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Sessão especial na AL tem homenagens a 24 cidadãos pelos serviços prestados a MT

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Em sessão especial realizada na quinta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado Wilson Santos (PSD)  homenageou várias personalidades pelos relevantes serviços prestados no estado. Cidadãos que contribuíram para o desenvolvimento do estado de Mato Grosso foram agraciados com títulos de cidadão mato-grossense, moções e comenda.

“São cidadãos que se destacaram em prol da democracia e desenvolvimento de Mato Grosso. Nada mais justo do que homenageá-los com essas honrarias e reconhecimento público pelos serviços prestados”, destacou Santos.

De acordo com o deputado, o Parlamento tem a prerrogativa de conceder, em nome da sociedade mato-grossense, títulos e honrarias àqueles que ajudaram a construir um estado.

“Mato Grosso não é uma obra de poucos, alguns têm mais visibilidade e se colocam na posição de celebridade, mas tem muita gente anonimamente trabalhando para a construção do estado nas mais diversas áreas, como economia, setor das artes, cultura, esportes, diplomacia, entretenimento, enfim, nós fazemos questão de todo ano, de maneira muito cuidadosa, escolhermos aqueles cidadãos que vieram de outros estados e os que nasceram também aqui para que recebam essas honrarias”, esclareceu Santos.

O engenheiro civil Ronaldo Taveira foi um dos 24 homenageados e recebeu a Comenda Dante de Oliveira. Oriundo de Alto Araguaia, Taveira chegou a Cuiabá em 1972 para trabalhar no ramo de topografia.

“Essa homenagem é um reconhecimento do que eu fui e sou na vida. Devo muito ao Dante de Oliveira e receber essa honraria demonstra meu carinho por ele. Gostei muito”, disse Taveira.

“A Comenda Dante de Oliveira é mais uma das diversas comendas que a Assembleia concede a cidadãos que, de uma forma ou de outra, contribuíram para o desenvolvimento desse estado”, falou o deputado.

Foto: Ronaldo Mazza

O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristiano Dresch, foi agraciado com o título de cidadão mato-grossense. Adquirido pela família Dresch em 2009, o clube vem se destacando no cenário esportivo nacional desde sua ascensão à primeira divisão do Campeonato Brasileiro, a qual disputa há quatro anos.

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“Essa homenagem é importante porque nos sentimos agradecidos. Me sinto mato-grossense há muito tempo, pois estamos aqui desde 1981 e representamos o nome de Mato Grosso no peito do clube em todas as viagens que fazemos. Somos um representante de Mato Grosso fora do estado e do Brasil. Um orgulho imenso estar aqui hoje, pois o deputado Wilson Santos é um grande parceiro do Cuiabá [Esporte Clube] em outras ações”, opina Dresch.

Segundo o presidente do Cuiabá, o futebol brasileiro está passando por uma transformação muito grande, se organizando para formar uma liga forte num futuro próximo.

“O Cuiabá Esporte Clube está inserido nesse momento, podemos esperar para os próximos anos uma profissionalização muito maior no futebol brasileiro e, para isso, precisamos investir. O que vai sustentar o Cuiabá no cenário nacional em longo prazo é a categoria de base, trabalho social nas escolinhas, temos exemplos de garotos na própria seleção brasileira, que é o Riquelme”, exemplificou Dresch.

“O que vai fortalecer o Cuiabá é o investimento no centro de treinamento, que está em fase de construção. Trata-se de uma obra grande com investimento alto que programamos num prazo de término em três anos para reforçar ainda mais o Cuiabá”, disse ele.

Outro ponto abordado por Dresch é que, dentro do contexto nacional, o Cuiabá é um clube muito jovem. “Jogamos o Campeonato Brasileiro com equipe que tem mais de 100 anos. Isso demonstra que estamos trabalhando muito para chegar aonde almejamos, ainda é cedo, porque queremos muito mais”, revelou.

“Nossa família participa do clube desde o início, quando o adquirimos em 2009. Estamos vindo de uma ascensão muito grande nos últimos anos, mesmo com as dificuldades de disputar e se manter na Série A, que tem equipes tradicionais. É um desafio que vencemos diariamente para manter o clube onde está”, explicou.

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Durante a sessão, Dresch afirmou também que o principal projeto do Cuiabá é se solidificar no cenário brasileiro e, para isso, o time precisa permanecer o maior tempo possível jogando a primeira divisão. “A Série A traz uma arrecadação grande com receita alta, podendo investir na estrutura do clube com boa categoria de base. Acredito que estamos no caminho certo, mas o trabalho sério precisa ser mantido diariamente”, colocou ele.  

A vice-presidente do Tribunal de Defesa de Prerrogativas dos Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Regina de Oliveira Dessunte, explicou que a homenagem da Assembleia é o reconhecimento dos profissionais em prol da classe.

“Essa homenagem veio num momento muito oportuno para a gente, pois lutamos arduamente para a defesa das prerrogativas dos advogados. Elas são as garantias que os advogados possuem em exercer a sua livre profissão, sem censura, sem subordinação. São os advogados que trabalham em prol da classe. Essa homenagem representa o reconhecimento do nosso trabalho, já que lutamos diante das classes, trabalhando livremente com respeito e sem temor”, lembrou Dessunte.

Comenda Dante de Oliveira:

Ronaldo Taveira

Título de cidadão mato-grossense:

Alessandro Dresch

Cristiano Dresch

Gilberto Silvério de Almeida

Manoel Dresch (in memoriam)

Marcelo Eugênio

Marcos Antônio Sguarezi

Entrega das moções:

André Stumpf Jacob Gonçalves

Alfredo da Mota Menezes

Carlos Henrique Nascimento Areco

Cervejaria Louvada

Crislaine Paula Costa Campos

Edgleyton Barbosa da Silva

Edson Ricardo de Andrade

Gilberto Maltz Scheir

Lídio Modesto da Silva Filho

Luciano Carvalho do Nascimento

Luciene Carvalho

Lucimar Sacre Campos

Maksues Leite

Mohamed Ali Hammoud

ONG Protetores das Águas Rondonopolitanas

Pamela Ghiotte Mateus

Regina de Oliveira Dessunte

Fonte: ALMT – MT

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Audiência na ALMT reúne autoridades e municípios para definir proposta de acordo sobre áreas de divisa entre Mato Grosso e Pará

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (2), no auditório Milton Figueiredo, audiência pública para debater as propostas complementares ao acordo em discussão no Termo de Conciliação conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que serão apresentadas ao Estado do Pará diante das exigências formuladas por Mato Grosso. O debate foi requerido pelos deputados estaduais Nininho (Republicanos) e Diego Guimarães (Republicanos) e reuniu prefeitos, vereadores, produtores rurais, representantes da Procuradoria-Geral do Estado, da Procuradoria da ALMT e lideranças da região afetada.

O objetivo foi reunir informações técnicas e documentadas sobre os impactos enfrentados pelos municípios mato-grossenses que prestam serviços públicos em comunidades localizadas em território administrativamente pertencente ao Pará, mas que dependem, na prática, da estrutura de Mato Grosso para acesso à saúde, educação, segurança, transporte escolar, infraestrutura e defesa agropecuária. O material servirá de base para a proposta que será apresentada ao STF dentro do prazo estabelecido durante a audiência de conciliação realizada em Brasília.

O procurador da Assembleia Legislativa Bruno Willames Cardoso Leite afirmou que a abertura da conciliação representa um avanço importante para Mato Grosso. Segundo ele, o processo caminhava para um desfecho desfavorável ao Estado, mas a mobilização da Assembleia Legislativa, dos prefeitos e das lideranças da região levou o Pará a reconhecer a necessidade de discutir soluções para os prejuízos enfrentados pelos municípios e moradores das áreas de divisa.

“Era um processo praticamente encerrado, com causa ganha para o Pará. A atuação da Assembleia Legislativa, dos deputados e dos prefeitos, conseguiu fazer o Pará dar um passo atrás e reconhecer sua omissão. O problema não passa apenas pela linha territorial. O problema passa pela vida e pela dignidade de milhares de pessoas”, destacou.

Bruno explicou que a audiência foi estruturada para produzir encaminhamentos concretos. Segundo ele, os municípios precisam apresentar documentos que comprovem os gastos realizados e os problemas enfrentados, pois essas provas serão fundamentais para embasar pedidos de ressarcimento dos serviços já prestados e também mecanismos de compensação quando o Pará, por limitações geográficas, não conseguir atender determinadas comunidades.

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O procurador apresentou os principais eixos que deverão compor a proposta de acordo, entre eles saúde, educação, transporte escolar, assistência social, segurança pública, sanidade animal, bitributação, regularização fundiária, crédito rural e governança da transição. Explicou ainda que todas as contribuições da audiência serão incorporadas à petição que será protocolada pela Procuradoria-Geral do Estado em conjunto com a Assembleia Legislativa.

Entre os pontos destacados por Bruno Leite está a situação da sanidade animal, que, segundo ele, compromete a competitividade dos produtores da Gleba São Benedito. Como a região integra o bloco sanitário do Pará, os produtores ficam impedidos de acessar mercados internacionais já habilitados para Mato Grosso. Outro problema é a bitributação, que aumenta os custos da produção e reduz a competitividade da atividade agropecuária.

O procurador ressaltou que o acordo busca minimizar os prejuízos enfrentados atualmente pela população, mas não encerra a discussão sobre a divisa entre os estados. Segundo ele, novos mapas históricos e documentos cartográficos identificados pela equipe técnica poderão subsidiar futuras medidas judiciais sobre a delimitação territorial, caso o acordo não contemple integralmente os interesses de Mato Grosso.

O deputado Nininho explicou que a audiência dá continuidade às tratativas iniciadas junto ao ministro Flávio Dino, responsável pela condução da conciliação entre os dois estados.

Segundo o parlamentar, após a audiência de conciliação e a reunião técnica realizadas em Brasília, ficou estabelecido que Mato Grosso apresentará até o próximo dia 10 de julho um relatório contendo os custos assumidos pelos municípios para atender as comunidades localizadas nas áreas de divisa.

“Estamos buscando fatos novos e informações concretas sobre a questão territorial, mas, enquanto isso, precisamos encontrar um termo de cooperação para acolher essas pessoas que moram, trabalham e produzem naquela região. Elas não podem ficar isoladas, sem saúde, educação, segurança e infraestrutura”, afirmou.

Coautor do requerimento da audiência, o deputado Diego Guimarães destacou que a construção da proposta depende da união entre Assembleia Legislativa, prefeitos, vereadores e órgãos estaduais. Segundo ele, o Estado precisa permanecer mobilizado para garantir segurança jurídica à população e fortalecer o documento que será encaminhado ao Supremo.

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Diego Guimarães afirmou ainda que, durante a audiência de conciliação em Brasília, o Pará tentou transformar o encontro em uma vitória política, enquanto Mato Grosso manteve o foco na construção de soluções para os municípios e moradores das áreas afetadas. O parlamentar também colocou a Assembleia Legislativa à disposição para auxiliar os municípios na elaboração das informações e levantamentos necessários para subsidiar a proposta de acordo.

O prefeito de Paranaíta, Osmar Antônio Moreira, relatou que o município atende aproximadamente mil moradores da Gleba São Benedito, localizada em uma área de cerca de 180 mil hectares, assumindo despesas com saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Segundo ele, o município ingressou no STF com ação buscando o ressarcimento dos recursos aplicados nessas comunidades. “Eu não entrei questionando divisa. Eu entrei em vidas humanas que estão em jogo, em serviços públicos que estamos prestando. Enquanto a discussão territorial continua, a população não pode esperar”, afirmou.

Representando os produtores rurais da região, Orlando Figueiredo explicou que a Gleba São Benedito vive uma situação singular, pois está isolada por reservas indígenas e pela Base Aérea, o que torna praticamente impossível qualquer atendimento direto por parte do Pará.

Para ele, toda a produção agropecuária é comercializada em Mato Grosso e todos os insumos também são adquiridos no Estado. Entretanto, os produtores enfrentam elevados custos com a bitributação e prejuízos provocados pelas restrições sanitárias impostas ao trânsito de animais oriundos do Pará.

“O Pará não consegue oferecer infraestrutura, saúde, segurança ou assistência. Toda a nossa vida acontece em Mato Grosso. Além disso, enfrentamos a bitributação e as restrições sanitárias que comprometem a comercialização e reduzem a competitividade da produção”, relatou.

Fonte: ALMT – MT

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