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Treze praias da baixada cuiabana estão apropriadas para banho; duas estão impróprias

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Treze das quinze praias da baixada cuiabana analisadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na campanha de balneabilidade de 2023 foram classificadas como próprias para banho. As duas praias classificadas como impróprias foram nas Comunidade São Gonçalo e Bonsucesso, ambas no Rio Cuiabá. Foram coletadas amostras de água nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio, Chapada dos Guimarães e Rosário Oeste.

As praias consideradas próprias para banho em Cuiabá foram: Ponte de Ferro e Coxipó do Ouro (Rio Coxipó), Balneário Soberbo (Coxipó Açu), Balneário Rio Claro, Balneário Rio Mutuca. O Balneário Rio Claro foi classificado como excelente e o Balneário Rio Mutuca como satisfatório, já as outras foram consideradas muito boas.

Em Chapada dos Guimarães, as Cachoeiras da Martinha (Rio da Casca), Coxipozinho (Cachoeirinha) e Córrego da Piedade (Cachoeira dos Namorados) foram consideradas próprias para banho, com classificação satisfatória. Marinas do Lago do Manso foi considerada muito boa e Córrego da Salgadeira como excelente.

As outras praias consideradas próprias na baixada cuiabana foram Passagem da Conceição (Rio Cuiabá), em Várzea Grande, com classificação excelente, Praia das Veredas (Rio Cuiabá), em Santo Antônio e Paira das Embaúbas, em Rosário Oeste, ambas consideradas satisfatórias. Amostras na praia de Santo Antônio (Rio Cuiabá), no município de Santo Antônio, não pôde ser coletada devido a impossibilidade de acesso pelo fato de estar bloqueada para construção.

Os municípios da baixada cuiabana fazem parte da campanha de balneabilidade da Bacia do Paraguai, que analisou, além das 15 praias da baixada cuiabana, mais uma em Barra do Bugres e outra em Nortelândia, totalizando 17 locais para banho. O Rio Paraguai em Barra do Bugres foi classificado como impróprio para banho e a Praia Nortefly (Rio Santana), em Nortelândia, foi considerada própria, com classificação muito boa.

“É muito importante que a população desfrute dos recursos hídricos para a prática de balneabilidade com segurança pois no calor é frequente a procura dos banhistas pelas praias de rio ou reservatório. Mas essa prática deve ser feita com segurança para evitar doenças de veiculação hídrica que podem trazer consequências a saúde”, destaca o Coordenador de Monitoramento da Água e do Ar da Sema, Sergio Figueiredo

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Praias impróprias na Bacia Paraguai

As Comunidades São Gonçalo e Bonsucesso desde o início das campanhas de balneabilidade realizadas pela Sema apresentam classificação Imprópria para recreação de contato primário, sendo a Comunidade São Gonçalo, desde 2007 e Bonsucesso desde 2003. Bonsucesso apresentou valor elevado de Escherichia coli em todos os dias coletados. Na Comunidade São Gonçalo, devido à constatação prévia de lançamento de esgotos no local não foi realizada coleta de amostras de água, pois esta situação já caracteriza a água como imprópria para recreação de contato primário.

A praia do Rio Paraguai situada no município de Barra do Bugres se apresentou imprópria para banho devido ao valor elevado de Escherichia coli na maioria dos dias coletados. Em 2017, 2018 e 2019 a praia do Rio Paraguai já havia apresentado classificação imprópria devido aos valores elevados de Escherichia coli.

Campanha de Balneabilidade

A campanha que teve início em junho e é realizada todos os anos em várias regiões do Estado, avalia a qualidade da água para recreação primária. Laboratório de Monitoramento da Água e do Ar da Sema, por meio de amostras coletadas em diferentes dias consecutivos, realiza a análise da água em praias com maior número de visitantes e a classifica como própria ou imprópria para banho.

A campanha traz informações essenciais para quem usufrui do rio para recreação primária, que é o contato direto e prolongado com a água.
A utilização da água para fins recreativos é comum no Estado de Mato Grosso, principalmente nos rios próximos às cidades, onde ocorre a formação de praias na época da seca. Por esse motivo torna-se relevante conhecer a qualidade da água para garantir a conservação dos recursos hídricos e proteção da saúde da população.

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A Sema orienta a população a sempre evitar a recreação de contato primário (balneabilidade) nos locais classificados como impróprios, evitar o banho após a ocorrência de chuvas de maior intensidade, evitar ingestão de água destes locais sem o devido tratamento, com redobrada atenção a crianças e idosos.

A população também pode comunicar à Secretaria eventos ou circunstâncias que possam levar a dúvidas quanto à manutenção da condição de balneabilidade de qualquer recurso hídrico utilizado para recreação de contato primário, para que a Pasta, se necessário, adote providências de novas avaliações.

Tanto a análise como a classificação de balneabilidade são importantes, pois, ao verificar a existência de lançamentos de esgoto sanitário, fezes de animais ou presença de microrganismos patogênicos próximos aos rios é possível evitar doenças como poliomielite, cólera, hepatite, febre tifóide, gastroenterite, doenças da pele, entre outras. Portanto, é possível garantir a conservação dos recursos hídricos e proteger a saúde da população.

Como é feita a análise

A coleta da balneabilidade tem a sua metodologia descrita na Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Ela consiste na realização de amostragens durante 5 semanas consecutivas. São coletadas amostras de água em locais utilizados por banhistas para recreação de contato primário (balneabilidade), no trecho onde é possível atingir a isóbata de 1 m.

São coletadas amostras para análise microbiológica e medido o pH. As amostras são acondicionadas em caixas térmicas e enviadas para análise no Laboratório da Sema, em Cuiabá, onde são processadas. Esse processo vai se repetir uma vez por semana, durante 5 semanas.

Ao final, técnicos da Sema emitem um boletim informando se a praia está própria (excelente, muito boa ou satisfatória) e imprópria para banho.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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