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Bombeiros finalizam capacitação em técnica que garante a proteção da fauna e flora do Cerrado contra incêndios florestais

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) finalizou o 1° Curso de Queimas Prescritas da corporação, com a capacitação de 14 militares na técnica que tem por objetivo garantir a proteção da fauna e flora do Cerrado mato-grossense e evitar incêndios florestais na região. Todos os participantes receberam certificado de conclusão em solenidade que aconteceu no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).
O curso faz parte do cronograma de ações preventivas do Governo de Mato Grosso e foi ministrado de 27 de maio a 07 de junho para capacitar os militares na técnica de queima prescrita, que é uma importante ferramenta de manejo do fogo utilizada para reduzir o risco de incêndios florestais de grandes proporções. Durante o treinamento, os participantes aprenderam sobre o planejamento, a execução e o monitoramento de queimas controladas.


Na cerimônia, o comandante-geral adjunto e chefe do Estado Maior, coronel Ricardo Bezerra Costa, destacou os trabalhos realizados pela corporação e os investimentos do Governo que permitiram a execução dessa capacitação que, lembrou ele, é inédita e fundamental para o enfrentamento dos desafios relacionados aos incêndios na região.
“Graças a um consistente trabalho e aos investimentos especialmente durante a atual gestão do Governo Estadual, que investiu na execução do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais, conseguimos elevar o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso a um patamar de excelência que extrapola as fronteiras do Brasil”, destacou o comandante-geral adjunto.
Ele reforçou que atualmente o CBMMT é reconhecido nacionalmente e internacionalmente pela expertise em diversas frentes, como busca e salvamento com cães, mergulho e Atendimento Pré-Hospitalar.
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De acordo com a comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, tenente-coronel Pryscilla Jorge Machado de Souza, esse curso de queima prescrita faz parte de um conjunto de ações preventivas realizadas e previstas no plano de operações para a temporada de incêndios florestais na região e é de suma importância que os bombeiros possuam esse conhecimento técnico para ser aplicado na prática.
“Essa expertise adquirida pelos profissionais será crucial para auxiliar e potencializar as ações de combate aos incêndios florestais, reduzindo os danos e protegendo vidas, propriedades e o meio ambiente”, disse a coronel.
Para o capitão BM Rivaldo Miranda de Andrade, que participou do curso, essa iniciativa representa um marco relevante na atuação do Corpo de Bombeiros para a proteção das florestas e do meio ambiente como um todo.
“Ao participar deste curso pude compreender melhor a complexidade e a importância dessa técnica de manejo do fogo. A explicação detalhada do instrutor sobre os objetivos e os procedimentos envolvidos nas queimas prescritas foi fundamental para que eu e meus colegas estejamos mais preparados para lidar com essa ferramenta de forma segura e eficaz”, disse o capitão.
A capacitação teve carga horária total de 260 horas aula, sendo as instruções teóricas realizadas no Batalhão de Emergências Ambientais, que abordou temas como ecologia do fogo, geotecnologias aplicadas, uso tradicional do fogo, comportamento do fogo, meteorologia aplicada, planejamento de queima e atividades práticas de queima prescrita que ocorreram na área de proteção ambiental de Chapada dos Guimarães.


O coordenador do curso major BM Leandro Jorge de Souza Alves, explicou a importância da queima prescrita que foi realizada no entorno do Mirante Alto do Céu e que a mesma é uma técnica de manejo do fogo utilizada para prevenir grandes incêndios florestais e consiste em queimar a vegetação de forma controlada e planejada em áreas estratégicas.
“O objetivo principal é reduzir a quantidade de material combustível, como folhas secas, galhos e arbustos, que se acumula naturalmente. Ao reduzir essa carga de combustível, quando um incêndio acidental ocorrer nessas áreas, ele terá menos material para se alimentar e, portanto, será menos intenso e mais fácil de controlar. Trata-se de uma técnica complexa que exige planejamento cuidadoso, treinamento de equipes e monitoramento constante. Quando bem executada, a queima prescrita se mostra uma ferramenta muito eficaz na prevenção de incêndios florestais”, explicou o tenente.
Período proibitivo
Neste ano, o período proibitivo de uso do fogo foi ampliado e contará com prazos diferentes para os biomas mato-grossenses. Na Amazônia e Cerrado, fica proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas entre 1° de julho e 30 de novembro. Já no Pantanal, a proibição se estende até 31 de dezembro.

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Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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