Tribunal de Justiça de MT

Presidente do TJMT fortalece integração com novos promotores de Justiça durante curso de formação

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva conversou, na manhã desta quinta-feira (13 de julho), com os novos promotores e promotoras de Justiça substitutos do Ministério Público do Estado durante curso de formação oferecido pela instituição, que ocorre na sede das Promotorias, em Cuiabá. A palestra teve como objetivo fortalecer os laços entre os novos profissionais e o sistema de justiça, destacando a importância dessa relação desde o início da carreira.
 
Ao invés de proferir palestra a presidente preferiu fazer um bate-papo sobre a relevância desse momento de integração para os promotores de justiça. A magistrada falou sobre o início de sua carreira, a revolução da consensualidade nas últimas décadas, a política adequada de solução de conflitos, fruto da Resolução N. 125 do Conselho Nacional de Justiça, a expansão da Justiça Restaurativa, promovida pelo Poder Judiciário no Estado. Também enfatizou a necessidade de estabelecer vínculos e criar uma relação harmônica entre as diversas carreiras que compõem o sistema jurídico.
 
Para a presidente, a compreender o papel de cada um e a importância de um desempenho bem-sucedido é fundamental para alcançar resultados positivos em benefício da população.
 
“Esse é um momento que entendo de grande importância para já criar vínculo desde o início do ingresso desses novos promotores de Justiça com o Judiciário para não deixar que percamos esse momento de integração desde o início da carreira e termos uma relação de irmandade porque todas as carreiras fazem parte de um sistema em que precisamos ter noção do papel de cada um e da importância do papel bem desempenhado para que o resultado para a população seja a melhor possível.”
 
O aprimoramento do sistema de justiça foi um dos pontos ressaltados pela presidente. “O Poder Judiciário de Mato Grosso tem apresentado uma série de mudanças e oportunidade de ver o mundo e a jurisdição de uma forma mais consensual, dialogada. É isso o que vamos incentivamos nessa conversa com os novos promotores para que eles já conheçam o trabalho que já temos e tragam novas ideias para fomentar essa nova era do diálogo que estamos promovendo”, comentou Clarice Claudino.
 
O curso é ofertado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT. De acordo com o coordenador da Escola, o promotor de Justiça Antônio Sergio Cordeiro Piedade, a capacitação é pautada para atuação funcional de modo que possa ter visão do sistema de justiça criminal.
“A relação com o Tribunal de Justiça, com a desembargadora Clarice Claudino enquanto presidente, ministrando uma palestra, é de fundamental importância de modo a criar uma interlocução com as instituições, ou seja, o Ministério Público exercendo sua função nas comarcas, mas acima de tudo tendo uma relação com absoluta humildade, uma interlocução com espírito público para otimizar uma atuação que possibilite prestação de serviço com mais qualidade, eficiência e efetividade. Nada melhor essa relação em alto nível entre o Ministério Público, que tem sua autonomia, e o Poder Judiciário, o sistema de justiça buscando atingir o cidadão com serviço público no qual consiga acesso à justiça, mediação e modelo multiportas. A presença da presidente no curso é um sinal efetivo de uma integração entre as instituições”, afirmou”, o coordenador da Escola Institucional do MPMT.
 
Um dos promotores recém-empossados é Marco Antonio Prado Nogueira Perroni. Para ele, a conversa com a presidente do TJMT, que falou de sua experiência e da resolução adequada de conflitos sob a nova perspectiva da cultura do diálogo e da pacificação social, foi de grande importância para ele.
 
“Foi fundamental a presença da desembargadora que falou construção do círculo de paz, na questão do auxílio do Ministério Público na autocomposição em face da Resolução N. 125 do CNJ. A fala dela foi muito importante no sentido de conscientizar que o ministério Público também faz parte da política nacional de mediação e conciliação, essa justiça multiportas e também do círculo de construção de paz.”
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem. Foto 1: desembargadora Clarice Claudino está em pé em frente aos recém-empossados promotores de justiça. Ela usa blaser verde e um vestido com tons de verde e preto. Foto 2: os novos promotores estão em pé, enfileirados, sorrindo e posando para foto. Ao centro está a presidente do TJMT e o coordenador da Escola Institucional do MPMT.
 
Dani Cunha/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Deficiência invisível: psicóloga do TJMT relata vivência com visão monocular

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A psicóloga do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Giselle Ramos de Castilho Teixeira, convive desde a infância com a visão monocular, condição caracterizada pela perda da visão de um dos olhos. Apesar de a deficiência não ser perceptível fisicamente, ela relata que os desafios fazem parte da rotina e vão desde dificuldades de profundidade até a necessidade constante de reafirmar sua condição diante das pessoas.
Em continuidade às ações do Mês de Conscientização sobre Acessibilidade, a servidora destaca a importância de ampliar o debate sobre inclusão, acolhimento e respeito às pessoas com deficiências não aparentes, tanto no ambiente institucional quanto na sociedade.
Giselle conta que descobriu a deficiência ainda criança, de forma inesperada. “Eu fui brincar com as maquiagens da minha mãe e percebi que não enxergava de um olho para passar a sombra. Perguntei para minha mãe se ela também não enxergava de um olho e aí fomos descobrir a deficiência”, relembra.
Desafios diários
Segundo ela, uma das maiores dificuldades enfrentadas por pessoas com visão monocular é justamente a falta de compreensão da sociedade sobre uma deficiência que nem sempre possui características físicas aparentes. “Se eu não falar que sou uma pessoa com deficiência, ninguém percebe. Muitas vezes, a dificuldade da visão monocular é exatamente essa, as pessoas não acreditarem que você realmente tem uma deficiência”, afirma.
A psicóloga explica que a visão monocular afeta diretamente a percepção de profundidade, distância e visão lateral, tornando situações cotidianas mais desafiadoras. “Escadas são muito perigosas para quem tem visão monocular, porque a gente não consegue ter a mesma percepção de profundidade. Por isso, aquelas faixas coloridas nos degraus são tão importantes”, comenta.
Além das limitações práticas, Giselle destaca que o impacto emocional causado pela falta de compreensão sobre a deficiência também é significativo. “Muitas vezes, as pessoas julgam você como incapaz por causa da deficiência. Isso acaba trazendo problemas emocionais porque a própria pessoa começa a se sentir incapaz”, observa.
Acolhimento e inclusão
Para a psicóloga, inclusão vai além de adaptações estruturais e envolve, principalmente, acolhimento e reconhecimento da individualidade de cada pessoa. “Inclusão não é só colocar uma rampa ou um adesivo na escada. É olhar para a pessoa e mostrar que ela é importante, que ela tem sentimentos e que merece ser acolhida”, ressalta.
Ela avalia que o Poder Judiciário de Mato Grosso avançou significativamente nos últimos anos em relação às políticas de acessibilidade e inclusão, especialmente após a criação da Comissão de Acessibilidade e Inclusão. “Hoje existem ferramentas, adaptações, jornada especial e avanços importantes que fazem com que a pessoa com deficiência se sinta vista dentro da instituição”, destaca.
Giselle também lembra que a visão monocular foi reconhecida legalmente como deficiência visual pela Lei nº 14.126/2021, garantindo às pessoas com essa condição os mesmos direitos assegurados às demais pessoas com deficiência.
Mesmo assim, ela afirma que ainda existem dificuldades para o reconhecimento desses direitos. “Muitas vezes precisamos provar constantemente que temos uma deficiência, mesmo apresentando laudos. Nem sempre os nossos direitos são respeitados de forma automática”, pontua.
Segundo a psicóloga, ampliar o debate sobre acessibilidade e inclusão é essencial para construir ambientes mais humanos, empáticos e preparados para acolher diferentes realidades. “A deficiência não define uma pessoa. Antes de qualquer limitação, existe um ser humano que precisa ser respeitado, acolhido e compreendido”, conclui.
Pesquisa sobre acessibilidade
Como parte das ações desenvolvidas para o fortalecimento da política de inclusão, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do PJMT também promove uma pesquisa sobre as condições de acessibilidade nas unidades judiciárias e administrativas do Estado.
O levantamento é destinado a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e credenciados(as), com o objetivo de identificar demandas, necessidades e possíveis barreiras enfrentadas no ambiente institucional.
A pesquisa segue aberta até o dia 30 de junho de 2026. Participe!

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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