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Prefeito de Cuiabá recebe rei e rainha da tradicional festa de São Benedito 2024

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, recebeu a visita do rei e da rainha da tradicional festa de São Benedito para discutir os preparativos em torno do evento religioso tradicional, que será realizado de 4 a 7 de julho, na Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. A visita foi realizada no dia 4 de junho.

A expectativa para 2024 é de que, em quatro dias de festa, ao menos 48 mil pessoas passem pelo evento. No que diz respeito à grande procissão, que acontece tradicionalmente no último dia de festa, o público estimado é de 60 mil pessoas, conforme o rei Robson Garcia.

Realizada há mais de 300 anos, desde a construção da igreja, a festa começa sempre às 5h da manhã com a Missa Campal em Ação de Graças a Deus e Honra ao Glorioso São Benedito, que é celebrada na rua lateral de São Benedito. Em seguida, é servido o tradicional ‘Tchá cô Bolo’ e, à noite, a partir das 18h, acontece o evento cultural, que é popularmente conhecido entre os cuiabanos.

“É uma alegria muito grande poder recebê-los aqui no meu último mandato, honrando a tradição como um verdadeiro cuiabano de ‘chapa e cruz’ e é um prazer enorme fazer parte disso, até porque a festa de São Benedito é a verdadeira expressão da cuiabania, é a festa mais popular e que melhor representa os nossos valores, história, cultura e tradição”, celebrou o prefeito Emanuel Pinheiro.

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Escolhido rei para o festejo deste ano, Robson celebrou a oportunidade e contou emocionado sobre a alegria ao receber o título como forma de reconhecimento perante a devoção e os trabalhos prestados à igreja.

“Eu praticamente nasci dentro da igreja de São Benedito. Eu me emociono porque, no meu caso, quando eu nasci, o médico me deu uma semana de vida. Minha mãe veio conhecer São Benedito através do meu avô paterno, que disse que se ela me entregasse nas mãos de São Benedito, ele me curaria. E nisso ela fez uma promessa, de que durante sete anos me levaria à missa, às terças-feiras de madrugada, a pé. E assim ela fez, sete anos, essa promessa. E agora já estou aqui, beirando os 54 anos e sendo rei dessa linda festa em homenagem a São Benedito”, disse.

Na ocasião, a rainha Idê Gonçalves Guimarães, de 81 anos, destacou a honraria em torno do título, que demora cerca de um ano até que seja oficialmente definido pelos festeiros da celebração.

“É uma coisa muito linda, uma honra muito grande, até porque não é qualquer pessoa que pode ser rei ou rainha da festa. É um processo bem minucioso e muito bem escolhido, que demanda um ano inteiro. Para ser rei ou rainha é preciso ser uma boa pessoa, católica, perante a Deus e a São Benedito, sem contar que é preciso ser uma pessoa que faça muita caridade, que ajude o próximo, os mais pobres. Então, existem muitas responsabilidades”, contou Dona Idê.

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Nascida no dia 4 de julho, primeiro dia da festa de São Benedito, Marinalva Benedita do Nascimento comemora 55 anos este ano. Seu nome advém de uma promessa feita pela mãe, que durante o parto, avistou uma bandeira de São Benedito pela janela do quarto.

Conforme a devota, no dia em que nasceu, a mãe prometeu ao santo que caso a criança fosse um menino, ele se chamaria ‘Benedito’ e, se fosse menina, ‘Benedita’.

“Minha mãe estava grávida e, quando ela viu a procissão pela janela e passou a bandeira de São Benedito, ela pediu para que o santo intercedesse por mim. Quando ela fechou a boca, eu nasci, justamente no dia da festa de São Benedito. Por isso que eu sou animada, alegre e feliz. Desde então, eu comemoro a festa todo ano, enquanto tiver saúde”, assegurou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Segunda instância mantém decisão e nega pedido do MP para bloquear R$ 15 milhões de Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso manteve, em segunda instância, o entendimento da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá e negou o pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para o bloqueio imediato de R$ 15 milhões das contas do Município. A decisão, assinada nesta segunda-feira (10), reconhece que não estão presentes, neste momento, os requisitos necessários para a adoção da medida e reforça a necessidade de complementação das provas sobre as políticas de proteção e bem-estar animal.

O posicionamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ocorre após decisão de primeira instância que já havia rejeitado o bloqueio dos recursos e determinado a realização de novas diligências técnicas. Com isso, a segunda instância reitera a avaliação de que a Prefeitura de Cuiabá vem apresentando avanços e ações concretas na estruturação dos serviços destinados aos animais, não havendo, neste momento, elementos suficientes para justificar uma medida de tamanha gravidade contra os cofres públicos.

Na decisão de primeiro grau, o juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente, destacou que o Município apresentou documentos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal. Entre os elementos considerados estão o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento realizado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).

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O magistrado também levou em consideração uma vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril, que registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.

Mesmo diante da argumentação apresentada pelo Ministério Público, a Justiça entendeu que ainda existem pontos que precisam ser esclarecidos por meio de provas técnicas antes de uma eventual indisponibilidade dos R$ 15 milhões. Por isso, foram solicitados à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) relatórios, laudos, registros fotográficos e outros documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.

Ao analisar o recurso do MP, a segunda instância reconheceu a plausibilidade das razões apresentadas pelo órgão, mas considerou que não ficou demonstrado o risco necessário para uma decisão imediata. A decisão afirma: “Nesse contexto, a despeito da plausibilidade jurídica das razões recursais, não se evidencia, por ora, perigo de dano grave, de difícil ou impossível reparação que justifique o deferimento da medida antecipatória pleiteada.”

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O entendimento mantém, portanto, a decisão de primeiro grau e permite que o processo prossiga com a produção das provas determinadas pela Justiça. O Ministério Público também deverá apresentar um plano emergencial detalhando a eventual aplicação dos R$ 15 milhões, caso o bloqueio seja posteriormente autorizado.

A decisão de primeira instância ainda encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental, com o objetivo de buscar uma solução consensual entre as partes para o cumprimento das obrigações previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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