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Aplicativo possibilita autoconhecimento e segurança digital aos jovens

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A pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a organização não-governamental New School incluiu em seu aplicativo mais duas trilhas educacionais, uma sobre segurança digital e a outra sobre autoconhecimento por meio da comunicação não-violenta. O projeto, denominado “Protagonismo Juvenil”, foi desenvolvido com recursos na ordem de R$ 250 mil destinados pelo Banco de Projetos e Entidades do Ministério Público (Bapre). 

O aplicativo é gratuito (baixe aqui). Ao acessar, além de adquirir conhecimento, o usuário acumula “nozes” (pontos) e ainda pode ganhar prêmios. Em Chapada dos Guimarães e região, local em que o projeto foi executado, 25 mil jovens já foram impactados. 

Segundo o promotor de Justiça Leandro Volochko, a iniciativa foi desenvolvida com os alunos das escolas Coronel Rafael Siqueira e Ana Tereza Albernaz. O aplicativo da New School trabalha a Base Nacional Curricular da Favela (BNCF) que, por sua vez, é um recorte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Com uma linguagem acessível e partindo da realidade dos jovens do município, o projeto trabalhou também a autoestima dos alunos, despertando em cada participante o potencial de se tornar protagonista da sua jornada. 

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“Por meio do conteúdo produzido, os jovens foram estimulados a promover reflexões para mudança de comportamentos e hábitos, tornando-os seres questionadores, para que possam cada vez mais serem responsáveis por suas escolhas e seu destino. Trabalhamos fortemente a comunicação não-violenta para solução de conflitos”, ressaltou o promotor de Justiça.

Segundo ele, durante o projeto a equipe da ONG realizou visitas às escolas em Chapada dos Guimarães e as entregas foram materializadas com a apresentação de audiovisuais. Os vídeos foram produzidos pela New School com a participação dos alunos, que foram os atores. 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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