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Corregedoria Participativa capacita servidores em Painéis Ciência de Dados em Tangará da Serra

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Durante o Programa Corregedoria Participativa além das visitas institucionais, correições e inspeções do sistema prisional a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) realiza treinamentos com os servidores das unidades judiciais. Nesta quarta e quinta-feira (17 e 18 de abril), o gestor do Núcleo de Justiça Digital dos Juizados Especiais, Marcos Girão, capacitou sete magistrados e cerca de 60 servidores de gabinete e secretaria das unidades judiciárias de Tangará da Serra nos Painéis Ciência de Dados (OMNI).
 
“Aproveitamos esse contato nas comarcas do interior para ministrar esse curso e orientar sobre o quão interessante é a utilização desse sistema na obtenção de melhores índices e, consequentemente, na melhora da performance das unidades em atendimento das metas é o nosso objetivo”, explicou o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva.
 
Segundo o gestor do Núcleo de Justiça Digital dos Juizados Especiais, Marcos Girão, responsável pela capacitação, os painéis ajudam a definir estratégias mais assertivas, garantem eficiência operacional, além de reduzir custos e riscos.
 
“Um dos pontos principais é que utilizamos os dados da Comarca, eles olham para a realidade deles, diferente de cursos. Isso os auxilia a encontrar problemas e soluções que às vezes eles nem tinham noção”, destacou.
 
A assessora da juíza Edna Ederli Coutinho, Bruna Passos, elogiou a iniciativa. “Estou achando a experiência incrível, oportunidade de aprender mais sobre os painéis, que são ferramentas excelentes para a gente achar os gargalos e assim trabalhar de forma estratégica. E como a Corregedoria estará aqui por mais de um dia podemos tirar dúvidas na medida que vamos utilizando”, enfatizou.
 
Sobre o Programa – Corregedoria Participativa busca, principalmente, fortalecer os vínculos entre o Poder Judiciário e a comunidade, fomentando a transparência e a participação cidadã nas atividades judiciais. A iniciativa visa garantir uma Justiça mais acessível e eficiente, considerando as especificidades e demandas de cada comarca.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: o palestrante Marcos Girão está em pé e fala em frente de um telão aos servidores.
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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