isso também percebeu a importância dessa ferramenta”, disse.Para as instituições, a iniciativa representa um avanço estratégico na promoção de políticas públicas voltadas à prevenção do feminicídio e à proteção das mulheres. O uso de recursos educativos inovadores amplia o alcance das ações institucionais e fortalece a cultura de enfrentamento à violência de gênero desde a formação cidadã.A parceria com o TCE-MT possibilitará a expansão do projeto em todo o estado, incluindo a capacitação de professores e a inserção da ferramenta em ambientes escolares e espaços da rede de assistência social.Histórias reais no tabuleiro – as cartas do jogo são baseadas em casos reais atendidos pelo subtenente, que atua na Patrulha Maria da Penha. A cada rodada, o jogador toma decisões diante de situações de violência doméstica e avança pelo tabuleiro conforme as escolhas que levam à proteção da vítima, como a busca por ajuda e por serviços de assistência.“É um jogo dinâmico que tem o objetivo de trazer as pessoas para a realidade dos fatos, envolvendo fatores de risco e de proteção que têm colaborado para que a mulher permaneça no ciclo da violência, entre na espiral da morte e acabe perdendo a sua vida”, explicou Mariano.Para a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, o formato lúdico ajuda as pessoas a reconhecerem situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. “Às vezes nós não percebemos a violência, a gente, de alguma forma, naturalizou aquela ação.”Além disso, o formato de jogo tem alcance especial entre o público mais jovem. “Estamos falando de crianças, de adolescentes, cidadãos ainda em formação. Muitas vezes, por meio do lúdico, se consegue fixar mais o conhecimento do que através dos livros, das disciplinas ou mesmo das lições dos professores”, afirmou Eickhoff.

Leia Também:  Projetos realizados pelo MPMT são apresentados à Corregedoria Nacional

Com informações da assessoria de imprensa do TCE-MT
Fotos: Alair Riberio/TCE-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA