O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu nesta quinta-feira (12) os réus pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro e classificou as condenações como ‘injustas’. A declaração foi dada durante um evento contra o aborto em Chapecó (SC).
Segundo Bolsonaro, as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foram severas e desejou que os acusados sejam inocentados ‘brevemente’. Ele ainda afirmou que o cenário para os suspeitos dos ataques seria diferente caso estivesse na presidência do país.
“Se queremos viver em democracia, respeitar a lei e o devido processo legal e individualizar a conduta de cada um. E não ao querer fazer justiça, cometer uma grande injustiça. Quero dizer a vocês que se eu continuasse na Presidência, isso tudo não teria ocorrido”, declarou.
“Nós lamentamos o ocorrido. Esperamos que isso seja desfeito brevemente e que essas pessoas fiquem livres. E que as que foram condenadas a 17 anos de cadeia, que fiquem livres dessa pena também”, completou.
Nos últimos meses, o STF tem se mobilizado para julgar réus que participaram dos ataques de 8 de janeiro em Brasília. Ao todo, seis suspeitos de participarem dos atos já foram condenados. As penas variam entre 12 e 17 anos de prisão.
Dois casos julgados pela Suprema Corte deverão ser analisados em plenário físico, após um pedido de destaque do ministro André Mendonça. Ainda não há uma data para a retomada do julgamento.
Bolsonaro ainda lembrou da guerra em Israel e prestou solidariedade ao país comandado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
“Nessa rápida passagem por aqui, deixo minha solidariedade a todos catarinenses por causa das chuvas, e ao Estado de Israel, pela guerra”, declarou.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.