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Governo de MT lança ferramenta que reúne processos seletivos de órgãos estaduais

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A Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) desenvolveu um sistema para reunir em um só lugar os editais de processos seletivos estaduais para atender as demandas dos órgãos estaduais e facilitar o acesso dos interessados. O Sistema Estadual de Seleção de Mato Grosso (Sies-MT) já está em funcionamento.
  • Para acessar o sistema, clique AQUI
O secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, explicou que essa é mais uma ferramenta desenvolvida pela secretaria visando atender as demandas de contratação emergencial dos órgãos estaduais.

“A ferramenta está pronta, em funcionamento, e será aperfeiçoada conforme as necessidades”, destacou o secretário, ao mencionar que novas funcionalidades irão compor o Sistema.

Com o SiesMT, será possível gerar documentos que facilitarão a prestação de contas ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O cidadão terá acesso a todas as oportunidades para as quais poderá se candidatar num único ambiente, com mais praticidade.

Entidades e órgãos estaduais que lançarem os editais continuarão com a responsabilidade de estabelecer os critérios da seleção, contando também com o apoio da Seplag e o suporte da Superintendência de Tecnologia da Informação desta secretaria de governo.

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A unidade demandante do Executivo Estadual é quem parametriza os campos de atribuições para o preenchimento por parte dos candidatos e define os critérios no SiesMT.

Seletivo em andamento

O primeiro edital executado com essa metodologia foi o da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que está em andamento para a contratação temporária de analistas de Tecnologia da Informação. Os candidatos podem acompanhar o processo via SiesMT.

A fase de inscrição exigiu cadastro no MT Login, mas é possível também acesso ao sistema utilizando as credenciais do Portal do Governo Federal. Caso o candidato possua cadastro em uma dessas plataformas, os seus dados são automaticamente importados, sendo necessária apenas a verificação para fins de atualização.

Transformação Digital

Em maio de 2021 foi instituído o Decreto Nº 951 que prevê estratégias governamentais para a transformação digital, principalmente por meio da desburocratização, eficiência e inovação dos serviços prestados aos cidadãos mato-grossenses.

O processo de transição nas questões operacionais dos órgãos resulta na eficiência do acesso aos serviços prestados à sociedade, como o MT.Login, que funciona como um cadastro único do usuário para ter acesso aos serviços digitais da competência pública estadual.

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Apesar de assegurada no quinto eixo do Plano Plurianual 2024-2027 (PPA), a digitalização de serviços antecede esse documento. O Decreto 338 de junho de 2023, responsável por instituir a Agenda Estratégica Digital 2023-2027, dispõe de 106 iniciativas para que essa transformação digital ocorresse.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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